Testes Rápidos Covid-19 para Eventos

  • Possibilidade de realização dos testes nos postos da rede CMP
  • Preços especiais para EVENTOS
  • Testes TRAG urgentes sem marcação no Drive Thru Santa Maria da Feira
  • Testes PCR urgentes em 5 horas no Drive Thru Santa Maria da Feira
  • Testes PCR na saliva aconselhado para crianças, pessoas com desvios do septo nasal, entubados ou indivíduos que necessitam de ser testados

No seguimento da atualização da Norma DGS nº019/2020 devem ser realizados os testes rápidos COVID-19 nas seguintes situações:

  • Nos eventos de natureza familiar, com reunião de pessoas fora do agregado familiar, aos profissionais e participantes, sempre que o número de participantes for superior a 10;
  • Nos eventos de natureza cultural ou desportiva, aos profissionais e participantes/espectadores, sempre que o número de participantes/espectadores seja superior a 1000, em ambiente aberto, ou superior a 500, em ambiente fechado.

O CMP disponibiliza os seguintes serviços:

  • Testes realizados por Técnicos de saúde especializados, com competência técnica e científica para a recolha da amostra, realização do teste e interpretação dos resultados;
  • Utilização de EPI’s adequados ao risco biológico;
  • Resultados entregues em 20 minutos;
  • Os resultados são registados na plataforma do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), cumprindo a obrigatoriedade imposta pela DGS;
  • Emissão de boletim analítico validado biopatologicamente;
  • Disponível a APP do Laboratório para a marcação dos testes, receção do resultado e histórico de todos os testes efetuados.

Laboratório CMP tem parceria com o governo dos açores para testes à covid-19 antes das viagens

O Laboratório CMP possui uma convenção com o Governo dos Açores para a realização dos testes de despiste ao vírus SARS-CoV-2 pela metodologia RT-PCR, para quem pretenda viajar entre Portugal Continental e a Região Autónoma dos Açores.

O custo do teste PCR é suportado pelo Governo Regional dos Açores, não tendo o cliente nenhum custo associado à realização do mesmo.

Para fazer o despiste à Covid-19 antes da deslocação à Região Autónoma dos Açores deve:

  • Contactar o nosso Call Center através do nº 256 830 700 , ou pelo email marcacoes@centromedicodapraca.pt e marcar a realização do teste.
  • A colheita tem de ser feita nas 72 horas antes da partida do voo do aeroporto de origem.
  • Em viagens marcadas através de agências de viagens, podem ser as mesmas a realizar as marcações.

Documentos obrigatórios para este procedimento:

  • Comprovativo da reserva.
  • Comprovativo do pagamento da deslocação para a Região Autónoma dos Açores, ou passagem aérea já emitida.
  • Documento de identificação pessoal (bilhete de identidade, cartão do cidadão ou passaporte).

O teste não é obrigatório para passageiros com idade igual ou inferior a 12 anos. É obrigatório o envio da autorização para a realização de teste PCR.

Os resultados são enviados diretamente ao passageiro e à Direção Regional da Saúde.

Sendo o Resultado positivo para o SARS-CoV-2, inicie de imediato o isolamento, não se dirija ao aeroporto e cumpra as medidas recomendadas pelas autoridades de saúde.

Sendo o resultado negativo, prossiga a sua viagem. Tenha sempre consigo o comprovativo da realização do teste, pois é obrigatória a sua apresentação à chegada à Região Autónoma dos Açores, em papel ou formato digital.

Mais informações e documentação necessária em: https://covid19.azores.gov.pt/

Teste à COVID-19 na saliva já disponível

O Laboratório de Análises Clínicas Centro Médico da Praça já tem disponível a análise para a COVID-19, por método de RT-PCR, realizada a partir da saliva. Este novo método tem inúmeros benefícios para os utentes, mantendo toda a sensibilidade característica do método RT-PCR, considerado como a referência para o diagnóstico da COVID-19.

Colheita por saliva – método não invasivo

A possibilidade de utilizar a saliva para a pesquisa do vírus SARS-CoV-2 foi recentemente aprovada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e oferece o mesmo rigor de diagnóstico que a tradicional zaragatoa nasofaríngea e orofaríngea, com a vantagem acrescida do conforto e facilidade de colheita.

A quem se destina?

A análise a partir da saliva está indicada para toda a comunidade, podendo ser utilizada em:
– Crianças;
– Pessoas com traumatismos e desvios no septo nasal;
– Doentes crónicos sujeitos a testagem regular;
– Grupos profissionais que sejam submetidos frequentemente a testes à COVID-19.

Por se basear numa amostra fácil de recolher, o teste de saliva pode aumenta a capacidade de testagem da população e promove a realização de testes rigorosos em locais como escolas, empresas, instituições de saúde, aeroportos e lares.

A mesma eficácia com muito mais conforto

O avanço do conhecimento científico sobre a COVID-19 e os inúmeros estudos realizados à escala mundial, demonstraram que a utilização da saliva para a análise de RT-PCR é um bom método alternativo à zaragatoa tradicionalmente utilizada.

