Consulta do Viajante: Disponível no CMP São João da Madeira

O CMP de São João da Madeira disponibiliza agora Consulta do Viajante, orientada pelo Dr. Miguel Leonardo Costa dos Santos (O.M 71763), médico com experiência em aconselhamento préviagem e prevenção de riscos associados a destinos internacionais.

Viajar para determinados países pode exigir cuidados específicos, como vacinação adequada, profilaxia, prevenção de doenças endémicas e orientação sobre segurança alimentar, hídrica e ambiental. A Consulta do Viajante permite avaliar o destino, a duração da viagem, o tipo de atividades previstas e o estado de saúde do viajante, garantindo uma preparação segura e informada.

O que é avaliado na Consulta do Viajante

  • Necessidade de vacinas obrigatórias ou recomendadas;
  • Profilaxia da malária e outras doenças endémicas;
  • Prevenção de doenças transmitidas por mosquitos;
  • Cuidados com água, alimentos e higiene;
  • Riscos associados a altitude, clima ou exposição solar;
  • Medicação a levar em viagem;
  • Recomendações específicas para crianças, grávidas ou pessoas com doenças crónicas.

Para quem é indicada

  • Viajantes para África, Ásia, América do Sul, América Central e destinos tropicais;
  • Pessoas com doenças crónicas que necessitam de avaliação pré-viagem;
  • Viajantes em trabalho, voluntariado ou estadias prolongadas;
  • Famílias que viajam com crianças;
  • Qualquer pessoa que pretenda viajar com segurança e informação atualizada.

A Consulta do Viajante deve ser realizada idealmente 4 a 6 semanas antes da viagem, permitindo tempo para vacinação e preparação adequada.

 

Perguntas Frequentes

A Consulta do Viajante é uma avaliação médica especializada destinada a preparar viajantes para destinos internacionais, especialmente países com riscos específicos para a saúde.

A consulta permite identificar riscos e definir medidas preventivas adequadas ao destino, ao tipo de viagem e ao estado de saúde do viajante.

A preparação pré-viagem reduz riscos, evita complicações de saúde e permite viajar com maior segurança com uma abordagem rigorosa, atualizada e adaptada ao perfil de cada viajante.

Dependendo do destino, podem ser recomendadas vacinas como:

  • Febre amarela (obrigatória em vários países);
  • Hepatite A e B;
  • Tétano e difteria;
  • Febre tifóide;
  • Raiva;
  • Encefalite japonesa.

As recomendações variam conforme o país, o tipo de viagem e o estado de saúde do viajante.

Sim. O médico avalia o risco de malária no destino e, se necessário, prescreve a profilaxia adequada, explicando como e quando tomar a medicação.

Sim. A Consulta do Viajante inclui orientação específica para crianças e adolescentes, com recomendações adaptadas à idade e ao destino.

 

 

 

 

Hipertensão: Guia Completo para Prevenção e Tratamento

A Hipertensão Arterial (HTA) é um dos motivos mais frequentes de consulta e uma das maiores fontes de preocupação para os doentes em Portugal. Estima-se que cerca de 40% da população adulta portuguesa sofra desta patologia, sendo que menos de metade está medicada e apenas 11% apresenta valores bem controlados. A prevalência aumenta drasticamente com a idade: atinge 60% após os 60 anos e cerca de 75% nos indivíduos com mais de 75 anos. Muitas vezes apelidada de “assassino silencioso”, a hipertensão pode passar despercebida durante anos, enquanto causa danos progressivos em órgãos vitais como o coração, o cérebro e os rins. É um dos principais fatores de risco para AVC, enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e, segundo os dados recentes, para a doença de Alzheimer e demência vascular. A HTA danifica os vasos sanguíneos cerebrais, reduzindo o fluxo sanguíneo e causando inflamação. O controlo rigoroso da pressão arterial, especialmente na meia-idade, pode ajudar a prevenir ou retardar o declínio cognitivo. Este guia pretende desmistificar conceitos, ensinar a medir a pressão arterial corretamente e fornecer estratégias para o tratamento eficaz.

O que é a Hipertensão Arterial?

A Hipertensão consiste na elevação persistente da pressão (acima do normal) que o sangue exerce nas paredes das artérias. Apesar de seguirmos os valores recomendados pela Sociedade Europeia (2024) é importante saber interpretá-los com bom senso e de forma individualizada.

Classificação da Pressão Arterial

  • Pressão arterial não elevada
  • PAS < 120 mmHg e PAD < 70 mmHg
  • Pressão arterial elevada
  • PAS 120-139 mmHg ou PAD 70-89 mmHg
  • Hipertensão
  • PAS >= 140 mmHg e PAD >= 90 mm Hg

*PAS – pressão arterial sistólica | PAD – pressão arterial diastólica

A pressão arterial não é um valor estático; tal como os níveis de glicose variam ao longo do dia influenciados pelas refeições, os valores tensionais oscilam significativamente conforme o estado emocional, stress, esforço físico ou o estado de repouso.

É difícil resumir todas as informações das “Guidelines” mas deixamos aqui as 4 mensagens principais:

1. Importância da medição da pressão arterial fora do consultório utilizando com mais frequência a auto medição da pressão arterial (AMPA) e a medição ambulatória da pressão arterial (MAPA).

2. Importância do tratamento personalizado. Nestas recomendações há uma crescente ênfase na necessidade de individualização do tratamento, tendo em consideração o perfil de cada doente, incluindo fatores como as comorbilidades, a idade e o risco cardiovascular. Por exemplo, doentes com risco cardiovascular elevado ou que tenham diabetes ou doença renal crónica devem ser alvo de estratégias mais agressivas de controlo da PA e dos outros fatores de risco.

