Protegido: Linfomas: Tipos, Causas, Incidência e Importância do Diagnóstico Precoce

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Constipações no Verão: o Ar Condicionado é o Culpado?

O uso prolongado do ar condicionado no verão pode provocar nariz entupido, espirros, irritação na garganta e tosse. Contudo as constipações são infeções virais: o ar frio e seco apenas irrita as vias respiratórias, agrava algumas doenças e pode favorecer a transmissão de vírus.

Os Vírus no Verão

As infeções respiratórias também ocorrem nos meses quentes. O rinovírus, adenovírus, enterovírus, vírus parainfluenza e SARS-CoV-2 transmitem-se sobretudo por partículas respiratórias ou pelo contacto das mãos com o rosto. O ar condicionado não cria vírus; o risco vem dos locais onde estes já circulam. O que faz aumentar o contágio é a .permanência em espaços fechados e mal ventilados.

Mas o que faz afinal o Ar Condicionado?

Baixar a temperatura e a humidade pode secar as mucosas causando ardor, congestão, rouquidão ou tosse seca. Pode também reduzir parcialmente as defesas locais e agravar asma, rinite alérgica ou doença pulmonar obstrutiva crónica. Será conveniente uma manutenção adequada dos filtros e sistemas dos aparelhos de ar condicionado que podem acumular poeiras, pólenes e bolores, agravando alergias embora não causem infeções virais.

Constipação, Alergia ou Irritação?

A constipação costuma causar congestão, corrimento nasal, dor de garganta, tosse, cansaço e por vezes febre baixa. Na rinite alérgica, predominam espirros, comichão, lacrimejo e corrimento aquoso. Se a causa for o ar frio e seco, os sintomas tendem a piorar no espaço climatizado e a melhorar ao sair. Ainda assim devem ser consideradas outras infeções, tal como o COVID-19.

Como usar o Ar Condicionado sem ficar Doente

Use-o com bom senso:

  • Evite temperaturas muito baixas e diferenças térmicas acentuadas;
  • Não fique diretamente sob o jato de ar;
  • Ventile regularmente os espaços fechados;
  • Limpe os filtros e cumpra a manutenção recomendada;
  • Beba água ao longo do dia;
  • Lave as mãos com frequência e evite tocar no rosto;
  • Não partilhe copos, garrafas ou utensílios;
  • Se estiver doente, limite o contacto e use máscara em espaços interiores.

Limpe também os humidificadores: excesso de humidade ou má higiene favorecem bolores e microrganismos.

Os Antibióticos não tratam Constipações

Por serem virais, a maioria melhora com repouso, hidratação e alívio dos sintomas. Não tome antibióticos sem indicação médica. Procure assistência em caso de febre alta ou persistente, falta de ar, pieira intensa, dor no peito, agravamento após melhoria ou sintomas prolongados. Crianças pequenas, idosos, pessoas imunodeprimidas e doentes cardíacos ou respiratórios exigem atenção especial.

Em resumo, o ar condicionado pode ressecar e irritar as vias respiratórias, mas as constipações são causadas por vírus. Mais importante que desligar o aparelho, deve manter uma temperatura moderada, ventilar os espaços, fazer a manutenção do aparelho e adotar medidas simples de prevenção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: El aire acondicionado y los “catarros de verano”: entre la creencia popular y la evidencia científica – Univadis – 20 de julio de 2026.

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Viver Sozinho e Gerir a Medicação: um Risco que Exige Atenção

Seguir corretamente a medicação prescrita parece simples, mas exige lembrar horários, distinguir embalagens, compreender alterações de dose, renovar receitas e identificar efeitos adversos. Quando há declínio cognitivo e a pessoa vive sozinha, estas rotinas podem gerar confusão e riscos. Um estudo qualitativo publicado em 2026 no JAMA Internal Medicine entrevistou 116 adultos com 55 ou mais anos, défice cognitivo e vida solitária, além de 54 familiares, amigos ou outras pessoas próximas. O objetivo foi identificar os fatores que facilitam ou dificultam a gestão diária da medicação.

