Dia Europeu da Insuficiência Cardíaca

“A Insuficiência cardíaca é diferente de doente para doente, as partes do coração afetadas e os sintomas podem variar bastante”

Esta é uma doença na qual o coração não consegue mais bombear sangue suficiente para o resto do corpo, não conseguindo suprir as necessidades.

Como se diagnostica a insuficiência cardíaca?
Radiografia Torácica;
Electrocardiograma;
Ecocardiograma;
Prova de Esforço;
Análises Clínicas

Como se trata a insuficiência renal
A insuficiência cardíaca não pode ser revertida e o seu tratamento visa melhorar a qualidade de vida e autonomia e reduzir a mortalidade associada a esta condição.

Como se controlam os factores de risco.
Controlo da pressão arterial; Colesterol/ Diabetes
Uma dieta adequada é essencial, bem como praticar exercício físico ajustado  às capacidades de cada paciente e não fumar.
O controlo da ingestão de sal é particularmente relevante porque ele associa-se a uma maior retenção de líquidos, e como tal, a uma maior sobrecarga para o coração.

Como se previne a insuficiência cardíaca.
Adoção de um estilo de vida saudável, no que se refere a alimentação;
Prática de exercício físico;
Controlo do peso e avaliação médica regular;
Evitar tabaco, álcool e substâncias ilícitas.

Sintomas da Insuficiência cardíaca
Falta de ar; tosse; aumento do peso; tornozelos inchados; cansaço/fadiga; tonturas; frequência
cardíaca rápida; perda de apetite; necessidade frequente de urinar

Audiologia

Dr.ª Andreia Soeira

O Audiologista é o profissional de saúde que atua na área da prevenção, diagnóstico e reabilitação associadas à audição e ao equilíbrio.

A perda auditiva trata-se de um problema cada vez mais comum na nossa sociedade, que leva ao isolamento social.
É de extrema importância que a perda auditiva seja diagnosticada o mais precocemente possível no sentido de se proceder à reabilitação mais adequada e assim minimizar os danos que esta possa causar.

Atualmente, dispomos de diversos exames complementares de diagnóstico que permitem uma melhor e mais rápida decisão terapêutica:

  • Audiograma tonal;
  • Audiograma vocal;
  • Timpanograma;
  • Reflexos estapédicos;
  • Otoemissões acústicas;
  • Rastreio Auditivo Neonatal;

Rastreio Auditivo Neonatal

Importância e objetivo do Rastreio Auditivo Neonatal?

A audição normal é essencial para o normal desenvolvimento da linguagem oral da criança. Uma intervenção e tratamento precoce aumenta significativamente a probabilidade de uma criança com perda auditiva ter um normal desenvolvimento da fala.

O rastreio auditivo neonatal tem como objetivo a deteção precoce de défices auditivos, de forma a permitir um diagnóstico e intervenção atempados e assim reduzir ou eliminar as suas consequências.

Quando deve ser feito o Rastreio Auditivo Neonatal?

O rastreio auditivo neonatal deve ser feito em todos os recém-nascidos antes da saída da maternidade ou, no máximo, até aos 30 dias de vida. Desta forma será possível completar o diagnóstico antes dos 3 meses de idade e iniciar a intervenção necessária até aos 6 meses de idade.

Como é feito o Rastreio Auditivo Neonatal?

O rastreio auditivo neonatal é realizado através de otoemissões acústicas (OEA). Trata-se de um exame não invasivo e indolor, que é executado com o bebé a dormir ou relaxado. É colocada uma sonda nos ouvidos do bebé que vai emitir sons e que possui um microfone para registar as respostas (otoemissões acústicas) aos sons emitidos.

 

 

Este exame é de extrema sensibilidade, sendo influenciado pelo ruído ambiente, pelos movimentos do bebé, existência de secreções no canal auditvo externo ou líquido no ouvido médio. Desta forma, consoante o resultado, poderá ser necessário repetir o rastreio, sem que isso signifique que exista algum problema auditivo.

Nos bebés com problemas auditivos não se obtêm otoemissões acústicas. Quando o bebé não passa no rastreio auditivo neonatal, torna-se necessária uma avaliação mais detalhada, sendo o bebé encaminhado para uma consulta de otorrinolaringologia.