A amostra colhida na língua e na cavidade oral, demonstrou conter RNA do vírus SARS CoV-2 em qualidade suficiente para a deteção viral por RT-PCR e com elevadas taxas de sensibilidade.

Para o utente, a recolha de saliva é muito mais confortável, facilitando a testagem e aumentando a capacidade de controlo da pandemia.


Marque a sua Análise PCR COVID-19 na saliva

O Laboratório de Análises Clínicas Centro Médico da Praça disponibiliza a análise de PCR COVID-19 na saliva, em todos os seus locais de testagem COVID-19, assim como ao domicílio.

Faça já a sua Marcação Online ou pelo Telf. 256 830 700 

Burnout – Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho

Dentro dos riscos psicossociais, entendidos como riscos para a saúde física, mental e social, originados pelas condições de trabalho, fatores organizacionais e relacionais que podem interagir com o funcionamento mental e o bem-estar psicossocial dos trabalhadores, encontramos o conhecido como síndrome de burnout.

Em 1974, Freudenberger relacionou situações de ansiedade e depressão nos trabalhadores com um estado que denominou de burn-out (queimar até o fim), acarretando desilusão, absentismo laboral, condutas de evitamento e abandono. Curiosamente chamou inicialmente este quadro como “doença dos chefes”.

Podemos definir este quadro como uma resposta inadequada a um stresse emocional crónico. Os fatores favorecedores para o despoletar são a sobrecarga laboral (trabalho burocrático ou marginal), pressão no trabalho (exigência de rendimentos através dos resultados), baixa implicação laboral (escassa autonomia, pouca participação na organização, gestão e planificação), falta de apoio das chefias, características do próprio local de trabalho e da personalidade do trabalhador.

A sobrecarga e pressão laboral atinge a grande maioria dos trabalhadores em numerosas tarefas e postos de trabalho, pela competitividade, necessidade de baixar custos, organização laboral rígida e exigente que caracteriza muitas organizações.

Estes quadros caracterizam-se por exaustão emocional, despersonalização (atitudes e sentimentos de frieza e distanciamento) e diminuição da realização profissional, que pode aparecer nas pessoas que trabalham com o público em geral. Particularmente atingidos são, entre outros, o pessoal sanitário, os professores, os empregados em trabalhos burocráticos e de administração, os empregados de call-center. No atual contexto de pandemia o teletrabalho poderá constituir uma situação de risco.

Um recente estudo (em 2017) da Ordem dos Médicos, revelou que 66% dos médicos da amostra analisada mostram um nível elevado de exaustão emocional, que 39% apresentam um nível elevado de despersonalização dos doentes e que 30% revelam um índice elevado de diminuição da realização profissional.

Os sintomas podem variar desde uma atitude de indiferença, de mero cumprimento das obrigações, sem empenho emocional e afetivo, até quadros psiquiátricos complexos, com repercussão não só laboral como a nível social e familiar, com as consequências, por vezes graves, que dai advêm.

Será que a prevenção terciária (tratamento e reabilitação) é a única coisa a fazer? No fundo, este nível de intervenção sobre os riscos psicossociais pressupõe o fracasso da Medicina do Trabalho.

A melhor forma e a mais eficaz de prevenir este e outros quadros provocados pelo stresse laboral, seria a prevenção primária, que implica um nível de intervenção tendo como objetivo mudanças sociais, nas organizações e no “desenho” do trabalho.

Entretanto, a prevenção secundária, visando a deteção precoce, pelo médico do trabalho (nos exames periódicos ou ocasionais), das alterações associadas a estes quadros e a pronta intervenção tanto a nível do trabalhador como da organização, continua a ser a forma mais prática de prevenir a instauração de quadros clínicos por vezes de difícil tratamento.

Artigo por: Máximo Fernández Colón
Especialista em Medicina do Trabalho
Especialista em Psiquiatria com a subespecialidade de Psiquiatria Forense

Patologia dos Seios Perinasais (Sinusite)

A sinusite é a inflamação da mucosa de um ou mais seios perinasais, que provoca sintomatologia como dor de cabeça, pressão facial, obstrução nasal (nariz entupido), e redução ou ausência de cheiro, entre outros.

Os seios perinasais são cavidades aéreas localizadas no esqueleto facial ao lado das fossas nasais e revestidos por uma mucosa idêntica à do restante aparelho respiratório. Os seios perinasais organizam-se em seios frontais, maxilares, etmoidais e esfenoidais. As fossas nasais têm a função de filtrar, humedecer e aquecer o ar que é inspirado para os pulmões, favorecendo assim as trocas gasosas. Quando essas funções estão comprometidas por um processo de rinite ou sinusite, isto impacta consideravelmente a qualidade de vida dos pacientes.

Em termos de duração, as sinusites podem ser divididas em aguda ou crónica.

O termo sinusite aguda é aplicado quando os sintomas têm uma duração inferior a 4 semanas.
O conceito de sinusite aguda recorrente é referido sempre que ocorram 4 ou mais episódios por ano, com 7 a 10 dias de duração.

