A ecografia obstétrica a 3D/4D

 

A Ecografia 4D representa um dos maiores avanços tecnológicos ao serviço da Medicina e surge no contexto da prestação de serviços à distância.
As ecografias de diagnóstico são realizadas através da tecnologia a 2 dimensões (2D), obtendo imagens a preto e branco, planas de difícil interpretação para os pais.

As ecografias a 3/4D são um complemento das ecografias de diagnóstico. A ecografia 3D acrescenta volume mas é estática (fotografia) enquanto que a ecografia 4D acrescenta movimento (vídeo em tempo real). Nesta ecografia, os pais podem ver o bebé mexer no útero, visualizar gestos como abrir e fechar a boca, fechar os olhos, sorrir, bocejar, colocar a língua de fora, mover as mãos e os pés.
A idade gestacional ideal para realizar este tipo de ecografia é a partir das 22 semanas até às 30 semanas porque o bebé já está formado e há quantidade de líquido suficiente. Contudo, pode ser realizada em toda a gravidez.
Esta ecografia é apenas um complemento da ecografia convencional, sendo a avaliação médica prévia imprescindível.

 
O sucesso desta ecografia nem sempre é garantido e depende de alguns fatores:
– A posição do bebé
– Idade gestacional
– A presença de líquido amniótico em quantidade suficiente
– o biótipo da grávida (mais difícil nas mulheres obesas ou com gordura abdominal)
– Presença de cordão
Por vezes a mulher tem de suster a respiração pois o mais pequeno movimento distorce a imagem. Recomendamos sempre que a grávida evite a toma de substâncias como o tabaco e a cafeína antes da ecografia, bem como o incremento da ingestão hídrica e alimentação mais cuidada nos dias que antecedem o exame.

No Centro Médico da Praça, existem ecografistas certificados pela Fetal Medicine Foundation, bem como equipamentos de excelência que fornecem ao casal a possibilidade de vivenciar uma experiência única, com o objectivo de potenciar o vínculo afetivo mãe-filho, antes do nascimento.

 

No final da ecografia, é fornecido aos pais um CD com toda a ecografia gravada em tempo real bem como um pack de imagens a 3D (fotografias em pack de 6, 3 e 2) com o nome do bebé.

Águas alcalinas são ou não benéficas?

Verificamos nos dias de hoje uma certa ‘moda’ de preferência pela ingestão de águas alcalinas. Esta ideia deriva da argumentação de que estas águas teriam acções antioxidantes, capacidade de regulação hormonal ou mesmo que possuiriam propriedades preventivas de doenças neoplásicas.

Contudo, não existem estudos científicos que comprovem definitivamente essas possíveis vantagens. Não há nenhum consenso sobre um superior benefício dessas águas em relação a outras de diferente
ph.
Todas as águas têm composições diferentes. Não há duas águas iguais. Seja qual for o ph que uma dada água tenha o organismo humano possui mecanismos fisiológicos para controlar e, se necessário, corrigir esse ph reequilibrando o seu valor e mantendo assim a sua homeostasia. Não é porque se bebe mais água alcalina que o ph se mantém sempre ideal. É o rim que exerce essa função, mantendo o ph do sangue com valores entre 7,3 e 7,4

E a rede pública?

Talvez muito mais relevante para a nossa saúde seria questionar outros aspectos da água que consumimos, seja ela a que nos é fornecida pela rede pública, seja aquela que muitas vezes bebemos sem qualquer tipo de controlo sanitário proveniente de poços, furos, minas, fontes ou mesmo de outros cursos naturais. Se as primeiras em geral nos garantem parâmetros seguros de tratamento antibacteriológico as últimas
estão sujeitas a contaminação e, como tal, a constituírem um grande risco de propagação de verdadeiras epidemias.

Por isso se constituiu uma rede de abastecimento público controlando os parâmetros bacteriológicos da água através da sua filtragem e do seu tratamento químico, de modo a evitar que esta veiculasse
agentes infecciosos patogénicos, isto é, susceptíveis de causar doenças.

No entanto, alguns desses tratamentos da água da rede pública acabam de facto por poder constituir um risco potencial para a nossa saúde, por exemplo, quando se verifica um excesso de cloro ou flúor. Aqui sim pode verificar-se uma certa acidificação, o que até
poderá estar na base da argumentação a favor da alcalinidade, mas o problema não está no ph está sim no excesso de alguns químicos.

E a água natural?

Um aconselhamento de uma água baseado unicamente no simples critério do ph é altamente redutor.

Há muitos outros factores a ter em conta quando se pretende aconselhar uma água, a começar pelo conhecimento de inúmeras das suas outras propriedades que muitas vezes se constituem mesmo como terapêuticas.