Perda Auditiva

A perda auditiva é um caso cada vez mais comum, estimando-se que 1 em cada 3 pessoas com mais de 55 anos sofra de perda auditiva.
A perda auditiva deve ser diagnosticada o mais precocemente possível para que seja possível proceder a um reabilitação auditiva adequada e assim evitar o agravamento da mesma.

Existem inúmeras causas que podem levar a perda de audição entre elas: infeções, exposição prolongada a ruído, traumas e o avançar da idade.
É necessário estar atento aos pequenos sinais do dia dia como dificuldade em ouvir televisão, tendo necessidade de aumentar o som da mesma, dificuldades em entender as palavras numa conversa com ruído de fundo tal como acontece numa conversa de café, restaurante ou mesmo num jantar de família e dificuldades em falar ao telemóvel.

Estas e outras razões levam muitas vezes a um isolamento social por parte da pessoa com perda auditiva pelo desconforto de pedir para repetir.
Por todos estes motivos é essencial uma avaliação audiológica para que a situação não se agrave e para que se possa partir para a reabilitação auditiva mais adequeada ao caso em questão.

Síndrome da Apneia do Sono

Dr. Victor Certal

A Síndrome de Apneia do Sono refere-se a paragens superiores a 10 segundos que ocorrem durante o sono.

Habitualmente associado a quadros de roncopatia intensa, essas paragens podem tratar-se de apneias ou hipopneias (redução muito significativa, mas não completa, do fluxo de ar), e encontram-se geralmente associadas a micro-despertares e dessaturações >3% de oxigénio na corrente sanguínea. O índice de gravidade que geralmente é associado a esta doença é o índice de apneia/hipopneia (IAH) que reúne as duas formas mais frequentes de paragens.

Globalmente, a maioria da população apresenta algumas apneias ou hipopneias durante o sono sendo que, até 5 episódios/hora, é considerado normal.

Sintomas da Apneia do Sono

A Apneia do Sono pode causar complicações neuro-cognitivas, sendo o sintoma mais frequente a sonolência diurna excessiva (muito sono durante o dia). Esta sonolência advém do facto de haver uma fragmentação do sono: cada apneia promove um micro-despertar do ponto de vista electro-encefalográfico, ou seja, o doente não acorda conscientemente, mas a função cerebral despertou para reiniciar a respiração, fragmentando o sono em cada apneia. Este facto perturba o normal descanso noturno e o doente pode experimentar sensação de sono permanentemente não reparador, tendo influência nas suas atividades diurnas.

Em doentes não diagnosticados ou não tratados, esta sonolência está associada a acidentes de viação e acidentes no local de trabalho. Pelo mesmo motivo, a apneia pode levar à irritabilidade, alteração súbita de humor, baixo rendimento profissional, e cansaço fácil. Nos homens, esta patologia está também diretamente relacionada com casos de impotência sexual.

As complicações mais graves em adultos relacionam-se com as patologias cardio-vasculares que lhe estão associadas: pela diminuição sistemática do oxigénio sanguíneo durante o sono e o esforço permanente a que a função cardiaca e cerebral estão sujeitas, os doentes com apneia de sono grave têm um risco de enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral muito superior àquele que é verificado em indivíduos sem esta doença.


Diagnóstico da Síndrome de Apneia de Sono

O diagnóstico da roncopatia / síndrome de apneia do sono é feito através de um exame de sono chamado polissonografia. Este exame pode ser realizado em ambulatório, sendo que o paciente leva um equipamento para casa o qual irá avaliar uma noite completa de sono no domicílio, ou em laboratório, exame que é tido como mais preciso e fidedigno, mas também menos acessível.

Tratamento da Síndrome de Apneia de Sono

Em caso de apneia do sono grave, o primeiro tratamento, e o mais eficaz até ao momento, é o CPAP. Trata-se de um equipamento que “força” a entrada de ar durante o sono, e mantém a respiração constante durante toda a noite.