3. Novos valores-alvo de pressão arterial, individualizados a cada doente. Em doentes mais jovens e de alto risco, deve-se tentar reduzir a PA sistólica para menos de 130 mmHg, desde que tolerado. Em doentes idosos (acima de 65 anos), o objetivo deve estar entre 130-140 mmHg, para minimizar os efeitos secundários, como tonturas ou quedas. O uso da medição em ambulatório (AMPA e MAPA) pode ajudar a definir este novo valor alvo e monitorizar a eficácia terapêutica.

4. Utilização mais frequente de combinações de fármacos (combinações de dose fixa).

Quais são os Sintomas da Hipertensão?

Um dos maiores desafios no combate à hipertensão é o seu caráter frequentemente assintomático. A ideia de que a pressão alta causa obrigatoriamente dores de cabeça ou outros sinais claros é um mito que pode ser perigoso:

  • O Mito da Cefaleia: Muitos doentes acreditam que “sabem” quando têm a tensão alta devido a dores de cabeça. Este facto não tem relevância médica diagnóstica e serve apenas para preocupar o doente;
  • Relação Causa-Efeito: Tanto a dor de cabeça quanto a HTA são condições muito comuns e a sua ocorrência simultânea raramente indica uma relação direta de causa e efeito;
  • Sinais Equivocados: Sangramentos nasais ou na conjuntiva ocular são frequentemente atribuídos à hipertensão, gerando receios infundados de hemorragias cerebrais imediatas.
  • Raridade de Sintomas: Uma verdadeira “cefaleia hipertensiva” é extremamente rara, ocorrendo geralmente apenas em situações de hipertensão maligna.

Como saber se tenho Hipertensão?

O diagnóstico da hipertensão não deve basear-se em medições isoladas, especialmente se feitas sob stress emocional ou físico. É importante distinguir Hipertensão Arterial (tabela), Hipertensão de Bata Branca e Hipertensão Mascarada.

  • Hipertensão de Bata Branca (HB): É comum os valores subirem apenas na presença do profissional de saúde. Existem casos documentados de doentes com 205/100 mmHg no consultório, mas com médias diurnas normais de 128/68 mmHg em casa;
  • Hipertensão de Mascarada (HM): valores normais no consultório e elevados fora do consultório. Estes dois padrões são bastante comuns (HB e HM) embora o segundo, menos conhecido, ocorra tanto em indivíduos não tratados como em doentes que tomam medicação anti hipertensora. São apontadas taxas de prevalência de 10-30% para a HBB e de 10–15%, para a HM. Quando não foi reconhecida a HBB em indivíduos com baixo risco cardiovascular, o tratamento anti hipertensor poderá ter sido iniciado ou intensificado sem benefícios substanciais, ou mesmo, expondo o individuo a possíveis efeitos iatrogénicos desnecessários. Por outro lado, o não reconhecimento da HM pode ter consequências graves para a saúde cardiovascular da comunidade, uma vez que a HM se associa a um risco CV global semelhante ao verificado na hipertensão arterial sustentada;

É hoje consensual que a MAPA deve ser utilizada para identificar/confirmar a hipertensão de bata branca, a hipertensão mascarada bem como os fenótipos de HTA noturna (por exemplo, na apneia do sono) e no estudo da resposta hipertensiva verificada durante uma prova de esforço. A repetição do exame e a automedição podem ser necessárias devido à limitada reprodutibilidade destas formas de apresentação.

  • AMPA (Automedição): A medição no domicílio é atualmente considerada mais precisa e um melhor indicador do risco cardiovascular do que a realizada no consultório;
  • MAPA (Monitorização Ambulatória): Permite avaliações baseadas num maior número de registos automáticos durante 24 horas, melhorando a precisão diagnóstica.

Como medir a Pressão Arterial corretamente para vigiar a Hipertensão?

A medição correta é crucial para evitar alarmismo desnecessário. Um estudo de 2024 revelou que apenas 4,1% das clínicas seguiam as metodologias padrão, realçando a necessidade de o doente ser o protagonista da sua vigilância.

Regras para uma medição fiável:

  • Repouso Absoluto: Deve estar sentado e em descanso durante, pelo menos, 5 minutos antes da medição;
  • Ambiente e Postura: Procure um local tranquilo. Braço apoiado à altura do coração;
  • Abstinência Prévia: Não fume, não consuma café ou álcool e não pratique exercício físico nos 30 minutos antecedentes;
  • Protocolo das 3 Medições: Faça 3 medições consecutivas, separadas por um intervalo de 30 segundos entre cada uma. Registe todos os valores para análise médica;
  • Momento do Bem-Estar: Resista ao impulso de medir a pressão em momentos de dor ou stress. O médico necessita dos valores obtidos nos “bons momentos” para titular a medicação.

Como baixar a Pressão Alta rapidamente e tratar a Hipertensão?

Perante um valor isolado elevado, o segredo é o descanso e a calma. O tratamento da hipertensão é uma maratona, não um sprint.

  • Estilo de Vida: A adoção de hábitos saudáveis (menos sal, mais exercício, perder peso) previne o aparecimento da doença e reduz o risco de complicações. A redução do sal também “potencia” os efeitos da medicação anti hipertensora – sabia que a quase totalidade dos medicamentos perde efeito terapêutico em presença de uma dieta com excesso de sal (geralmente considerada pelo doente como “sal normal ou com pouco sal”);
  • Adesão Terapêutica: Como a doença é silenciosa, muitos abandonam o tratamento por “se sentirem bem”, o que aumenta o risco de AVC ou enfarte;
  • Futuro da Monitorização: Estão iminentes novos equipamentos de medição contínua e impercetível, embora ainda careçam de fiabilidade para substituição dos métodos atuais.

 

Perguntas Frequentes

Sim. A Hipertensão crónica não controlada lesa as artérias cerebrais, sendo um dos maiores indicadores de risco para o Acidente Vascular Cerebral e Demência.

É uma patologia crónica. Embora não tenha cura definitiva, o tratamento adequado reduz drasticamente a mortalidade e o risco de insuficiência renal e cardíaca.