Aqui estamos já a falar de águas minerais naturais e outras águas naturais controladas/analisadas periodicamente devendo mesmo considerar esta opção como uma verdadeira prescrição médica

Gripe

A Gripe é uma infecção aguda do trato respiratório superior. É causado por um vírus influenza (Tipo A; B ou C).
Nas pessoas saudáveis normalmente esta infecção cura-se espontaneamente.
Nos grupos de risco a gripe pode causar complicações graves:
– Pneumonias
– Bronquite
– Pericardite
Consideram-se grupos de risco, as crianças, idosos, grávidas, pessoas com imuno deficiências, doenças cardíacas ou doenças pulmonares crónicas.
Os sintomas são:
– Febres altas
– Dores de garganta, cabeça e musculares
– Tosse
– Espirros e nariz entupidos
– Debilidade Física
– Perda de apetite
O inverno é a época mais propícia ao aparecimento desta infeção.

Na presença destes sintomas deve recorrer ao profissional de saúde para tratamento atempado, evitando complicações.

O Grupo Clínicas Centro Médico da Praça tem ao seu dispor um corpo clínico competente bem como meios complementares de diagnóstico para lhe dar uma resposta rápida e eficaz.

Miopia

Drª. Inês Martins de Almeida

A miopia é um erro refrativo vulgarmente definido por uma boa visão ao perto e desfocada para longe.

Num olho ideal os raios de luz atravessam as estruturas e sofrem um desvio de modo a convergirem e focarem na retina, permitindo assim a formação de uma imagem nítida; na miopia a luz é focada à frente da retina e portanto as imagens formadas são desfocadas na visão de longe (ilustrado na figura). Isto geralmente ocorre por que o olho é muito grande ou a córnea, a estrutura transparente mais anterior do olho, muito curva.

O número de pessoas com o diagnóstico de miopia tem aumentado nas últimas décadas, variando no entanto com a localização geográfica e as raças. Na Europa a prevalência estimada de miopia é de 30.6% (dos 25 aos 90 anos) e de alta miopia de 2.7%, com uma prevalência superior em indivíduos mais jovens. Estas formas mais graves, conhecidas por miopias patológicas, podem dar complicações com consequências graves para a visão. Felizmente a grande maioria dos casos não são formas graves e apenas necessitam de ser compensadas com correção ótica.

O seu aparecimento mais comum está associado a um componente hereditário, o que significa que se um dos pais é míope existe uma probabilidade da criança também o poder vir a ser.

Surge mais frequentemente na idade escolar, entre os 8 e os 12 anos e tem tendência a estabilizar aquando da finalização do crescimento, por volta dos 20 anos.

São sinais de miopia a dificuldade em ver nitidamente imagens ou palavras num quadro branco como o da escola, num ecrã de cinema ou de televisão, ver de modo desfocado matrículas de automóveis ou sinais de trânsito, ter dores de cabeça, fadiga visual ou até alteração binocular dos movimentos oculares.

Existem hoje em dia várias opções de correção da miopia.

A principal escolha é a utilização de óculos graduados com lentes côncavas; estas são mais espessas na periferia do que no centro possibilitando deste modo que os raios de luz foquem corretamente na retina.
A utilização de lentes de contacto é outra opção, permitindo obter um campo de visão mais amplo; no entanto, uma vez que são aplicadas sobre a superfície ocular a sua utilização obriga a cuidados de manutenção e higiene de modo a evitar complicações oculares graves, devendo ser dada preferência às lentes de utilização diurna.
Por último, os procedimentos cirúrgicos como o LASIK ou PRK são opções de tratamento da maioria de casos de miopia em adultos. Nestes são utilizados feixes de laser que modelam a forma da córnea, removendo pequenas quantidades de tecido. Nos casos de miopia elevada ou de córnea de espessura fina que impedem a realização de cirurgia a laser, o procedimento consiste no implante de uma lente intraocular.

Medicina Geral e Familiar

Drª. Mónica Lopes

“O médico a sério é o maior dos camaleões. Tem de se revestir das cores da família que está à sua frente se quiser compreender a natureza das queixas, porque todas elas estão vestidas de cultura, de um código próprio a que temos de pertencer por uns momentos, como o explorador terá de falar o dialecto da tribo distante, se quiser saber o caminho por onde se vai mais além.”
(N.L Antunes, em Vida em mim)

A Medicina Geral e Familiar é de facto a especialidade em que esta descrição se encaixa na perfeição. O Médico de Família tem mesmo de vestir o papel do camaleão; tem de se revestir de capacidades humanas, científicas, éticas e morais, para corresponder ao apelo de cada família, de cada indivíduo, com todas as suas particularidades, respeitando as suas crenças e valores.