Os problemas começavam pelo mais básico: não haver quem lembrasse a toma. Alguns doentes associavam os medicamentos ao pequeno-almoço ou a outros hábitos; outros recorriam a caixas semanais, alarmes ou telefonemas de familiares. Estas estratégias ajudavam, mas não eliminam a incerteza. Uma caixa de comprimidos só é útil se estiver bem preparada e se a pessoa souber o que deve tomar. Havia também receio de sofrer tonturas, sonolência, confusão e quedas sem ninguém por perto. Por isso, alguns doentes reduziam ou suspendiam medicamentos por iniciativa própria; outros escondiam os esquecimentos dos profissionais de saúde, com medo de perder autonomia ou de serem considerados incapazes de continuar na sua própria casa. A mensagem é clara: a confiança na relação clínica é uma condição essêncial para a segurança do doente.

A complexidade do tratamento agravava o problema. Múltiplas receitas, embalagens semelhantes, alterações frequentes e instruções pouco claras aumentam o risco de duplicações, omissões e acumulação de medicamentos desnecessários. Familiares e amigos ajudam, mas geralmente de forma intermitente, sem conseguir confirmar todas as tomas ou detetar rapidamente um erro ou uma reação adversa. O próprio sistema de saúde cria barreiras: linhas telefónicas de difícil acesso, cartas pouco claras, problemas com as comparticipações ou renovação de receitas e as deslocações à farmácia.

O estudo propõe medidas práticas: Sempre que um idoso viva sozinho, sobretudo se tomar muitos medicamentos ou fármacos de maior risco, deve avaliar-se não apenas a memória, mas também a sua capacidade efetiva para gerir o tratamento. Convém perguntar: “Tem-se esquecido de alguma toma?”, “Algum medicamento causa mal-estar?” e “Há caixas antigas ou comprimidos por usar em casa?”. O doente tende a responder com maior franqueza quando percebe que o objetivo é preservar, e não limitar, a sua autonomia. É também essencial simplificar: reduzir o número de tomas diárias, suspender medicamentos sem benefício evidente, harmonizar os horários, usar embalagens bem organizadas e manter uma lista única e atualizada. Com o consentimento do doente, devem envolver-se farmacêuticos, cuidadores formais, familiares, amigos ou vizinhos de confiança. As visitas domiciliárias e a revisão das embalagens revelam frequentemente problemas que passaram despercebidos na consulta. Alarmes, dispensadores inteligentes, videochamadas e alertas remotos podem ajudar, mas não substituem o acompanhamento humano e podem confundir quem tem dificuldades cognitivas. A entrega ao domicílio também não garante a toma e apenas favorece a acumulação.

A conclusão é simples: viver sozinho é um fator de saúde que deve ser considerado na prescrição. O melhor esquema terapêutico não é apenas o cientificamente correto, mas aquele que a pessoa consegue compreender, cumprir e tolerar com segurança no seu dia a dia. Preservar a independência exige apoio adequado, comunicação clara e vigilância discreta, antes que um esquecimento provoque uma queda, uma hospitalização ou uma perda evitável de autonomia.

 

 

 

Fonte Principal: Growdon ME et al. JAMA Internal Medicine. 2026;186(7):838-849.

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não Deixe a Sua Saúde de Férias: Conheça o Check- Up Emigrante!

Cuide de Si e dos Seus, com a Qualidade que Merece

As férias de verão são um momento de reencontros, descanso e alegria. Para muitos dos nossos emigrantes, é a altura perfeita para regressar a casa e desfrutar de Portugal. Mas, no meio de toda a agitação, a sua saúde não pode tirar férias!

É por isso que lançámos a Campanha Check-Up Emigrante, uma iniciativa pensada para que possa fazer uma avaliação completa da sua saúde de forma simples, rápida e acessível.

Check-Up Emigrante Saúde: O Seu Bem-Estar em Primeiro Lugar

Este Check-Up foi cuidadosamente desenhado para lhe dar uma visão clara do seu estado de saúde geral. Inclui:

  • Análises Clínicas Completas: As análises essenciais para uma avaliação detalhada do seu organismo – Ácido Úrico, Hemograma, Velocidade de Sedimentação (VS), Glicose TGO (AST), TGP (ALT), GGT, Ureia, Creatinina, Colesterol Total, Colesterol HDL, Triglicerídeos, Urina Tipo II;
  • Consulta com Médico de Medicina Geral e Familiar ou Clínica Geral: Para discutir e esclarecer todas as suas dúvidas;
  • Oferta de Eletrocardiograma (ECG): Um exame cardíaco fundamental para avaliar a saúde do seu coração, oferecido gratuitamente como parte do seu Check-Up.