Sim, com moderação. Contudo, deve evitar-se a ingestão 30 minutos antes da medição para garantir que os valores registados são reais.

Sempre que detetar valores persistentemente elevados em repouso. O uso de registos de automedição corretamente realizados ajudará o médico na decisão clínica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artigo por: Prof. Dr. Ovídio António Ferreira Costa (Cédula Profissional nº13419)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fibromialgia: Sintomas, Diagnóstico e como Distinguir de outras Doenças

A Fibromialgia é uma condição crónica caracterizada por dor generalizada no corpo, fadiga persistente e alterações no sono e na perceção da dor. Apesar de ser amplamente reconhecida pela comunidade médica internacional, continua a ser uma das doenças mais difíceis de identificar corretamente na fase inicial.

Em Portugal, tal como noutros países, muitas pessoas passam por um longo processo até obterem um diagnóstico correto, devido à semelhança dos sintomas com outras patologias.

Quais são os Sintomas mais comuns da Fibromialgia?

A Fibromialgia não se manifesta de forma igual em todas as pessoas, mas apresenta sinais característicos:

  • Dor muscular e articular difusa (em todo o corpo);
  • Sensibilidade aumentada ao toque;
  • Fadiga intensa, mesmo após descanso;
  • Dificuldade em dormir ou sono não reparador;
  • “Névoa mental” (dificuldade de concentração e memória);
  • Rigidez corporal, sobretudo de manhã;
  • Dores de cabeça frequentes;
  • Alterações do humor (ansiedade ou depressão associadas);
  • Alterações digestivas, tal como síndrome do colon irritável (diarreia/obstipação).

É importante referir que a dor não está associada a lesões visíveis, o que contribui para a confusão no diagnóstico.

Fibromialgia ou outra Doença?

Um dos maiores desafios clínicos é distinguir a Fibromialgia de outras doenças com sintomas semelhantes. Algumas condições frequentemente confundidas incluem:

1. Artrite Reumatoide
  • Tem inflamação visível nas articulações;
  • Pode apresentar deformações articulares;
  • Exames laboratoriais ajudam no diagnóstico.

Na fibromialgia, não há inflamação objetiva.

2. Síndrome de Fadiga Crónica
  • Fadiga extrema predominante;
  • Menos foco em dor generalizada;
  • Forte impacto no sistema imunitário.
3. Hipotiroidismo
  • Cansaço, aumento de peso, frio excessivo;
  • Confirmado por análises hormonais.
4. Transtorno Depressivo Maior
  • Pode causar dor física e fadiga;
  • Mas a origem primária é emocional/psicológica.

A fibromialgia distingue-se porque combina dor generalizada + fadiga + distúrbios do sono + sintomas cognitivos de forma persistente.

Como é feito o Diagnóstico?

Até ao momento não existe um exame específico para confirmar a Fibromialgia. O diagnóstico é clínico e baseia-se em:

  • Duração da dor (mais de 3 meses);
  • Distribuição generalizada dos sintomas;
  • Exclusão de outras doenças;
  • Avaliação dos sintomas associados.

Os critérios mais usados internacionalmente são os do American College of Rheumatology, amplamente aceites na prática médica.

O que causa a Fibromialgia?

A causa exata ainda não é totalmente conhecida, mas a investigação médica indica que se trata de uma alteração no processamento da dor pelo sistema nervoso central.

Fatores associados incluem:

  • Predisposição genética;
  • Stress prolongado;
  • Traumas físicos ou emocionais;
  • Distúrbios do sono;
  • Infeções prévias.

Não é uma doença psicológica, embora fatores emocionais possam influenciar os sintomas.

Fibromialgia em Portugal: Prevalência, Sintomas e Impacto Real na População

Em Portugal, a evidência científica disponível mostra que não se trata de uma condição rara, mas sim de um problema de saúde com impacto relevante na população adulta.

Os dados mais robustos disponíveis provêm do estudo nacional EpiReumaPt, coordenado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia, que analisou doenças reumáticas na população portuguesa.

Segundo este estudo:

  • A prevalência estimada de Fibromialgia em Portugal é de 1,7% da população adulta (com intervalo entre 1,3% e 2,1%);
  • Outras estimativas, com base em revisões clínicas e literatura médica, apontam para valores entre 1,7% e 6% da população;
  • Alguns dados clínicos internacionais aplicados a Portugal sugerem que pode afetar até 5%–6% dos adultos, dependendo dos critérios utilizados.

Em termos absolutos, isto pode representar centenas de milhares de pessoas em Portugal a viver com Fibromialgia.

Quem é mais Afetado?

Os dados nacionais e internacionais são consistentes em vários pontos:

  • Predominância no sexo feminino (cerca de 80% a 90% dos casos);
  • Maior incidência entre os 30 e os 60 anos;
  • Associação frequente com outras condições como ansiedade e depressão.

Em estudos realizados em Portugal, a maioria dos doentes avaliados em contexto clínico são mulheres com idade média em torno dos 50-60 anos.

Como Viver com Fibromialgia no Dia-a-Dia

Embora não exista cura, é possível reduzir significativamente o impacto da doença.

Estratégias com melhor evidência incluem:

  • Atividade física leve e regular (adaptada à tolerância);
  • Gestão do sono e rotinas consistentes;
  • Técnicas de redução de stress (respiração, mindfulness);
  • Fisioterapia e alongamentos;
  • Acompanhamento psicológico quando necessário.

O objetivo não é eliminar completamente a dor, mas melhorar a funcionalidade e qualidade de vida.
Pode ser conveniente utilizar fármacos durante alguns períodos, mas apenas para controlar alguns sintomas e não para curar a doença.

Conclusão

A Fibromialgia é uma condição real, complexa e muitas vezes confundida com outras doenças. O reconhecimento dos sintomas e a diferenciação correta são fundamentais para evitar atrasos no diagnóstico e iniciar uma gestão eficaz.