Além do conhecimento do indivíduo, como ser único, precisa investir no contexto individual e colectivo do mesmo, seja nas atividades, no contexto sócio-profissional, na saúde do próprio, como na sua envolvência familiar, nos seus contactos. Em suma, necessita encarar cada indivíduo ou família como um todo, de forma holística. Precisa conhecer os seus medos, as suas perspetivas; envolver-se quanto baste para corresponder às expectativas do utente.

Dentro deste panorama, o Médico de Família está presente em várias vertentes da saúde do utente.

Desde o nascimento até à morte, desde a infância até à velhice; partilhando boas e más notícias. Importa ressalvar o papel fundamental deste clínico na vertente preventiva: não só cura doença e acompanha o seu desfecho e consequências, como enceta medidas para prevenir doenças, para manter saúde.

A prevenção primária baseia-se fundamentalmente em medidas para evitar problemas de saúde. Desde as vacinas, medidas anti-tabágicas, combate ao consumo abusivo de álcool e até mesmo a chamada “consulta de rotina” são medidas de prevenção de singular importância. O que se entende por consulta de rotina não é a realização de análises todos os anos, o que nem sempre corresponde a uma boa prática clínica.

É sim um contacto privilegiado para ambas as partes, em que se pretende conhecer o utente, a sua família, as condições em que trabalha, hábitos e cuidados alimentares, entre outras características. Abordar temas mais tabu, como por exemplo, a sexualidade.

Quando abordamos a prevenção secundária, falamos de deteção precoce de lesões, tarefa importante do Médico de Família. Esta permite encontrar doença numa fase inicial e assim evitar a sua evolução, com necessidade de tratamentos agressivos. Dentro desta vertente estão os vários rastreios recomendados de acordo com a idade, como sejam o do cancro da mama, do cancro do colo do útero e do cancro colo-retal.

No âmbito da prevenção terciária, é dada importância ao tratamnto do problema para evição das suas consequências.

É ainda importante o acompanhamento de sequelas de doença e evição de tratamentos desnecessários ou eventualmente inúteis. E aí chamamos de prevenção quaternária.

Psicologia – Terapia de Casal

A terapia de casal é direcionada para casais com dificuldades no seu relacionamento, sejam estas ao nível comunicacional, sexual, familiar ou na gestão de conflitos.

É imprescindível que ambos os elementos do casal revelem disponibilidade e motivação para a mudança na relação.

Causas frequentes que motivam o pedido de terapia de casal:

  • Sentimentos persistentes de insatisfação na relação
  • Dificuldades de comunicação
  • Preocupação ou insatisfação sexual
  • Crise gerada por desafios ou circunstância do quotidiano (educação dos filhos, decisões financeiras, desemprego, morte de familiar,…)
  • Preparação para mudanças de vida (casamento, nascimento de filhos, saída de casa dos filhos, acolhimento dos pais idosos, …)

A terapia de casal tem por objetivo possibilitar ao casal adquirir uma noção clara dos problemas que afetam a dinâmica relacional, das necessidades que existem, e apoiar a mudançados padrões relacionais estabelecidos e que não são adaptativos. Pode ainda constituir uma oportunidade para o casal conhecer, compreender, e integrar desejos e ambições individuais, numa vida partilhada. O foco da intervenção é a relação de casal, pelo que não é de esperar mudanças na personalidade dos elementos através deste tipo de terapia.

Psicologia – Terapia Familiar

A terapia familiar envolve todos os membros da família e procura evidenciar e rentabilizar as competências da própria família, ativando a sua participação na resolução dos seus problemas.

O levantamento dos determinantes históricos dos problemas familiares, o entendimento do contexto atual com os comportamentos indesejáveis e a comparação com o que é desejável para a família é de suma importância para a
mudança no processo de terapia familiar.

Terapeutas e elementos da família participam ativamente na análise do cenário histórico e presente, da elaboração do plano de mudanças e das transformações posteriores. Esta intervenção terapêutica tem como objetivo principal auxiliar a família na (re)conquista de relações saudáveis caracterizadas pelo respeito e pela procura conjunta de soluções para os desafios que vão surgindo.

Psicologia – Consulta do Adulto e do Idoso

Avaliação e intervenção psicológica / psicoterapia

A sociedade contemporânea exerce pressão, explícita ou implícita, para que o adulto responda às exigências profissionais, valorize o crescimento individual e seja flexível no exercício dos diferentes papéis sociais.

O individuo reparte-se numa multiplicidade de papéis procurando conciliar a vida pessoal, conjugal, familiar, social e profissional. É muito grande a pressão a que o adulto está sujeito na procura do equilíbrio entre estes diferentes papéis.