Disponível nas Clínicas CMP: São João da Madeira (sede), Lobão, Oliveira de Azeméis, Ovar e Vale de Cambra.

Check-Up Emigrante Saúde Oral: Um Sorriso Saudável é um Sorriso Feliz

Porque a saúde começa na boca, não descuramos a sua saúde oral. O nosso Check-Up Emigrante Saúde Oral inclui:

  • Consulta de Medicina Dentária: Uma avaliação completa da sua saúde oral com um dos nossos Médicos Dentistas;
  • Oferta de RX Intraoral: Um RX detalhado para identificar qualquer problema que não seja visível a olho nu.

Disponível nas Clínicas CMP: Arouca, Lobão e Vila de Cucujães.

Porquê Fazer o Seu Check-Up Agora?

Quer esteja de visita a Portugal, a aproveitar as suas férias ou simplesmente a querer colocar a sua saúde em dia, o verão é a altura ideal. Aproveite a tranquilidade da estação para cuidar de si e garantir que começa a próxima fase da sua vida com a energia e a saúde em alta.

Não adie o que é importante. A sua saúde é o seu bem mais precioso!

Marque Já o Seu Check-Up! – Telf.: 256 830 700

Não perca esta oportunidade! Entre em contacto connosco para saber mais detalhes e agendar o seu Check-Up Emigrante. A nossa equipa está pronta para o receber e cuidar de si com a dedicação e profissionalismo que nos caracterizam.

 

Campanha válida durante o mês de agosto.

 

O Desafio de Medir a Pressão Arterial em Casa

A medição da pressão arterial (PA) no domicílio é atualmente considerada mais precisa e um melhor indicador do risco de enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral do que a realizada no consultório médico. As medições efetuadas em ambiente clínico apresentam frequentemente valores superiores, que requerem confirmação posterior por automedição da pressão arterial em casa (AMPA) e/ou monitorização ambulatória da pressão arterial (MAPA). Tanto a AMPA quanto a MAPA permitem avaliações baseadas num maior número de medições, melhorando a precisão diagnóstica. Além disso, a medição em casa proporciona maior conforto ao paciente e apresenta melhor reprodutibilidade, justificando o seu uso preferencial na avaliação longitudinal do hipertenso e na titulação da medicação anti-hipertensora. Apesar destas vantagens, um estudo recente publicado na revista JAMA revelou um cenário preocupante: cerca de metade dos doentes que possuem aparelhos de monitorização da PA em casa raramente os utilizam e aproximadamente um terço não realiza qualquer medição.

O controlo doméstico da PA enfrenta desafios importantes. O carácter assintomático da hipertensão arterial (HTA) contribui para a negligência da monitorização regular, sendo comum relatos como “sinto-me bem, não preciso…” ou “sei quando tenho as tensões altas…”. Para muitos, a rotina de se sentar duas vezes por dia, durante uma semana, ajustar o braçal e permanecer imóvel por minutos representa um desconforto excessivo. Outros detestam a desorganização que um aparelho eletrónico volumoso causa sobre a mesa. Existe também a chamada “fobia dos picos”, que induz a recusa da medição. A PA deve ser medida em ambiente tranquilo, após cinco minutos de descanso, sem consumo prévio de cigarros, estimulantes ou exercício físico nos últimos 30 minutos. É fundamental seguir rigorosamente as diretrizes para uma medição correta. O médico necessita conhecer os valores mais baixos, obtidos nos momentos que favorecem o seu aparecimento, geralmente em casa (tal como o diabético que mede os valores da glicose em jejum a fim de obter os valores mais baixos). Resista ao impulso de medir a PA fora dos bons momentos! Repare, também, que a medição rigorosa da glicose é mais fácil de obter e é mais reprodutível, por se tratar de uma medida direta, do que a medida da PA que é indireta, mais sujeita a erros e com menor reprodutibilidade.

As novas recomendações europeias sobre HTA tornaram a classificação da hipertensão mais exigente, visando uma prevenção mais precoce: PA não elevada (normal): abaixo de 120/70 mmHg: PA elevada: entre 120-139 mmHg (sistólica) e/ou 70-89 mmHg (diastólica); Hipertensão: 140/90 mmHg no consultório.