Quanto mais cedo os sintomas são compreendidos e enquadrados corretamente, maior é a probabilidade de controlo e melhoria da qualidade de vida.

 

Perguntas Frequentes

Não. A Fibromialgia não tem cura conhecida. No entanto, os sintomas podem ser controlados de forma eficaz com uma abordagem multidisciplinar que inclui exercício físico, gestão do sono, medicação e apoio psicológico.

O diagnóstico é clínico e baseia-se na presença de dor generalizada durante mais de 3 meses, associada a sintomas como fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas. Não existe um exame específico para confirmar a doença.

Não. Exames de sangue, análises ou imagiologia não detetam fibromialgia. Estes testes são usados apenas para excluir outras doenças com sintomas semelhantes.

Não. A Fibromialgia é uma síndrome de dor crónica com origem no processamento da dor pelo sistema nervoso. No entanto, fatores como stress, ansiedade ou depressão podem agravar os sintomas.

A doença é mais comum em mulheres entre os 30 e os 60 anos. Também pode estar associada a fatores como stress prolongado, traumas físicos ou emocionais e predisposição genética.

Sim, os sintomas podem oscilar e agravar-se em períodos de maior stress, falta de sono ou inatividade física. No entanto, com acompanhamento adequado, é possível estabilizar e melhorar a qualidade de vida.

 

 

 

 

Artigo por: Drª. Maria Lúcia Carvalho Dias Costa (Cédula Profissional nº31715)

 

 

 

 

 

 

 

 

Asma Infantil: Sintomas, Fatores de Risco e Importância do Diagnóstico Precoce

A Asma Infantil é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que pode manifestar-se de forma discreta ou através de sintomas mais evidentes. Em muitas crianças, os sinais iniciais passam despercebidos ou confundem-se com constipações frequentes, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do acompanhamento adequado.

Este artigo explica, de forma clara e acessível, como identificar sinais de alerta, quais os fatores de risco e porque é essencial procurar avaliação pediátrica quando surgem dúvidas.

O que é a Asma Infantil?

A Asma é uma doença crónica caracterizada por:

  • Inflamação das vias aéreas;
  • Obstrução do calibre brônquico;
  • Hiper-reactividade brônquica.

Estas alterações levam ao aparecimento de sintomas como falta de ar, pieira e tosse persistente. O diagnóstico é mais frequente em crianças em idade escolar, geralmente a partir dos 6 anos.

Sintomas: quando desconfiar de Asma?

Os sintomas podem ser subtis ou aparecer apenas em situações específicas. Entre os mais comuns encontram-se:

  • Cansaço acima do esperado durante o exercício físico;
  • Tosse noturna persistente, mesmo sem constipação;
  • Pieira (chiado ao respirar);
  • Falta de ar;
  • Sensação de aperto no peito.

Estes sinais podem surgir isoladamente ou associados a fatores desencadeantes.

Triggers mais frequentes

Os sintomas de Asma podem surgir de forma súbita e estão frequentemente associados a:

  • Exercício físico;
  • Riso ou choro;
  • Alergénios (pólen, ácaros, animais);
  • Poluição;
  • Alterações meteorológicas;
  • Infeções virais comuns.

Asma ou apenas Constipações frequentes?

É comum que crianças pequenas apresentem episódios de bronquiolite ou hiper-reactividade brônquica sem que isso signifique evolução para Asma. Contudo, quando os sintomas são recorrentes, persistentes ou surgem sem infeção associada, é fundamental uma avaliação médica.

Fatores de risco para desenvolver Asma

Alguns elementos aumentam a probabilidade de evolução para Asma:

  • História familiar de Asma ou alergias;
  • Rinite alérgica ou eczema atópico;
  • Exposição a alergénios;
  • Poluição ambiental;
  • Ausência de aleitamento materno.

Nenhum destes fatores, isoladamente, confirma o diagnóstico, mas ajudam a identificar crianças que necessitam de vigilância mais próxima.

Como se confirma o diagnóstico?

O acompanhamento pediátrico é essencial para:

  • Avaliar a evolução dos sintomas;
  • Distinguir Asma de outras doenças respiratórias;
  • Identificar fatores desencadeantes;
  • Realizar Provas Funcionais Respiratórias, quando indicadas.

Um diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado, reduzir crises, evitar idas ao hospital e melhorar significativamente a qualidade de vida da criança.

Porque é importante tratar?

Com acompanhamento adequado, é possível:

  • Controlar os sintomas;
  • Reduzir o número de crises;
  • Evitar limitações na atividade física;
  • Melhorar o sono e o bem-estar geral;
  • Diminuir admissões hospitalares.

A intervenção precoce é a chave para garantir que a criança mantém uma vida ativa, saudável e sem limitações.

Não ignore os sinais da Asma

A Asma Infantil pode apresentar-se de forma discreta, mas o reconhecimento dos sintomas e a avaliação médica atempada fazem toda a diferença. Se o seu filho apresenta tosse persistente, pieira, cansaço exagerado ou dificuldade respiratória, procure orientação pediátrica para um diagnóstico seguro e adequado.

 

Perguntas Frequentes

Habitualmente, numa criança constipada, podemos ter tosse, congestão nasal, ou seja, nariz entupido, alguma rinorreia e febre. Contudo, numa Asma, muitas das vezes temos estes sintomas, mas associam-se ainda a falta de ar, a pieira (o chiar a respirar) e também a sensação de opressão torácica, ou seja, de aperto no peito.

Numa crise de falta de ar é importantíssimo tentar deixar a criança o mais tranquila possível. Levá-la para um ambiente que esteja calmo, tranquilo, com ar fresco, sobretudo e se possível. Sempre que conseguirmos, fazer a terapêutica de resgate, ou seja, a terapêutica em SOS que tínhamos já em casa. Se isso não for possível, porque é o primeiro episódio, o ideal é a criança ser vista em contexto de urgência.