Esta rotina exaustiva aumenta os níveis de stress levando ao limite as fragilidades individuais que se revelam cada vez mais em sintomas e patologias como ansiedade, medos, pânico, depressão, dificuldades de relacionamento entre outras. Todo este cenário leva também a que os adultos manifestem mais dificuldades na gestão dos acontecimentos de vida associados a esta fase do seu desenvolvimento, nomeadamente casamento, maternidade/paternidade, mudança cargo/emprego, mudança de casa/localidade, morte de familiares.

Na generalidade das situações que contribuem para uma redução do bem-estar individual a intervenção psicoterapêutica facilita a construção de uma resposta, o que contribui para diminuição da angústia e sofrimento e consequentemente para o aumento da qualidade de vida.

Causas frequentes que motivam o pedido de consulta de psicologia do adulto e do idoso:

  • Perturbações do humor (ex: depressão, sentimento de tristeza, desanimo, apatia, baixa autoestima, isolamento, desmotivação, …)
  • Perturbações da ansiedade (ex: ansiedade, pânico, dificuldades de gestão do stress, ansiedade de separação)
  • Processos de luto (ex: dificuldades em lidar com perdas, ruturas, separações, …)
  • Dificuldade em lidar com as transições de vida (ex: adaptação à universidade, casamento, filhos, recasamento, gravidez, reforma, entrada para Lar …)
  • Perturbações de sono (ex: insónia, hipersónia, …)
  • Problemas relacionados com o emprego/estudo
  • Dificuldades com os filhos e/ou com os pais idosos
  • Problemas relacionados com a vida amorosa e afectiva
  • Problemas relacionados com o corpo e imagem corporal
  • Problemas relacionados com a Alimentação (anorexia, bulimia, vómitos, dificuldades em engolir, obesidade)
  • Problemas relacionados com a sexualidade
  • Dificuldades relacionais (amizades e vida social)
  • Problemas de saúde (dificuldades associadas à vivência da doença)

Processo Terapêutico

Na primeira consulta procura-se definir e analisar o problema apresentado, atendendo ao seu enquadramento no percurso de vida individual. É analisada a necessidade de continuar a avaliação da situação, identificando se é mais importante direcionar para outro técnico e/ou se há ou não a necessidade de consulta(s) posterior(es).

As sessões de psicoterapia decorrem com a periodicidade previamente acordada tendo uma duração de 50 a 60 minutos.

A psicoterapia é ancorada numa relação terapêutica colaborativa e de confiança com um/a psicólogo/a que dispõe das ferramentas técnicas que permitem otimizar a mudança. Sendo um processo colaborativo, o terapeuta e o cliente de forma continua, (re)identificam problemas, (re)definem objetivos, e (re)constroem o plano de intervenção.

O papel do terapeuta é ajudar a refletir, a reconstruir os significados individuais e a amplitude destes na vida pessoal, a desenvolver estratégias para a (re)assumir o controle da sua vida respondendo a situações desafiadoras de forma ajustada.

Avaliação psicológica de condutores

O atual Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 138/2012, de 5 de Julho, estabelece que a AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DOS CONDUTORES é obrigatória em três situações:

  • Candidatos a condutores do Grupo 2 (C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D e DE), bem como para as categorias B e BE do Grupo 1, se os titulares exercerem a condução de ambulâncias, veículos de bombeiros, de transporte de doentes, transporte escolar de crianças e de automóveis ligeiros de passageiros de aluguer
  • Revalidações dos títulos de condução efetuadas a partir da data em que os seus titulares completem 50 anos de idade para o Grupo 2 (C1, C1E, C, CE, D1, D1E, D e DE), bem como para as categorias B e BE do Grupo 1, se os titulares exercerem a condução de ambulâncias, veículos de bombeiros, de transporte de doentes, transporte escolar de crianças e de automóveis ligeiros de passageiros de aluguer
  • Sempre que a avaliação psicológica seja recomendada na avaliação médica

A avaliação psicológica realizada no Centro Médico da Praça cumpre todos os requisitos legais para a condução automóvel, centrando-se na observação sistematizada das áreas percetivo-cognitiva, psicomotora e psicossocial. Desta forma possibilita realizar o rastreio de défices e/ou contraindicações do foro psicológico que possam constituir causas indiscutíveis de inaptidão para a condução automóvel.

Avaliação neuropsicológica do adulto e idoso

A avaliação neuropsicológica do adulto e idoso permite identificar alterações ao nível comportamental, cognitivo e emocional em situações de patologia não degenerativa (ex: acidente vascular cerebral, traumatismo crânio-encefálico, …) ou de patologia degenerativa (ex: demências, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, …).

Desta forma é possível caracterizar de modo detalhado as capacidades do indivíduo que se encontram deficitárias e as que permanecem intactas.