A evolução tecnológica nesta área permitiu reduzir o tamanho destes equipamentos, tornando-os mais fáceis de transportar. Além disso, a extensa diversidade de máscaras que têm surgido, permitem virtualmente uma adaptação a qualquer tipo de rosto. No entanto, apesar desta evolução positiva, 20-30% dos doentes continuam a não conseguir adaptar-se ao CPAP, preferindo optar por outras soluções.

Entre elas, surge a possibilidade de usar aparelhos de avanço mandibular ou optar por soluções cirúrgicas (cirurgia). Normalmente, as opções cirúrgicas visam reconstruir a via aérea superior, promovendo o alargamento da mesma. Esta reconstrução pode ser atingida por via de tecidos moles (palato, úvula, amígdalas, septo nasal ou base da língua) ou tecidos ósseos (avanço bi-maxilar).

Sarampo

O que é o Sarampo?

O sarampo é uma infeção provocada por um vírus. É uma das infeções mais contagiosas e transmite-se de pessoa-a-pessoa, por via aérea, através de gotículas ou aerossóis de pessoas infetadas (por exemplo, tosse ou espirro).
Habitualmente a doença é benigna mas, em alguns casos, pode ser grave ou levar à morte.

Pode complementar a informação em Sarampo (página da Direção-Geral da Saúde).

Como posso prevenir o Sarampo?

A vacinação é a principal medida de prevenção. É gratuita e está disponível para todas as pessoas presentes em Portugal.

As pessoas não vacinadas e que nunca tiveram sarampo têm uma elevada probabilidade de contrair a doença se forem expostas ao vírus.

Em caso de contacto com um caso de sarampo, contacte de imediato o Centro de Contacto do SNS / Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou consulte o seu médico assistente/equipa de saúde.

Quais são os sinais e sintomas do Sarampo?

Início com febre e mal-estar, seguido de rinite/rinorreia (corrimento nasal), conjuntivite e tosse.

De seguida e nalgumas situações podem surgir uns pontos brancos no interior da bochecha, cerca de 1-2 dias antes do aparecimento da erupção cutânea.

Aparecimento da erupção cutânea (“manchas” que se iniciam na face e que depois se espalham para o tronco e para os membros), febre alta e prostração.

Se estes sinais/sintomas surgirem, contacte o Centro de Contacto do SNS / Linha Saúde 24 (808 24 24 24) ou consulte o seu médico assistente/serviço de saúde.

Se eu tiver sintomatologia compatível com Sarampo, o que acontece?

Vai ser aconselhado a restringir os contactos sociais para evitar o contágio de outras pessoas, até 4 dias após o início da erupção cutânea.

Vão ser-lhe colhidos produtos biológicos (sangue, urina e fluidos orais) que serão enviados para o Instituto Ricardo Jorge (Lisboa) para confirmação ou não do diagnóstico de sarampo.

Os profissionais de saúde vão precisar de saber as pessoas com quem contactou (durante o período de contágio) para as proteger (irá ser verificado o estado vacinal dos contactos). Em função do estado vacinal, serão vacinadas ou administrada a imunoglobulina, se indicado.

 

 

Informação cedida pela Direção Geral da Saúde e SNS

Ecocardiograma

Dr.ª Ana Isabel Azevedo

O que é um Ecocardiograma com Doppler?

Um ecocardiograma com Doppler é um exame que utiliza ultrassons para gerar imagens das câmaras cardíacas (aurículas e ventrículos), das válvulas e dos grandes vasos sanguíneos (veias e artérias) que entram e saem do coração. O estudo Doppler permite avaliar e quantificar padrões e velocidades do fluxo sanguíneo através das diferentes estruturas cardíacas.

O exame é realizado com uma sonda que é colocada sobre o peito, a barriga e o pescoço, para observar o coração sob diferentes perspetivas. A sonda emite ultrassons que, atingindo as estruturas cardíacas, fazem eco e retornam à sonda, que as deteta. Esses ecos são transformados em imagens que são visualizadas num ecrã.

Para que é utilizado o Ecocardiograma?

O seu Médico poderá requisitar um ecocardiograma para avaliar a estrutura e função do seu coração.