Apesar do exercício físico poder ser um fator que despoleta a Asma, as crianças com este diagnóstico não estão proibidas da sua prática. Muitas das vezes pode ser necessário a realização de algum tipo de medicação, antes do exercício físico, para que a criança consiga praticar sem qualquer tipo de sintoma.

Quando existe histórico familiar, ou seja, quando algum elemento da família da criança é asmático ou com algum tipo de rinite alérgica ou eczema atópico, isso pode fazer com que a criança tenha um risco superior ao normal.

O diagnóstico da Asma deve ser realizado por Provas Funcionais Respiratórias. Por esse motivo muitas das vezes o mesmo só é realizado a partir da idade escolar (a partir dos 6 ou 7 anos de idade). Isto porque em muitas das vezes, em crianças mais novas, podemos ter alguns sintomas suspeitos, mas não temos a colaboração da criança para a realização das Provas Funcionais Respiratórias e conseguirmos assim obter o diagnóstico definitivo.

 

 

 

 

Artigo por: Drª. Diana Henriques Pinto (Cédula Profissional nº62381)

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia Mundial da Asma em Portugal: Panorama Atual, Diagnóstico e Controlo da Doença

Qual é o Panorama atual da Asma em Portugal?

A Asma, doença inflamatória das vias aéreas, caracteriza-se por episódios recorrentes de pieira (“chiadeira”), falta de ar, aperto no peito e tosse, especialmente à noite ou de manhã. Afeta milhões de pessoas em todo o mundo e aproximadamente 600.000 pessoas em Portugal.

De acordo com o estudo EPI-ASTHMA – Prevalência e caracterização das pessoas com asma, de acordo com a gravidade da doença, em Portugal, na população adulta, a prevalência é de 7,1%, o que faz da asma uma das doenças crónicas mais comuns na nossa população.

Do ponto de vista epidemiológico, não tem havido um aumento exponencial do número de casos desde 2011 (na altura a prevalência era de 6,8%), contudo, tem-se verificado um aumento do número de casos mais graves da doença, sobretudo, entre as populações mais jovens.

Este agravamento pode estar associado a fatores como:

  • Exposição a alergénios ambientais;
  • Poluição do ar;
  • Exposição a poeiras, fumos e gases irritantes;
  • Alterações climáticas e aquecimento global.

A Percentagem de Pacientes que sabem do Diagnóstico Aumentou?

Na atualidade, os dados que dispomos indicam que um em cada três doentes asmáticos não têm o diagnóstico registado no seu processo clínico.

Nesse sentido devemos trabalhar para:

  • Sensibilizar os profissionais de saúde relativamente à importância da doença;
  • Promover o uso mais generalizado da espirometria (prova de função pulmonar) para confirmar o diagnóstico;
  • Melhorar os sistemas de registo clínico para permitir um melhor acompanhamento e monitorização da população asmática;
  • Implementar protocolos de diagnóstico e seguimento, facilitando a referenciação para especialidade quando necessário.

O que Precisa de ser feito para Melhorar a Situação dos Pacientes?

Um dos maiores desafios na gestão da asma é o reconhecimento de que a doença não está controlada.

Em Portugal aproximadamente 60% dos doentes não apresentam a sua doença controlada. Nesse sentido é fundamental:

  • Capacitar os doentes sobre a importância da adesão ao tratamento e à técnica inalatória correta;
  • Implementar planos de ação individualizados;
  • Promover consultas periódicas para avaliar o controlo da doença;
  • Ajustar a medicação e verificar a técnica inalatória garantir o acesso atempado a consultas médicas (Cuidados de Saúde Primários e especialidade) e aos medicamentos necessários;
  • Identificar e evitar, sempre que possível, os fatores desencadeantes individuais (alergénios, irritantes).

Conclusão

É fundamental reconhecer que, embora seja uma doença crónica, a Asma pode e deve ser controlada.

Devemos trabalhar para:

  • Melhorar o diagnóstico, garantir o acompanhamento adequado;
  • Aumentar a adesão terapêutica;
  • Educar continuamente doentes e profissionais.

Com um esforço conjunto envolvendo doentes, famílias, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e aproveitando os avanços terapêuticos, podemos aspirar a ter um melhor controlo da doença no futuro em Portugal.

 

Perguntas Frequentes

Sim. Em algumas pessoas, a Asma pode manter-se estável, mas noutros casos pode agravar-se ao longo dos anos, sobretudo se não houver um bom controlo da doença ou se houver exposição contínua a fatores irritantes.

O exercício físico não causa Asma, mas pode desencadear sintomas em algumas pessoas (asma induzida pelo exercício). No entanto, com tratamento adequado, a maioria dos doentes pode praticar atividade física normalmente.

Nem sempre. Embora muitas pessoas com Asma tenham alergias associadas, existem também formas não alérgicas da doença, desencadeadas por infeções, exercício, poluição ou outros fatores.

Sim. Os medicamentos utilizados no controlo da Asma são seguros quando usados corretamente e sob orientação médica. O benefício no controlo da doença é superior aos riscos.

Sim. O stress emocional pode agravar sintomas respiratórios e aumentar a frequência das crises em algumas pessoas com Asma.

Sinais comuns incluem:

  • Necessidade frequente de medicação de alívio;
  • Tosse ou falta de ar frequentes;
  • Acordar à noite com sintomas;
  • Limitação na atividade diária.

Sim. A maioria dos doentes com Asma pode viajar de avião sem problemas, desde que a doença esteja controlada e a medicação seja levada na bagagem de mão.