A caracterização detalhada do perfil individual permite:

  • Apoiar a família e o individuo em decisões quanto ao tipo de suporte necessário para o normal desenvolvimento das atividades do dia-a-dia;
  • Estabelecer estratégias para manter a autonomia individual
  • Estabelecer os objetivos e identificar os recursos necessários para a reabilitação neurocognitiva
  • Contribuir para o diagnóstico diferencial de diferentes patologias, (ex: classificar subtipos de demência ou diferenciar sintomas neurológicos de psiquiátricos)
  • Contribuir para a monitorização dos efeitos terapêuticos de uma intervenção, (seja esta farmacológica e/ou de reabilitação neuropsicológica), apoiando a manutenção ou a reestruturação dos objetivos e recursos da intervenção

Reabilitação neuropsicológica do adulto e do idoso

A reabilitação neuropsicológica é um dos fatores que mais pode contribuir para a redução do défice cognitivo e das alterações comportamentais e emocionais identificadas na avaliação neuropsicológica. É considerada fundamental para a melhoria da qualidade de vida.

Assume como objetivos a recuperação e/ou compensação de défices resultantes de patologias não degenerativas (ex: acidente vascular cerebral, traumatismo crânioencefálico, …); estimulação naspatologias degenerativas (ex: demências, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, …) e do processo normal de envelhecimento cerebral.
É igualmente indicada para pessoas saudáveis que estejam interessadas em melhorar determinadas capacidades como, por exemplo, a memória e a atenção.

O processo de reabilitação neuropsicológica pode ainda integrar a consultoria a familiares e/ou cuidadores/as do indivíduo sobre a natureza das lesões, os seus efeitos,a forma mais adequada de lidar com as limitações apresentadas bem como expectativas de recuperação.

Psicologia – Consulta do Adolescente

Avaliação e intervenção psicológica / psicoterapia

A adolescência é uma fase da vida preenchida de novos desafios. Se por um lado é um período de reajustes, de desequilíbrio e reequilíbrio, por outro, é também um período de reconstrução, de descoberta e de novidade.

É um momento de extrema importância em que os jovens assumem a sua identidade e estruturam a sua personalidade, onde tudo é vivido com intensidade. É a fase desenvolvimental em que se “reconstrói” a relação com os progenitores e em que são estabelecidas novas ligações relevantes (de amizade, de namoro…). Simultaneamente o adolescente tem que lidar com um corpo em constante transformação, com as pressões vindas dos pares e da escola e com a necessidade de se descobrir a si mesmo e ao mundo. Na gestão destas mudanças surgem por vezes dificuldades que exigem uma intervenção psicoterapêutica atempada para evitar que dificuldades transitórias se cristalizem na personalidade e interfiram no seu futuro enquanto adultos.

Causas frequentes que motivam o pedido de consulta de psicologia do adolescente:

  • Perturbações da ansiedade (ex: ansiedade, medo de apresentar trabalhos à turma, medo de separação dos pais, pânico, dificuldades de gestão do stress, ansiedade de
    separação)
  • Perturbações do humor (ex: depressão, sentimento de tristeza, desanimo, apatia, baixa autoestima, isolamento, desmotivação, falta de energia, falta de interesse,
    irritabilidade …)
  • Perturbações do comportamento (ex: alteração do comportamento habitual, agressividade, desobediência, oposição, inibição, agitação, …)
  • Perturbações de eliminação (enurese e encoprese)
  • Problemas de sono (ex: insónia, instabilidade, …)
  • Dificuldades relacionais (ex: com os pares, adultos, familiares, …)
  • Problemas relacionados com o insucesso ou integração escolar
  • Problemas relacionados com o consumo de substâncias (droga, álcool etc.)
  • Défice de atenção e hiperatividade
  • Bullying (intervenção com vítimas e agressores)
  • Processos de luto (ex: dificuldades em lidar com morte de familiar ou amigo, ruturas, separações, …)
  • Dificuldades relacionais com os pais
  • Problemas relacionados com a vida amorosa e afectiva
  • Problemas relacionados com o corpo e imagem corporal
  • Problemas relacionados com a Alimentação (anorexia, bulimia, vómitos, dificuldades em engolir, obesidade)
  • Problemas associados à vivência da sexualidade
  • Dificuldades relacionais (amizades e vida social)

Processo Terapêutico

Usualmente o adolescente vem à primeira consulta acompanhado por pelo menos um dos progenitores. Se o adolescente quiser entrar sozinho, os pais esperam e entram só no final da sessão. Nesta primeira consulta faz-se uma primeira narrativa quanto ao pedido, sendo este enquadrado no percurso desenvolvimental do adolescente e na sua história
familiar. É combinado o processo de avaliação.