Com este exame é possível:

  • Avaliar o tamanho e forma das câmaras do coração, bem como a espessura e movimento das suas paredes;
  • Quantificar a função do coração (força de contração);
  • Observar o funcionamento das válvulas e detetar possíveis alterações, como problemas na abertura (estenose) ou no encerramento (insuficiência) valvulares;
  • Avaliar a membrana que circunda o coração – o pericárdio;
  • Detetar alterações nos grandes vasos sanguíneos que contactam com o coração;
  • Identificar massas ou trombos dentro do coração, bem como comunicações anormais entre as câmaras cardíacas;

Quais são os riscos de realizar um Ecocardiograma?

O ecocardiograma é um exame indolor, sem efeitos secundários, que não utiliza radiação ionizante.

Como me devo preparar para o exame?

Não precisa de preparação específica para este exame: não é necessário jejum.

O que acontece durante a realização do Ecocardiograma?

O ecocardiograma pode ser realizado por Médicos Cardiologistas ou por Técnicos de Cardiopneumologia sendo, neste caso, submetidos a validação por um Médico Cardiologista.

Ser-lhe-á solicitado que retire a roupa da cintura para cima e se deite numa marquesa. O Técnico colará elétrodos no peito, para registar os batimentos cardíacos ao mesmo tempo que são adquiridas as imagens. A sala estará escura para que se consigam ver melhor as imagens. Um gel é colocado na sonda, para conduzir os ultrassons. De seguida, a sonda é deslizada sobre o peito, barriga e pescoço.

Poderá ser-lhe pedido para suster a respiração ou respirar fundo, para melhorar a qualidade das imagens.

O que acontece após o exame?

O gel remanescente sobre o corpo será limpo e poderá vestir-se. As imagens gravadas serão revistas e interpretadas por um Médico Cardiologista, que elaborará o relatório do exame.

Neurofisiologia

Dr.ª Maria José Teixeira – Neurofisiologista CMP

“Nos últimos anos, as Neurociências sofreram desenvolvimentos espectaculares, que permitem hoje compreender muito melhor as doenças do Sistema Nervoso.

A Neurologia e a Neurocirurgia são atualmente capazes de tratar muitos mais doentes atingidos por estas doenças, melhorando a qualidade e prolongando  o tempo de vida. Para isto o muito maior conhecimento em várias Ciências que incluem a Biologia Molecular, a Imagiologia, a Genética, a Neuroquímica, a Neuroimagiologia e a Neurofisiologia foram fundamentais com um impacto decisivo na vida das pessoas.
O estudo da função do cérebro, tem constituído o grande desafio com a RMN funcional e a tractografia a constituírem avanços tecnológicos muito importantes.

A compreensão dos distúrbios da função do cérebro e dos nervos é também a área de intervenção da Neurofisiologia Clínica.

De facto muito se evoluiu desde algumas décadas atrás, que se conseguiram os primeiros registos da atividade elétrica cerebral com a Eletroencefalografia (EEG) pensando-se nessa altura que muitos segredos do cérebro estavam descobertos!

Não era verdade.

Nos anos seguintes este exame sofreu evoluções importantes e para além da sua utilização em áreas diversas que vão desde os cuidados intensivos à pediatria, é hoje possível tratar melhor a epilepsia e nomeadamente com a ajuda do vídeo- EEG melhorar a qualidade de vida de doentes com formas particularmente graves desta doença.

A Eletromiografia – EMG consegue avaliar a condução dos nervos periféricos e as características da contração dos mais diversos grupos musculares sendo fundamental em doenças tão variadas como o síndrome de túnel cárpico, as polineuropatias, as hérnias discais, lesões nervosas provocadas por traumatismos ou o atingimento dos nervos periféricos em situações diversas que vão da diabetes às consequências da rádio ou quimioterapia.

Os Potenciais Evocados (PE) visuais, auditivos ou somatosensitivos avaliam a integridade destas vias e podem ser importantes em perdas de visão, de audição ou lesões medulares.
A Monitorização  Neurofisiológica Intraoperatória cada vez mais utilizada em intervenções de Neurocirurgia e Ortopedia e que incluem desde a escoliose a múltiplos tumores quer cerebrais quer do interior da coluna vertebral permite reduzir complicações cirúrgicas melhorando o futuro de muitos destes doentes.