No consultório também se observam vários tipos de constrangimentos. Um estudo realizado em 2024, que avaliou as práticas em 110 consultas do NHS Greater Glasgow & Clyde, verificou que apenas 4,1% das clínicas seguiam as metodologias padrão; somente 9,6% mediram a PA em ambos os braços na consulta inicial, 93,1% não instruíram corretamente os pacientes e apenas 32,9% respeitaram o período de repouso de cinco minutos.

A educação do paciente é essencial para garantir a adesão à monitorização no domicílio da PA, pois a falta de compreensão da sua importância leva ao seu abandono. Os novos equipamentos, do tipo wearable health devices (relógios…), cuja disponibilidade clínica parece iminente, poderão vir a medir a PA continuamente e de modo quase impercetível. Contudo, até o momento, não são recomendados por insuficiente fiabilidade.

 

 

 

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Trilema da Reforma em Portugal: Longevidade, Pensão de Reforma e a Fatura da Saúde

O aumento da esperança média de vida em Portugal é frequentemente celebrado como um sinal de progresso social e civilizacional. No entanto, os dados recentes mostram que uma vida mais longa nem sempre significa uma vida melhor.

À medida que a população envelhece, as despesas com saúde, entre outras, tornam-se um encargo cada vez mais pesado. Este cenário resulta numa crescente desproteção financeira na velhice. Segundo o estudo do Observatório da Despesa em Saúde, publicado em 2025, as despesas diretas com saúde – ou seja, aquelas suportadas diretamente pelas famílias – aumentam de forma significativa após os 70 anos. Entre os muito idosos (85+), estas despesas representam, em média, 10,56% do rendimento líquido anual.

Além disto, as dificuldades de acesso a intervenções médico-cirúrgicas especializadas tornam-se mais evidentes. Procedimentos como a colocação de próteses, pacemakers ou o acesso a cuidados de longa duração são cada vez mais comuns na terceira idade. A implantação transcutânea da válvula aórtica (TAVI), por exemplo, pode ter custos que ultrapassam 30 mil euros, um valor que já compromete a capacidade de resposta atempada do SNS.

Apesar dos sistemas públicos proporcionarem alguma proteção contra a pobreza extrema, subsistem profundas desigualdades entre os idosos. Em Portugal, dados do Banco de Portugal e do INE indicam que em 2024 metade dos pensionistas por velhice recebia menos de 462 euros mensais, evidenciando as dificuldades de sobrevivência. Em consequência do aumento da esperança média de vida prevê-se que, em 2026, a idade normal de reforma atinja 66 anos e nove meses – uma das mais elevadas da OCDE.

Entre 2022 e 2024, a esperança de vida aos 65 anos situou-se nos 20 anos. A década de 2040 será um período crítico, em que a conjugação de um elevado número de idosos com uma transição demográfica acentuada atingirá o seu auge. Projeções europeias sugerem que, até cerca de 2050, Portugal poderá ultrapassar a barreira dos 60% na relação entre idosos e ativos, o que significa menos de duas pessoas em idade ativa por cada idoso com mais de 65 anos.

O Papel do SNS e a Proteção do Bem-Estar dos Idosos: O desafio para 2026 e os anos seguintes consiste em assegurar não apenas o aumento da longevidade, mas também garantir rendimentos adequados para cobrir os custos com a saúde e os cuidados prolongados fora do contexto familiar. Nesse cenário o Serviço Nacional de Saúde poderá assumir um papel estratégico determinante se apoiado por decisões políticas que priorizem a promoção da saúde e o bem-estar da população idosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acupuntura: Quando o Corpo Recupera o Seu Equilíbrio Natural

A Acupuntura não é uma promessa milagrosa, nem uma solução instantânea para todos os problemas.

É algo que a experiência clínica e a evidência acumulada mostram de forma consistente: quando o corpo recupera o equilíbrio, tudo melhora.

E é precisamente aqui que a Acupuntura atua: não como magia, mas como um estímulo energético e fisiológico capaz de reorganizar sistemas internos que estavam a funcionar em esforço.

Quando o Corpo vive em modo de Sobrevivência

Dormia mal.
Comia pior.
Vivia com ansiedade.
E a dor era parte integrante do seu dia a dia.

Este é o retrato de milhares de pessoas que procuram terapias complementares porque sentem que o corpo deixou de responder como antes.
Não é fraqueza. Não é “coisa da cabeça”. É desregulação energética e fisiológica e o organismo dá sinais claros de que precisa de ajuda.