Numa segunda consulta terá inicio o processo de avaliação psicológica junto do adolescente, usualmente sem a presença dos pais. Podem ser alvo de avaliação diferentes áreas desenvolvimentais, nomeadamente: funcionamento socio-afetivo, competências intelectuais, desempenho académico/Insucesso escolar, comportamento e socialização. O processo de avaliação psicológica do adolescente pode demorar entre 3 a 5 consultas.

Concluído o processo de avaliação é realizada uma consulta com o adolescente, estando presente o pai e/ou a mãe onde são expostos os resultados da avaliação e a proposta de intervenção.

A psicoterapia individual, se necessária, decorre em sessões com uma duração entre 45 e 50 minutos (com exceção da primeira que pode ter uma duração superior) numa periodicidade pré-estabelecida. Considera-se pertinente que seja acordado com o adolescente, o pai e a mãe o número de sessões a realizar, e que no final destas seja realizada uma reavaliação conjunta de todo o processo.

A psicoterapia disponibiliza um espaço “neutro”, com uma escuta específica e atenta de um profissional que é o Psicólogo para que o adolescente se possa sentir à vontade para falar de suas angústias, desejos, anseios, medos, ideias e dúvidas.

A psicoterapia contribui para a melhoria da qualidade de vida do adolescente visando não apenas a resolução das dificuldades sentidas, mas também promovendo os seus próprios recursos psicológicos. Na adolescência a intervenção psicoterapêutica contribui fortemente para a estruturação da identidade e da personalidade de forma saudável e coesa.

Dificuldades Especificas de aprendizagem

Igual à da criança que foi escrita tendo em conta criança/adolescente.

Orientação escolar e desenvolvimento de Carreira

Um dos aspetos importantes no trajeto escolar de um adolescente prende-se com a construção de um projeto de vida futura no âmbito profissional. O aconselhamento de carreira tem por objetivo apoiar o adolescente na sua tomada de decisão quanto ao seu percurso escolar, procurando simultaneamente promover a sua maturidade vocacional.

A consulta pretende:

  • Promover a exploração do “self”, pela análise da avaliação de capacidades e interesses
  • Guiar a exploração da informação relativa ao mundo escolar e profissional
  • Promover um maior envolvimento pessoal na construção do seu projeto de vida académica/profissional, criando uma maior autonomia e responsabilização no processo de tomada de decisão
  • Promover competências de tomada de decisão vocacional

O aconselhamento de carreira consiste num processo que permite que os indivíduos utilizem os seus recursos para gerir as suas carreiras, tendo em conta a faixa etária e a fase do ciclo de vida em que se encontram.

Psicologia – Consulta da Criança

Avaliação e intervenção psicológica da criança / Psicoterapia da criança

A consulta psicológica da criança tem como principais objetivos a promoção de um normal desenvolvimento psicoafetivo bem como a prevenção e tratamento de perturbações mentais e relacionais.

É muito comum, em algumas etapas, seja por influência de fatores internos ou externos, haver maior dificuldade por parte da criança para adquirir os recursos e competências imprescindíveis para iniciar as novas etapas.
A criança começa então a demonstrar alguma desorganização, a qual pode ser visível (por exemplo) através de dificuldades de relacionamento, dificuldade no controlo dos esfíncteres (enurese e encoprese),alterações no sono (pesadelos, dificuldades em adormecer, acordar varias vezes durante a noite), dificuldades de aprendizagem, alterações de comportamento.

Estes sinais/sintomas são a forma que a criança tem para comunicar ao adulto que está a ter dificuldades no seu processo de desenvolvimento. Na generalidade das situações uma intervenção psicoterapêutica atempada facilita a resolução destas questões, permitindo que a criança continue o seu processo normal desenvolvimento.

Causas frequentes que motivam o pedido de consulta de psicologia da criança:

  • Perturbações de ansiedade (ex: medo de separação dos pais e outros medos, fobias, …)
  • Perturbações do humor (ex: depressão, falta de energia, falta de interesse em brincar)
  • Perturbações do comportamento (ex: alteração do comportamento habitual, birras, oposição, inibição, agitação, agressividade, …)
  • Perturbações de eliminação (enurese e encoprese)
  • Problemas de sono (ex: insónia, instabilidade, terrores nocturnos)
  • Dificuldades alimentares
  • Dificuldades relacionais (ex: com os pares, adultos, familiares, …)
  • Problemas emocionais
  • Problemas motivacionais
  • Dificuldades de adaptação (ex: à escola, ….)
  • Défice de atenção e hiperatividade
  • Transições de vida (divórcio dos pais, luto, perdas…)
  • Perturbações de Alimentação
  • Bullying (intervenção com vítimas e agressores)
  • Perturbações do Espetro do Autismo
  • Perturbações da comunicação e da linguagem

Processo Terapêutico

A primeira consulta é usualmente realizada apenas com o pai e a mãe, sem a presença da criança. Neste primeiro contacto é realizada a entrevista de anamnese, é identificado o pedido, é enquadrada a problemática atual da criança no seu percurso desenvolvimental e na sua história familiar.