Os estudos de Sono dão um contributo importante na avaliação de múltiplas perturbações do sono que vão desde as crises nocturnas ao sonambulismo e roncopatia.

Como Neurofisiologista Clínica assisti nestes últimos 25 anos a toda esta evolução, sendo que o que faço hoje é muito mais e melhor do que no inicio da minha carreira. No entanto tenho a certeza que o nosso desconhecimento sobre o funcionamento do Sistema Nervoso é ainda grande e que os próximos anos nos vão trazer desenvolvimentos fantásticos.”

Leucócitos: tipos e funções

Drª. Teresa Costa

Os leucócitos ou glóbulos brancos são elementos figurados do sangue que têm como função a defesa contra organismos estranhos.

Estas células são produzidas na medula e existem 5 tipos na corrente sanguínea.

NEUTRÓFILOS:

Responsáveis pela proteção contra infeções bacterianas. Quando ocorre uma infeção bacteriana a medula é estimulada, produzindo mais neutrófilos para eliminarem (fagocitarem) os agentes infeciosos.

EOSINÓFILOS:

Responsáveis pela defesa contra parasitas e pelo fenómeno da alergia.

BASÓFILOS:

Permitem a dilatação dos vasos sanguíneos.

LINFÓCITOS:

Responsáveis pela produção de anticorpos. Mais envolvidos na resposta à infeção por vírus. Existem os linfócitos T e os linfócitos B.

MONÓCITOS:

Responsáveis pelo fenómeno de fagocitose de microrganismos e destruição de células mortas.

Doença de Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

Azia, regurgitação, dor ou dificuldade à passagem dos alimentos pelo esófago, salivação excessiva, dor de garganta, dor no peito podem significar… doença de refluxo gastroesofágico (DRGE)?

O refluxo gastroesofágico é a passagem do conteúdo gástrico para o esófago, sem que haja vómito. É uma situação frequente que, na maioria dos adultos, ocorre regularmente, a seguir às refeições.

Quais as causas?

A DRGE resulta de um desequilíbrio entre os fatores de defesa e os fatores de agressão da mucosa esofágica.

 

Alguns fatores de agressão:

  • Alguns alimentos (produtos derivados do tomate, sumos de citrinos, chocolate, bebidas com cafeína)
  • Tabaco
  • Bebidas alcoólicas ou gaseificadas
  • Alguns medicamentos
  • Refluxo de bílis

Outros fatores:

  • Presença de hérnia do hiato
  • Aumento da pressão intra-abdominal (roupa apertada, gravidez, tosse, obesidade, obstipação)

 

Quais são os sintomas da doença de refluxo gastroesofágico?

  • Azia
  • Regurgitação
  • Dor à deglutição dos alimentos
  • Dificuldade em deglutir os alimentos
  • Dor torácica – dor na região retrosternal, de origem não cardíaca
  • Tosse, falta de ar, rouquidão, dor de ouvidos
  • Alteração do esmalte dentário, gengivite

Pode também manifestar-se por anemia (por falta de ferro ou, mais raramente, por vómitos com sangue). Noutros casos poderão surgir outras complicações, como úlceras, estenoses e a transformação da mucosa esofágica em revestimento de tipo intestinal (esófago de Barrett).

Como se diagnostica?

Além da avaliação dos sintomas e do exame objetivo, pode ser necessário fazer:

  • Endoscopia digestiva alta
  • Transito esofagogastroduodenal (Rx)
  • Manometria esofágica (com pHmetria)

Como se trata?

Medidas gerais:

  • Refeições pequenas
  • Evitar certos alimentos (gorduras, chocolate, citrinos, tomate, bebidas gaseificadas ou com cafeína)
  • Evitar comer antes de deitar
  • Não fumar
  • Não usar roupa apertada
  • Evitar atividades que aumentem a pressão intra-abdominal logo após as refeições (ex. atividade agrícola, jardinagem, exercício em ginásio)
  • Elevar a cabeceira da cama

Medidas farmacológicas:

O tratamento da DRGE baseia-se em medicamentos que inibam ou reduzam de forma profunda e duradoura a secreção ácida do estômago ou que reduzam o fluxo de bílis para o estomago e esófago. Todos têm demonstrado elevada eficácia no alívio dos sintomas e na cura das lesões da mucosa.