Porque experimentar Acupuntura?

A Acupuntura não promete curar tudo, mas sim ajudar o corpo a recuperar a sua capacidade natural de autorregulação.

O que a Acupuntura faz no Organismo?

A Acupuntura atua através de mecanismos energéticos e neurofisiológicos bem estudados. Não é a agulha que faz o trabalho, mas sim o corpo que responde ao estímulo.

Organiza o Sistema Nervoso

A estimulação dos pontos de Acupuntura influencia o sistema nervoso autónomo, promovendo:

  • Redução da hiperatividade simpática;
  • Aumento da resposta parassimpática;
  • Maior sensação de calma e segurança.

É por isso que muitas pessoas relatam “sentir o corpo a desligar” durante a sessão.

Regula a Respiração

A respiração torna-se mais profunda, mais lenta e mais eficiente. Isto reduz a tensão muscular, melhora a oxigenação e diminui a sensação de ansiedade.

Diminui Inflamações

A Acupuntura modula mediadores inflamatórios e ativa mecanismos endógenos de analgesia. Resultado: menos dor, menos rigidez, mais conforto.

Move o Qi e faz Circular a Energia Estagnada

No enquadramento da Medicina Tradicional Chinesa, o Qi representa o fluxo vital. Quando estagna, surgem dor, fadiga, irritabilidade e bloqueios emocionais.

A Acupuntura ajuda a restabelecer esse movimento e a fazer a Energia (Qi).

Melhora o Descanso

Ao reorganizar o sistema nervoso e reduzir a inflamação, o corpo entra mais facilmente em estados de repouso profundo. O sono melhora e com ele, tudo o resto.

O Segredo não está na Agulha. Está o Equilíbrio.

A Acupuntura não é uma agulha “mágica”. É uma técnica que influencia o equilíbrio energético e fisiológico do corpo.

Quando o organismo volta a funcionar de forma harmoniosa, os sintomas deixam de ser o centro da vida.

O que muda quando o Corpo recupera o Equilíbrio?

  • Dores mais ligeiras;
  • Sono mais profundo;
  • Melhor digestão;
  • Menos ansiedade;
  • Mais energia;
  • Mais clareza mental.

A Acupuntura não fez nenhum milagre. Foi o seu corpo que conseguiu restabelecer o equilíbrio energético e a harmonia corporal. A Acupuntura apenas abriu a porta.

Quando considerar Acupuntura?

  • Dor crónica ou tensão muscular;
  • Ansiedade, stress ou irritabilidade;
  • Insónia ou sono pouco reparador;
  • Problemas digestivos funcionais;
  • Fadiga persistente;
  • Sensação de “desorganização interna”.

Se o corpo está a pedir equilíbrio, a acupuntura pode ser uma ferramenta valiosa.

Para terminar…

A Acupuntura não cura tudo. Mas pode ajudar a melhorar tudo porque ajuda o corpo a fazer aquilo que sempre soube fazer: equilibrar-se, reparar-se e recuperar a harmonia Vital e Natural do seu Corpo.

Se o seu organismo está a pedir mudança, talvez seja o momento de experimentar.

 

Perguntas Frequentes

A maioria das pessoas sente apenas uma leve pressão ou formigueiro. As agulhas são extremamente finas e o objetivo não é provocar dor, mas sim estimular pontos específicos que regulam o sistema nervoso e a energia do corpo.

Depende da condição e da resposta individual. Muitas pessoas relatam melhorias logo nas primeiras sessões, sobretudo no sono, ansiedade e dor, enquanto outras necessitam de um plano mais prolongado para reorganizar o equilíbrio energético.

Sim. A Acupuntura modula o sistema nervoso autónomo, reduz a hiperatividade simpática e promove estados de calma profunda. É por isso que muitos pacientes descrevem uma sensação de “desligar” durante a sessão.

Sim. Ao reduzir inflamação, tensão muscular e ativação nervosa, o corpo entra mais facilmente em estados de repouso profundo. O sono torna‑se mais contínuo e reparador.

Não. A Acupuntura é uma terapia complementar. Não substitui tratamentos médicos essenciais, mas pode melhorar sintomas, reduzir dor, equilibrar energia e potenciar resultados de outras abordagens terapêuticas.

Sim. A Acupuntura ativa mecanismos endógenos de analgesia, reduz inflamação e relaxa musculatura profunda. É especialmente útil em dores cervicais, lombares, cefaleias, tensão muscular e dor miofascial.