Numa segunda consulta terá inicio o processo de avaliação psicológica junto da criança, usualmente sem a presença dos pais. Podem ser alvo de avaliação diferentes áreas desenvolvimentais, nomeadamente: emocional, cognitiva, relacional (pares, família, escola) e despiste neurológico. O processo de avaliação psicológica da criança pode
demorar entre 3 a 5 consultas.

Concluído o processo de avaliação é realizada uma consulta com o pai e com a mãe (podendo, ou não, estar presente a criança) onde são explicados os resultados da avaliação e a proposta de intervenção.

A intervenção a realizar na infância privilegia, sempre que possível, um trabalho interdisciplinar entre os elementos dos diferentes contextos que a criança frequenta (mais especificamente, pais, psicólogo, educadores, professores entre outros) e os recursos existentes. O tipo de intervenção deve ser adequado às especificidades de cada criança e respetivas famílias podendo incluir psicoterapia individual, terapia familiar, aconselhamento parental, grupos terapêuticos, intervenção escolar entre outras possibilidades.

A psicoterapia individual, se necessária, decorre em sessões com uma duração entre 45 e 50 minutos numa periodicidade pré-estabelecida. Nestas sessões, o Psicoterapeuta, através do brincar, desenhar e falar, estabelece uma relação terapêutica com a criança, que lhe vai permitir desbloquear as suas dificuldades e apoiar a aquisição dos recursos e competências que precisa, para continuar o seu desenvolvimento de forma harmoniosa.É importante o envolvimento dos pais em todo o processo e a sua presença em algumas sessões, será importante que o pai e a mãe ajudem a criança a aplicar em casa práticas iniciadas em consulta. Considera-se pertinente que seja acordado com o pai e a mãe o número de sessões a realizar, e que no final destas seja realizada uma reavaliação conjunta de todo o processo.

Avaliação psicológica da prontidão escolar

A avaliação psicológica da prontidão escolar é direcionada a crianças em idade pré-escolar cuja entrada no 1º ciclo do Ensino Básico esteja a ser ponderada, e tem por objetivo analisar a possibilidade de antecipar ou adiar a entrada na escolaridade obrigatória. Algumas crianças podem apresentar um desenvolvimento mais tardio ou mais precoce quando comparadas à maioria das crianças da mesma idade. Ou seja, revelem desde cedo alterações desenvolvimentais, nomeadamente ao nível da linguagem, do raciocínio, da memória visual e auditiva, da consciência fonológica, da aquisição de conceitos quantitativos e das competências sociais.

A entrada antecipada no 1º Ciclo do Ensino Básico é analisada quando a criança revela um desenvolvimento precoce se comparada com a maioria das crianças da mesma idade.

A avaliação da prontidão escolar da criança tem por objetivo avaliar a maturidade,o desenvolvimento social e as competências com maior influência para a aprendizagem da leitura, escrita e aritmética. Esta avaliação permite elaborar o perfil desenvolvimental da criança (identificando áreas fortes e fracas), caracterizar o seu potencial de aprendizagem bem como identificar necessidades de intervenção.

Dificuldades de Aprendizagem

As dificuldades de aprendizagem resultam de uma discrepância significativa entre o potencial intelectual da/o criança/adolescente e o seu nível de realização (Bateman, 1965). Esta consulta tem como objetivo, avaliar as competências académicas da criança ou do adolescente, identificando as dificuldades de aprendizagem e sua tipologia. Após avaliação, é desenvolvido um plano de intervenção ao nível da psicologia e/ou encaminhamento para uma terapia mais adequada.

Nem todas as crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem se manifestam da mesma forma, podendo estas manifestarem-se na aquisição e uso da compreensão auditiva, na fala, na leitura, na escrita, raciocínio e/ou aritmética. As dificuldades de aprendizagem interferem significativamente no rendimento escolar bem como nas atividades da vida diária que exigem competências de leitura, escrita, cálculo, raciocínio numérico ou raciocínio lógico abstrato.
As dificuldades de aprendizagem não desaparecem com a idade (Correia, 2008) sendo de extrema importância uma avaliação e uma intervenção adequada.

Podemos distinguir quatro dificuldades específicas de aprendizagem, nomeadamente a dislexia, a disgrafia, a discalculia e a disortografia.