É uma situação crónica?

A DRGE é uma situação crónica, tornando muitas vezes necessário o tratamento de manutenção para evitar que os sintomas e/ou das lesões do esófago voltem a incomodar.

Há tratamentos alternativos?

Nos doentes com hérnia do hiato complicada é a cirurgia anti-refluxo.

A doença de refluxo gastroesofágica é uma situação grave?

As medidas gerais associadas ao tratamento médico consegue controlar a maior parte das situações. Nalguns doentes a esofagite é mais grave, com pouca resposta ao tratamento médico pelo que requererá medidas específicas.

Cancro da Próstata e PSA

Dr. Paulo Espiridião

O cancro da próstata é o tumor mais frequente nos homens do mundo ocidental representando a segunda causa de morte por doença oncológica.

Em Portugal, estima-se em 4000 o número de novos casos anuais, com uma mortalidade aproximada de 1000 doentes por ano.

Dada a sua frequência, é recomendada a realização de uma avaliação anual com toque rectal e PSA (antigénio específico da próstata) a partir dos 50 anos. Em caso de história familiar (sobretudo parentes em 1° grau), ou raça negra, o seguimento deverá iniciar-se aos 45 anos.

O doseamento do PSA é o exame fulcral para o diagnóstico e estadiamento desta doença.

Tradicionalmente o valor considerado “normal” é de 4,0ng/mL embora, em doentes novos,
muitos autores considerem como “normal” o valor limite de 2,5 ng/mL. Abaixo destes valores a probabilidade diagnóstica é baixa (<15%). Já para valores acima de 10ng/dL o risco de cancro é superior a 50% . Para valores entre 4 e 10 ng/mL , por forma a evitar as taxas de falsos negativos e falsos positivos, actualmente, aconselha-se a determinação da fracção livre do PSA. A razão entre o PSA livre e o total ajuda a decidir quanto à realização de biópsia. Quanto mais baixa essa relação, maior o risco de cancro. Habitualmente utiliza-se o valor de cut-off de 20%.

Quem é e o que trata o Otorrinolaringologista?

Dr. Vitor Certal

O Otorrinolaringologista é o médico-especialista que se dedica ao diagnóstico e tratamento médico e cirúrgico das doenças do ouvido, das fossas nasais/seios perinasais, da faringe e laringe, da cirurgia da cabeça e pescoço (incluindo doenças oncológicas), bem como dos distúrbios do equilíbrio e da voz.
Tratando-se de uma especialidade vasta, o Otorrinolaringologista assiste todas as faixas etárias, bem como um leque extenso de patologias.
Em idades pediátricas, as principais patologias referem-se às amígdalas, adenóides e ouvidos (amigdalites, adenoidites, otites, faringites e laringites), bem como patologia nasal tipicamente alérgica (rinite). Contudo, também faz o despiste de todos os tipos de surdez, sejam elas congénitas (a nascença) ou adquiridas durante a infância.
Em idade adulta, as doenças mais prevalentes em Otorrinolaringologia referem-se a obstrução nasal (nariz “entupido”) por desvio do septo ou sinusite, patologia do ressonar ou apneia do sono, mas também situações de trauma nasal ou auricular e distúrbios ligados a voz (rouquidão ou afonia). Na mesma óptica, o Otorrinolaringologista cuida da cirurgia estética associada aos procedimentos do nariz (rinoplastia) ou auricular (tratamento das orelhas descoladas ou de “abano”).
Uma das grandes vertentes da especialidade de Otorrinolaringologia também está ligada a área da vertigem, com o despiste e tratamento das principais causas de tonturas e vertigens, bem como avaliação de zumbidos e perda de audição em idade adulta jovem ou avançada.

A especialidade de Otorrinolaringologia dispõe atualmente de diversos exames complementares de diagnóstico que auxiliam na tomada de decisão terapêutica, bem como no despiste e diferenciação de situações benignas/malignas em casos duvidosos.