 

 

 

 

Artigo por: Dr. José Coutinho Costa (Cédula Profissional nº56304)

 

 

 

 

 

 

 

 

Segurança e Saúde no Trabalho: Porque a Prevenção é o Maior Investimento da Sua Empresa

A segurança e saúde no trabalho (SST) não é apenas uma exigência legal em Portugal – é um dos pilares fundamentais para garantir equipas motivadas, produtivas e protegidas.

Todas as empresas, independentemente da dimensão ou setor, são obrigadas a ter serviços organizados de higiene e segurança no trabalho, e o incumprimento pode resultar em
coimas elevadas pela ACT, mas, mais importante do que isso, pode colocar em risco a integridade física e a vida dos trabalhadores.

No Centro Médico da Praça, acreditamos que a prevenção é a base de qualquer ambiente de trabalho saudável. Por isso, oferecemos uma solução 360º em Segurança e Saúde no
Trabalho, integrando serviços técnicos especializados, acompanhamento contínuo e uma abordagem próxima e personalizada.

Serviços Externos de Segurança e Saúde no Trabalho: O que Incluem?

Os nossos serviços externos de SST foram desenvolvidos para garantir que a sua empresa cumpre a legislação e implementa práticas seguras no dia a dia. Entre os principais serviços prestados destacam-se:

1. Informação Técnica e Apoio ao Projeto

Acompanhamos desde a fase de planeamento até à execução, garantindo que instalações, equipamentos e processos cumprem as normas de segurança.

2. Identificação e Avaliação de Riscos

Realizamos avaliações completas dos riscos profissionais, incluindo exposição a agentes químicos, físicos e biológicos.

3. Planeamento da Prevenção

Integramos a prevenção em todos os níveis da empresa, definindo medidas eficazes para controlar riscos.

4. Programas de Prevenção de Riscos Profissionais

Criamos programas personalizados que respondem às necessidades reais da sua organização.

5. Formação e Informação aos Trabalhadores

Capacitamos equipas e representantes para reconhecer riscos e adotar práticas seguras no posto de trabalho.

6. Organização de Medidas de Emergência

Apoiamos na definição de procedimentos para situações de perigo grave e iminente.

7. Análise de Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais

Identificamos causas, prevenimos reincidências e melhoramos continuamente os processos.

8. Levantamento de Sinalização de Segurança

Garantimos que todos os locais de trabalho têm sinalização adequada e conforme a legislação.

9. Coordenação de Inspeções Internas de Segurança

Avaliamos o grau de cumprimento das normas e das medidas implementadas.

10. Preenchimento do Anexo D do Relatório Único

Asseguramos o correto preenchimento da secção relativa à segurança, higiene e saúde no trabalho – essencial para comprovar a organização dos serviços perante as autoridades.

O Nosso Diferencial: Segurança Integrada com Medicina do Trabalho

No Centro Médico da Praça, não entregamos apenas relatórios. Trabalhamos lado a lado com as empresas, criando uma relação de parceria contínua. A nossa abordagem integra:

  • Segurança no trabalho;
  • Medicina no trabalho;
  • Acompanhamento personalizado;
  • Proximidade e comunicação constante.

O resultado é uma solução completa que protege o maior ativo de qualquer empresa: as pessoas.

Vantagens de Trabalhar com o Centro Médico da Praça

  • Redução de acidentes e custos associados;
  • Menor absentismo;
  • Maior produtividade;
  • Equipas mais motivadas;
  • Cumprimento legal garantido;
  • Ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

Segurança Não é um Custo – É um Investimento

A prevenção é a chave para empresas mais fortes, equipas mais protegidas e ambientes de trabalho mais saudáveis. No Centro Médico da Praça, estamos consigo em cada etapa, garantindo que a sua empresa cumpre a lei, protege os trabalhadores e promove uma cultura de segurança.

 

 

 

Dor nas Costas na Juventude: Pode Ser Espondilite Anquilosante?

Dor nas costas, ou lombalgia, em jovens adultos é frequentemente desvalorizada. Frequentemente atribuída ao cansaço, má postura ou excesso de exercício, esta queixa comum pode, em alguns casos, ser o primeiro sinal de uma condição crónica e progressiva: a Espondilite Anquilosante (EA). Esta doença inflamatória, que afeta predominantemente o esqueleto axial, incluindo a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, tem um impacto profundo na qualidade de vida, mobilidade e autonomia dos indivíduos se não for diagnosticada e tratada precocemente.

Em 2026, a compreensão e o tratamento da EA continuam a evoluir, mas o desafio do diagnóstico tardio persiste. Este artigo visa desmistificar a EA, sublinhando a importância vital de reconhecer os seus sinais iniciais e de procurar avaliação médica especializada, especialmente quando a dor nas costas se manifesta de forma persistente em idades jovens.

O que é a Espondilite Anquilosante e quais os sintomas

A Espondilite Anquilosante é a forma mais comum de um conjunto de patologias, denominado Espondilartrites, que englobam a artrite reativa, a artrite psoriática e as artrites associadas a doenças inflamatórias do intestino (colite ulcerosa e doença de Crohn). O denominador comum destas doenças é a possibilidade de atingimento “inflamatório” da coluna, sob diferentes formas e com diferentes manifestações associadas.

A EA é uma doença inflamatória crónica que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, provocando dor, rigidez e limitação progressiva dos movimentos. Surge geralmente em jovens adultos e pode evoluir para perda de mobilidade se não for tratada precocemente. Caracteriza-se principalmente pela inflamação das articulações da coluna vertebral (espondilite) e das articulações sacroilíacas (sacroileíte), que ligam a coluna à bacia. Com a progressão da doença, esta inflamação pode levar a uma diminuição marcada da mobilidade, com rigidez importante e, em casos muito avançados, à fusão das vértebras, dando-lhes um aspeto conhecido como “coluna em bambu”.

A EA afeta mais frequentemente homens do que mulheres, e os sintomas geralmente começam na adolescência ou no início da idade adulta, tipicamente antes dos 45 anos. A predisposição genética desempenha um papel crucial, sendo a presença do antigénio HLA-B27 um fator de risco significativo, embora não seja exclusivo nem absolutamente indispensável para o diagnóstico correto.