A dislexia é uma perturbação que se manifesta na dificuldade de aprendizagem da leitura e da escrita, mais especificamente: dificuldade de distinção ou memorização de letras ou grupos de letras; problemas de ordenação, ritmo e estruturação das frases; bem como o comprometimento da associação entre o grafema, (letra impressa), e o fonema, (som da letra). A leitura oral ou silenciosa é lenta levando a dificuldades de compreensão que podem impedir o desenvolvimento do vocabulário e a aquisição de conhecimentos. Será importante ter em atenção os sinais de alerta, sendo referência o que fazem a maioria dos indivíduos da mesma idade.

Ao nível do ensino pré-escolar destacam-se como sinais de alerta (Correia, 2014):

  • Início tardio da marcha
  • Dificuldades em atividades motoras relativamente à maioria das crianças da mesma idade (exemplos: agarrar uma colher, chutar uma bola, …)
  • Início tardio do desenvolvimento da linguagem (articulação, fluidez, consciência fonológica, vocabulário…)
  • Dificuldade em aprender rimas, poemas, cantigas, lengalengas, simples
  • Dificuldade no reconhecimento das letras do seu nome
  • Confusão entre a esquerda e a direita (lateralidade)
  • Confusão entre cores, forma, tamanhos e posições
  • Atraso na integração do esquema corporal.
  • Problemas motivacionais

Ao nível do 1º ano de escolaridade destacam-se os seguintes sinais de alerta (Correia, 2014):

  • Dificuldade motora na execução de trabalhos manuais e desenho das letras
  • Dificuldade em noções temporais (ontem/hoje/amanhã, antes/agora/depois)
  • Falhas de análise sonora das letras ou grafemas (incapacidade para ler fonologicamente)
  • Dificuldade na codificação fonológica (fonética verbal) – dificuldade em transformar letras ou palavras num código verbal
  • Dificuldade em ler palavras monossilábicas e em
    soletrar palavras simples
  • Compreensão verbal deficiente
  • Falta de interesse por livros impressos
  • Fuga a atividades de leitura.

Após o 2º ano de escolaridade é importante ter atenção aos seguintes sinais de alerta (Correia, 2014):

  • Utilização de vocabulário reduzido e impreciso
  • Problema linguístico na área da sintaxe (vocabulário reduzido, menor fluidez nas descrições verbais e na elaboração sintática (formação de frases)
  • Incapacidade para responder rapidamente a
    uma questão
  • Dificuldade na memorização de datas, nomes e números de telefone
  • Dificuldade em compreender piadas, provérbios, lengalengas
  • Dificuldades com a memorização e repetição das sequências (exemplo: dias da semana, meses, tabuada)
  • Leitura lenta, silábica, decifratória; dificuldade em ler palavras novas
  • Nível de leitura abaixo do esperado para a sua idade
  • Recusa em ler em frente à turma
  • Atenção instável

A disgrafia pode ser definida como uma alteração da escrita no que respeita à forma ou ao significado – a caligrafia é deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.

A disortografia pode ser definida como a incapacidade de estruturar gramaticalmente a linguagem.
Manifesta-se no desconhecimento ou negligência das regras gramaticais, confusão nos artículos e pequenas palavras. Em graus menos severos identifica-se pela troca de plurais, falta de acentos ou erros de ortografia em palavras correntes ou na correspondência incorreta entre o som e o símbolo escrito, (omissões, adições, substituições, etc). Ou seja, há um conjunto de erros da escrita que afetam a palavra apesar de não influenciarem o seu traçado ou grafia.

A criança ou o adolescente com disortografia apresenta dificuldades persistentes e recorrentes na composição de textos escritos (organização, estruturação e composição), uma construção frásica pobre e geralmente curta, e múltiplos erros ortográficos.
Na escrita da palavra é frequente encontrar erros como: a substituição de letras semelhantes; omissões e adições, inversões e rotações; uniões e separações; a utilização de “n“ em vez de “m“ antes de “p“ ou “b“; ou a substituição de “r“ por “rr“.

A discalculia pode ser definida como uma dificuldade de aprendizagem ao nível do cálculo. Estas dificuldades podem manifestar-se em vários níveis da aprendizagem, nomeadamente: leitura, escrita e compreensão de números ou símbolos; compreensão de conceitos e regras matemáticas; memorização de factos ou conceitos ou no raciocínio abstrato.

A criança ou adolescente apresenta dificuldades: na identificação (visual e auditiva) dos números; em estabelecer uma correspondência recíproca (associar o numero à quantidade); ao efetuar contagens; na compreensão de símbolos, conjuntos, quantidades e na linguagem matemática na sua generalidade; ao efetuar cálculos (mesmo os cálculos mais simples são resolvidos de forma lenta); na compreensão do conceito de medida; em identificar e dizer as horas; na compreensão do valor das moedas; na resolução de problemas orais.