Sim, quando realizada por profissionais qualificados. As agulhas são estéreis e descartáveis, e os efeitos adversos são raros e ligeiros, como pequenas equimoses ou sensação de peso local.

Sim. Ao reorganizar o sistema nervoso e mover o Qi estagnado, a Acupuntura pode melhorar digestão, reduzir distensão abdominal, aliviar refluxo funcional e regular o trânsito intestinal.

Na Medicina Tradicional Chinesa, Qi representa o fluxo vital que percorre o corpo. Quando estagna, surgem dor, fadiga, irritabilidade e bloqueios emocionais. A Acupuntura ajuda a restabelecer esse movimento, promovendo equilíbrio e vitalidade.

Sim. Os mecanismos de ação são fisiológicos, não dependem de crença. A resposta do corpo ocorre através de vias neurológicas, hormonais e inflamatórias, independentemente da expectativa inicial do paciente.

 

 

 

 

 

Artigo por: Dr. Ernesto Anselmo Gonçalves Sebastião (Cédula Profissional nº0500488)

 

 

 

 

 

 

 

 

Café: uma Boa Notícia para os Apreciadores?

Durante décadas, muitas pessoas com doenças cardiovasculares ouviram o mesmo conselho: “Evite o café”. A cafeína era vista com desconfiança, sobretudo pelo receio de provocar hipertensão, arritmias ou enfarte. No entanto, a ciência evoluiu e hoje a mensagem é bastante diferente.

A American Heart Association publicou recentemente uma declaração científica que analisa dezenas de estudos sobre o consumo de café. A conclusão é tranquilizadora: para a maioria dos adultos saudáveis, ingerir até 400 mg de cafeína por dia – o equivalente a cerca de três a cinco chávenas de café expresso ou de filtro, dependendo da preparação – não aumenta o risco cardiovascular e pode mesmo associar-se a vários benefícios. Os estudos mostram que quem consome café de forma moderada apresenta, em média, menor risco de doença coronária, insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2 e até de algumas arritmias, incluindo fibrilação auricular. Além disso, vários trabalhos sugerem uma redução da mortalidade global entre consumidores habituais de café. Porque poderá isto acontecer? A cafeína é apenas uma parte da história.

O café contém centenas de compostos bioativos, entre eles polifenóis e outras substâncias com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que poderão contribuir para proteger o sistema cardiovascular. Curiosamente, alguns benefícios também foram observados em consumidores de café descafeinado, sugerindo que a cafeína não é a única responsável pelos efeitos favoráveis. Mas atenção: estes resultados não significam que “quanto mais café, melhor”. Acima dos 400 mg diários de cafeína podem surgir efeitos indesejáveis, como palpitações, ansiedade, insónia e aumento transitório da pressão arterial em pessoas mais sensíveis. Também as bebidas energéticas merecem uma nota de cautela. Muitas contêm doses muito elevadas de cafeína, frequentemente associadas a outros estimulantes e grandes quantidades de açúcar, podendo aumentar o risco de arritmias e outros problemas cardiovasculares.

Outro aspeto importante é aquilo que acrescentamos ao café. Um café simples é muito diferente de uma bebida carregada de açúcar, xaropes, chantilly ou natas. Nestes casos, os potenciais benefícios podem desaparecer devido ao excesso de calorias, açúcar e gorduras saturadas. É igualmente importante recordar que cada organismo reage de forma diferente. A velocidade com que metabolizamos a cafeína depende, entre outros fatores, da genética, da idade, da gravidez, de alguns medicamentos e dos hábitos de consumo. Assim, pessoas que desenvolvem tremores, ansiedade, palpitações ou insónia deverão reduzir a quantidade ingerida.

A mensagem final é simples: o café deixou de ser encarado como um inimigo do coração. Pelo contrário, quando consumido com moderação, sem excesso de açúcar e integrado num estilo de vida saudável, pode fazer parte de uma alimentação cardioprotetora. Claro que nenhum alimento, por si só, substitui aquilo que realmente faz a diferença: não fumar, praticar exercício físico regularmente, manter um peso adequado, controlar a pressão arterial, o colesterol e a diabetes, e seguir uma alimentação equilibrada. Afinal, para a maioria das pessoas, a chávena de café da manhã pode continuar a ser um pequeno prazer… com a ciência do seu lado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como Proteger a Saúde do Cérebro ao Longo da Vida: Evidência Atual e Recomendações Clínicas

A saúde cerebral não depende apenas da ausência de doença. Múltiplos fatores – biológicos, comportamentais, ambientais – atuam modulando a maturação e posterior envelhecimento cerebral. Diariamente e inconscientemente tomamos decisões que beneficiam, ou prejudicam, o nosso cérebro ao longo da vida.