O Desafio do Diagnóstico Precoce

Um dos maiores obstáculos na gestão da EA é o atraso no diagnóstico. Globalmente, a média de tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico formal pode estender-se por vários anos. Este atraso é multifatorial, resultando da natureza insidiosa dos sintomas, da sua sobreposição com outras condições musculoesqueléticas e da falta de consciencialização, tanto por parte dos doentes como, por vezes, dos profissionais de saúde.

As consequências do diagnóstico tardio podem ser severas. A inflamação não controlada pode levar a danos estruturais irreversíveis nas articulações, perda de mobilidade, dor crónica e um impacto significativo na capacidade funcional e na qualidade de vida do doente.

Estudos indicam que pacientes com EA podem experienciar uma redução de até 48% na qualidade de vida se não receberem tratamento adequado.

Quais os Sintomas da Espondilite Anquilosante?

Os sintomas da Espondilite Anquilosante incluem lombalgia persistente, habitualmente de início antes dos 45 anos de idade, associada a rigidez matinal prolongada, normalmente acima de 15-20 minutos. A dor lombar apresenta habitualmente um ritmo “inflamatório”, ou seja, melhoria com o início da atividade ou exercício, e agrava com o repouso.

Podem também surgir fadiga, dor noturna (por vezes com despertar pela sua intensidade) e inflamação noutras articulações (que se manifesta por dor e “inchaço” persistentes, sem trauma associado) ou também pela presença de dor e sinais inflamatórios (dor, rubor e calor), na inserção de alguns tendões (entesopatia), como por exemplo no tendão de Aquiles. A EA pode também afetar os olhos, nomeadamente pela presença de uveíte, que se manifesta por um quadro de “olho vermelho”, normalmente unilateral e que se acompanha habitualmente de dor.

É assim, crucial diferenciar a dor nas costas de ritmo “mecânico” (mais comum, que geralmente alivia com repouso) da dor “inflamatória” já descrita, esta sim, associada à EA.

Os principais sinais de alerta para a Espondilite Anquilosante incluem:

  • Dor lombar inflamatória e rigidez matinal: A dor e a rigidez são piores pela manhã ou após períodos de inatividade, melhorando com o exercício e a atividade física;
  • Início insidioso: A dor desenvolve-se gradualmente ao longo de semanas ou meses;
  • Idade de início: Os sintomas surgem tipicamente antes dos 45 anos;
  • Melhora com o exercício: A atividade física tende a aliviar a dor e a rigidez;
  • Despertar noturno: A dor pode ser tão intensa que acorda o paciente durante a segunda metade da noite;
  • Outros sintomas: Fadiga, inflamação em outras articulações (artrite periférica), inflamação ocular (uveíte), ou dor nos calcanhares (entesopatia).

Se um jovem adulto experienciar estes sintomas de forma persistente, a procura de um médico reumatologista é imperativa porque ao contrário de alguns mitos e ideias preconcebidas, houve um grande avanço no conhecimento que temos acerca da doença e, consequentemente, também do seu tratamento, sendo atualmente uma doença em que os tratamentos existentes normalmente se revelam eficazes no controlo da doença e prevenção da sua evolução e consequências.

O Primeiro Passo para Controlar a Espondilite Anquilosante

O pilar essencial do tratamento da Espondilite Anquilosante é o movimento.

O exercício físico regular é a “trave-mestra” do tratamento desta doença. Em conjunto com programas dedicados de fisioterapia, ajudam a:

  • Reduzir a rigidez da coluna;
  • Melhorar a postura e a mobilidade;
  • Diminuir a dor a longo prazo.

Programas com alongamentos, fortalecimento muscular e reeducação postural são fundamentais. Além disso, compreender a doença e adotar estratégias de autocuidado faz uma diferença real no controlo da EA.

O Impacto Socioeconómico da EA em Portugal

A Espondilite Anquilosante não acarreta apenas um fardo físico e emocional para os pacientes, mas também um impacto socioeconómico considerável. Em Portugal, a EA tem um impacto económico total anual estimado em 639 milhões de euros, englobando custos diretos (tratamento, hospitalizações) e indiretos (perda de produtividade devido a absentismo e incapacidade laboral).

A prevalência de doenças crónicas em Portugal é elevada. Tendo por base um estudo levado a cabo em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Reumatologia, o EpiReumaPt, que permitiu aferir a verdadeira prevalência das doenças reumáticas em Portugal, constatou-se que a doença reumática com mais prevalência em Portugal é a lombalgia (26,4%). Por outro lado, constata-se uma prevalência estimada de 1,6% para as Espondilartrites (sendo que destas a mais comum é a Espondilite Anquilosante com 0,6-0,8% da população). Assim, estima-se que tendo por base os últimos sensos, possa haver em Portugal cerca de 60 a 80 000 doentes com Espondilite Anquilosante.

Quando devo procurar um Médico?

Deve procurar um reumatologista se tiver dor nas costas persistente por mais de três meses, especialmente se começou antes dos 45 anos, piora com o repouso e melhora com o movimento. Deve procurar também um reumatologista se apresentar dor/inchaço nas articulações (sem história de traumatismo prévio), ou apresentar dor persistente nos calcanhares ou tendão de Aquiles.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações. A dor nas costas persistente, especialmente em jovens, nunca deve ser subestimada. A Espondilite Anquilosante é uma doença séria, mas com o diagnóstico precoce e o acesso às terapias modernas, é possível gerir eficazmente os sintomas, prevenir a progressão da doença e manter uma qualidade de vida plena.

Não espere, se os sinais estiverem presentes, procure um reumatologista.

 

Perguntas Frequentes

A Espondilite Anquilosante não tem cura, mas pode ser controlada com tratamento adequado. A combinação de medicação, exercício físico e acompanhamento médico permite reduzir os sintomas, prevenir a progressão da doença e manter uma boa qualidade de vida.

Sim, a dor causada pela Espondilite Anquilosante tende a melhorar com o exercício físico e a atividade regular. Ao contrário da dor mecânica, que piora com o movimento, a dor inflamatória é aliviada com atividade e agrava-se com o repouso prolongado.

Sim, se não for tratada, pode levar a rigidez da coluna, limitação de movimentos e incapacidade funcional. No entanto, com diagnóstico precoce e tratamento adequado, é possível evitar ou reduzir significativamente estas complicações.

Sim, a Espondilite Anquilosante é uma doença crónica, mas para a qual existem tratamentos eficazes que, se iniciados atempadamente, podem controlar os sintomas e prevenir os danos e sequelas.

 

 

 

 

Artigo por: Dr. José António Tavares Costa (Cédula Profissional nº42023)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artrite Reumatoide: Como a Fisioterapia Pode Transformar o Dia a Dia

A Artrite Reumatoide (AR) não afeta apenas mãos e joelhos – também pode comprometer o sistema cardiovascular, pulmonar e musculatura esquelética, impactando significativamente a qualidade de vida.

O que é a Artrite Reumatoide?

A Artrite Reumatoide é uma doença autoimune que provoca inflamação crónica das articulações, causando sintomas como:

  • Dor persistente;
  • Rigidez matinal prolongada;
  • Limitação da amplitude de movimento;
  • Perda de força muscular.

Estes sintomas podem tornar tarefas diárias simples, como vestir-se ou cozinhar, verdadeiros desafios.

Fisioterapia: uma Aliada Essencial

A Fisioterapia desempenha um papel crucial na redução da dor, manutenção da mobilidade, prevenção de deformidades articulares e melhoria da qualidade de vida. A abordagem varia conforme a fase da doença:

1. Fase aguda (crise inflamatória)
  • Objetivo: reduzir dor e inflamação;
  • Estratégias: repouso relativo da articulação, mobilidade passiva e ativa-assistida;
  • Foco: proteger a articulação inflamada e evitar sobrecarga.
2. Fase crónica
  • Objetivo: fortalecer a musculatura estabilizadora (ombro, tronco e corpo);
  • Estratégias: treino aeróbico moderado, exercícios de resistência e manutenção da amplitude de movimento;
  • Dicas de autocuidado: uso de talas, evitar levantar objetos pesados, dividir tarefas em etapas menores e poupar energia.

Estratégias para viver melhor com Artrite Reumatoide

Manter-se ativo e aplicar pequenas mudanças no dia a dia faz toda a diferença:

  • Adote movimentos conscientes e ergonómicos;
  • Priorize pausas regulares para reduzir a fadiga;
  • Combine exercícios com descanso adequado;
  • Procure acompanhamento profissional de fisioterapia.

Lembre-se: viver com Artrite Reumatoide não significa parar. Com orientação adequada, é possível reduzir dores, proteger articulações e manter a independência.

 

 

Artigo por: Fisioterapeutas Marcela Castro e Sara Costa

 

 

 

 

 

 

 

 

Novo Posto de Colheita de Análises Clínicas em Escariz

O Grupo Centro Médico da Praça continua a assegurar proximidade e qualidade dos serviços de saúde. É com grande satisfação que anunciamos a abertura, no próximo dia 14 de abril, de um novo posto de colheita de Análises Clínicas em Escariz, em parceria com a Clínica Meta Física.

Análises Clínicas em Escariz com mais Comodidade

A partir de dia 14 de abril, poderá realizar as suas análises clínicas em Escariz de forma rápida, cómoda e segura, sem necessidade de grandes deslocações. Este novo serviço foi pensado para responder às necessidades da população local, garantindo um atendimento de excelência.

  • Local: Avenida das Escolas n°241, 4540-297 Escariz (Clínica Meta Física)
  • Horário: Terças e Quintas-Feiras, das 08h00 às 11h00

Porquê escolher este Novo Ponto de Colheita?

  • Maior proximidade para utentes de Escariz e arredores;
  • Colheitas realizadas por profissionais qualificados;
  • Integração com os serviços e acordos do Grupo Centro Médico da Praça.

Se procura Análises Clínicas perto de si, esta é a solução ideal para cuidar da sua saúde com mais facilidade e comodidade.

Marcação e Informações

Para mais informações sobre colheitas de análises em Escariz ou marcações, entre em contacto através do 256 926 197 / 914 956 114 ou através do email clinica.metafisica.escariz@gmail.com.

 

 

A Policlínica São Tiago de Lobão promove Avaliações Orais Gratuitas

A saúde oral continua a ser um pilar essencial do bem-estar geral e, é com esse compromisso que a Policlínica São Tiago de Lobão lança a campanha “Avaliação Oral em Lobão”, oferecendo consultas de avaliação gratuitas à população.

Sob o lema “O Seu Sorriso é a Nossa Prioridade”, esta iniciativa pretende sensibilizar a comunidade para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de problemas dentários, muitas vezes silenciosos, mas com impacto significativo na qualidade de vida.

As avaliações serão realizadas pela Drª. Carla Cardoso (Cédula Profissional  nº3972) e pela Drª. Mariana Pinho (Cédula Profissional nº15513), médicas dentistas experientes, que estarão disponíveis para orientar os pacientes e esclarecer dúvidas sobre saúde oral, higiene e possíveis tratamentos.

A participação é totalmente gratuita, sendo apenas necessária marcação prévia através do contacto telefónico 256 918 707.

Esta campanha surge como uma excelente oportunidade para quem pretende avaliar o estado da sua saúde oral sem custos, reforçando hábitos preventivos e promovendo sorrisos mais saudáveis e confiantes.

 

Agende já a sua avaliação e sorria com confiança – 256 918 707