Independentemente da idade, há várias medidas passíveis de implementação com efeito protetor sobre o cérebro. Este guia reúne os pilares fundamentais, sustentados pela evidência científica mais atual.

Estilo de Vida: O Fundamento da Saúde Cerebral

Exercício Físico Regular

A atividade física é um dos fatores mais consistentes na proteção do cérebro.

Estudos da American Academy of Neurology mostram que o exercício:

  • melhora a perfusão cerebral;
  • reduz inflamação sistémica;
  • estimula neuroplasticidade;
  • diminui o risco de declínio cognitivo.

Recomenda-se:

  • 150 minutos/semana de atividade aeróbica moderada;
  • treino de força 2 vezes/semana, quer hipertrófico quer isométrico;
  • treino de equilíbrio e motricidade fina;
  • exercício regular adequado à faixa etária, em todas as idades.

O movimento protege o cérebro e a coluna, reduzindo o risco de traumatismo crânio-encefálico ou vertebral.

Alimentação Neuroprotetora

A dieta mediterrânica e a dieta MIND (Mediterranean-DASH Intervention for Neurodegenerative Delay) têm evidência robusta na redução do risco de doença cerebrovascular e neurodegenerativa.

Priorizar:

  • peixe e ácidos gordos ómega‑3;
  • azeite virgem extra;
  • vegetais de folha verde;
  • frutos vermelhos;
  • frutos secos;
  • leguminosas.

Evitar:

  • açúcares simples;
  • alimentos ultraprocessados;
  • gorduras trans.

O cérebro consome cerca de 20% da energia total do corpo – e depende de nutrientes de qualidade, fornecidos constantemente.

Sono: o Sistema de Limpeza do Cérebro

Durante o sono profundo, o sistema glinfático remove proteínas tóxicas acumuladas ao longo do dia, como beta‑amiloide e tau.

Pior qualidade de sono está associada a:

  • maior risco de AVC;
  • pior desempenho cognitivo;
  • agravamento da sensitização central nos síndrome dolorosos crónicos;
  • maior risco de demência.

Recomenda-se:

  • 7–9 horas/noite;
  • horários regulares;
  • evitar ecrãs antes de dormir;
  • limitar cafeína após o meio da tarde.

Prevenir Traumatismos Cranianos: Uma Prioridade Subestimada

Como Neurocirurgião, abordo frequentemente patologia traumática crânio-encefálica. Se alguns factores não são modificáveis (o envelhecimento, mesmo saudável, acarreta risco aumentado de traumatismos), é possível implementar medidas de segurança para evitar ou minorar as consequências de um eventual traumatismo.

Uso de capacete

Indispensável em:

  • bicicleta;
  • mota;
  • trotinete elétrica;
  • desportos de impacto.
Prevenção de quedas

Especialmente relevante após os 60 anos:

  • corrigir obstáculos em casa;
  • usar calçado adequado;
  • treinar equilíbrio e força;
  • conhecer os próprios limites e evitar contextos de risco.
Segurança rodoviária
  • cinto de segurança sempre;
  • evitar condução fatigada;
  • evitar distrações digitais.

Mesmo traumatismos considerados “ligeiros” podem ter impacto duradouro na função cognitiva.

Controlar Fatores de Risco Cardiovasculares: Proteger o Cérebro é Proteger os Vasos

O cérebro depende de uma rede vascular complexa e delicada, exposta a muitos dos factores de risco vasculares que podem induzir doença noutros sistemas de órgãos. A American Heart Association resume-o adequadamente: “O que é bom para o coração é bom para o cérebro”.

Os principais fatores de risco modificáveis incluem:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • colesterol elevado;
  • tabagismo;
  • obesidade;
  • sedentarismo.

A hipertensão, em particular, é o fator mais fortemente associado a AVC e microlesões cerebrais silenciosas.

Recomenda-se:

  • medir tensão arterial regularmente;
  • controlar glicemia;
  • manter peso saudável (manter um índice de massa corporal inferior a 25);
  • cessar tabagismo;
  • acompanhamento médico periódico;
  • exercício físico regular.

Estimulação Cognitiva e Saúde Mental

O cérebro precisa de desafio, tal como o músculo precisa de treino.

Atividade Cognitiva
  • leitura;
  • aprendizagem contínua;
  • música;
  • aprendizagem de línguas;
  • jogos de estratégia.

A reserva cognitiva construída ao longo da vida é um fator protetor importante.

Saúde Emocional

Stress crónico, ansiedade e depressão têm impacto direto na função cerebral, memória e atenção.

Estratégias úteis:

  • terapia psicológica;
  • técnicas de relaxamento;
  • mindfulness;
  • gestão equilibrada da carga laboral.

Sinais Neurológicos que Nunca Devem Ser Ignorados

A deteção precoce é essencial.

Procure avaliação médica urgente se surgirem:

  • fraqueza súbita num lado do corpo;
  • dificuldade em falar ou compreender;
  • perda súbita de visão;
  • dor de cabeça intensa e diferente do habitual;
  • perda de equilíbrio ou coordenação;
  • dormência persistente;
  • convulsões;
  • alterações de comportamento inexplicadas.

Estes sinais podem indicar AVC, hemorragia, infeção, tumor, compressão nervosa ou outras patologias que beneficiam de intervenção precoce. De salientar, as redes de apoio social são importantes no reconhecimento destes sintomas em pessoas terceiras – com frequência, o doente não consegue reconhecer a presença de alguns dos sintomas acima e estes podem ser notados em primeiro lugar por um familiar ou vizinho.

Conclusão

Proteger o cérebro ao longo da vida não exige medidas extraordinárias: exige consistência.

Sono adequado, alimentação equilibrada, exercício regular, prevenção de traumatismos e controlo dos fatores de risco cardiovasculares são pilares fundamentais.

A saúde cerebral é construída diariamente e quanto mais cedo começarmos, maior será a capacidade de preservar autonomia, desempenho cognitivo e qualidade de vida.

 

Perguntas Frequentes

O envelhecimento é natural, mas o declínio cognitivo não é inevitável. Hábitos como exercício físico, sono adequado, alimentação equilibrada e controlo dos fatores cardiovasculares têm impacto direto na preservação da função cerebral ao longo das décadas.

A evidência mostra que a combinação de atividade aeróbica, treino de força e exercícios de equilíbrio é a mais eficaz. O exercício aeróbico melhora a perfusão cerebral; o treino de força reduz risco de quedas e traumatismos; o treino de equilíbrio protege a coluna e o sistema nervoso periférico.

Sim. O sono profundo ativa o sistema glinfático, responsável por remover proteínas tóxicas acumuladas durante o dia. A privação de sono está associada a pior memória, maior risco de AVC, dor crónica e alterações de humor.

Peixe rico em ómega‑3, azeite, vegetais de folha verde, frutos vermelhos, frutos secos e leguminosas. Estes alimentos reduzem a inflamação, melhoram a saúde vascular e apoiam a função neuronal.

Fraqueza súbita, dificuldade em falar, perda de visão, dor de cabeça intensa e diferente do habitual, perda de equilíbrio, dormência persistente ou convulsões. Estes sintomas podem indicar AVC, hemorragia, compressão medular ou outras patologias graves.

Sim. O stress prolongado altera estruturas como o hipocampo e o córtex pré-frontal, afetando memória, atenção e tomada de decisão. Técnicas de regulação emocional e gestão de carga laboral são essenciais.

A hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo e obesidade aumentam o risco de AVC e microlesões cerebrais silenciosas. Controlar estes fatores desde uma idade precoce é fundamental para uma eficaz proteção cerebral.

Sim. A dor persistente altera circuitos neuronais, afeta atenção, memória e humor, e pode reduzir a qualidade do sono. Uma abordagem multidisciplinar – médica, física e comportamental – é fundamental.

Sim, atividades como a leitura, música, aprendizagem contínua, aprendizagem de línguas e jogos de estratégia aumentam a reserva cognitiva, tornando o cérebro mais resistente ao envelhecimento ou em caso do surgimento de patologia.

 

 

 

 

Artigo por: Dr. Rui Paulo Vicente Reinas (Cédula Profissional nº54845)