O sinusite crónica aplica-se quando a perturbação inflamatória ou infeciosa dos seios perinasais dura mais do que 12 semanas, ou seja, quando é persistente no tempo.
Na sinusite crónica, ao contrário da sinusite/rinosinusite aguda, o processo inflamatório pode estar apenas confinado aos seios perinasais sem envolvimento da mucosa nasal.

Na fase mais intensa, os sintomas de sinusite são os seguintes:

  • Dor ou pressão facial, agravada com a inclinação da cabeça, com localização variável, consoante o seio ou seios mais afetados (sintoma major);
  • Obstrução nasal com corrimento nasal purulento anterior ou posterior (sintoma major);
  • Hiposmia ou anosmia, ou seja, a redução ou ausência de cheiro (sintoma major);
  • Febre (sintoma major);
  • Cefaleias (dor de cabeça), halitose (mau hálito), odontalgia, otalgia / sensação de plenitude auricular, tosse, fadiga ou cansaço (sintoma minor).

As causas da sinusite podem ser de origem vírica (mais frequentes), bacteriana ou fúngica, sendo que esta última etiologia é a mais rara.

Na criança, a sinusite também é frequente e inicia-se geralmente por um processo de infeção viral das vias aéreas superiores que posteriormente evolui para uma infeção bacteriana. Em idade pediátrica, as adenóides contribuem para o aparecimento de rinosinusites agudas ao funcionarem com um reservatório bacteriano.

O diagnóstico de sinusite/rinosinusite deve ser efetuado pelo médico otorrinolaringologista (ORL), levando em consideração os seguintes aspetos:

  • História clínica (sintomas e evolução temporal);
  • Exame objetivo: Rinoscopia anterior (mucosa nasal hipermiada e edemaciada com exsudado purulento proveniente do meato médio ou superior ), palpação dolorosa dos seios perinasais e rinorreia posterior na orofaringe;
  • Exames de imagem (raio x ou radiografia simples dos seios perinasais ou preferencialmente tomografia computadorizada (TAC) dos seios perinasais).

Nos primeiros 3 a 5 dias da doença, a causa mais frequente é a origem vírica, pelo que o tratamento recomendado consiste em:

  • Anti-inflamatórios não esteróides ou analgésicos simples, tais como o paracetamol ou ibuprofeno;
  • Tratamentos por irrigações nasais com soluções salinas, (aerossóis) para humidificação das vias respiratórias;
  • Vasoconstritores nasais de venda livre em farmácia.

Ao fim de 5 dias de persistência dos sintomas ou em casos iniciais severos, situação em que estará em causa uma provável sinusite bacteriana, o tratamento, após avaliação médica, deve iniciar-se de imediato, tendo como objetivo de erradicar a bactéria, diminuir a duração dos sintomas, prevenir complicações e impedir a evolução para um processo crónico. Na maior parte desses casos, o recurso a antibiótico é inevitável.

Em casos crónicos, ou quando a sinusite é muito recidivante, pode colocar-se a opção de cirurgia para resolver os aspetos anatómicos que podem estar a agravar o quadro clínico.

O Sofrimento do Jovem Adulto

O crescimento humano ocorre ao longo de várias etapas: bebé, infância, pré-escolar, escolar, adolescente, jovem adulto, meia idade e finalmente sénior num processo complexo com ganhos e perdas e que depende não só de fatores biológicos mas também de fatores ambientais e contextuais.

Como fatores ambientais não podemos esquecer que somos um produto cultural e sentimos o peso das expectativas sociais para desempenhar determinados papéis que a sociedade determina para as diferentes etapas do caminho, temos ainda de juntar a esta equação os fatores ligados aos momentos históricos que atravessamos: crises económicas, recessões, epidemias, guerras e fluxos migratórios… que afetam diretamente a sociedade e os movimentos políticos, sociais e económicos que em muito determinam a nossa vida e as nossas possíveis escolhas. Sem esquecer ainda dos “acontecimentos significativos de vida” como um fim de uma relação a morte de uma pessoa próxima, a perda de emprego, uma doença…. com impacto na forma como vamos moldando a nossa personalidade.

Ao longo do nosso ciclo de vida somos assim confrontados com várias crises muitas delas constituem marcos responsáveis pela forma como transitamos de uma fase para a seguinte. Desta forma, conseguimos classificar e compartimentar o que vai acontecendo como se as coisas se passassem com data e hora marcadas e com a ilusão de que em cada fase dispomos das ferramentas internas necessárias para lidar com sucesso perante os esperados desafios. Mas não é simples e muitas vezes nada fácil. Por exemplo, dizemos que a entrada no mundo adulto ocorre entre os 22 e os 28 anos mas mesmo num leque de 6 anos, há quem inicie mais cedo e há quem o faça mais tarde.

Um adolescente, em teoria, torna-se jovem adulto quando evidencia competências para experimentar a intimidade, em termos de afiliação e amor. O objetivo será ter uma relação a longo prazo e constituir família, o que implica uma carreira profissional, um assumir de responsabilidades e autonomia financeira. Este é o grande desafio dos jovens adultos. Se os desafios são uma alavanca para o crescimento com potenciais ganhos como um aumento da responsabilidade, maior reconhecimento, maior autonomia, podem constituir também uma importante fonte de ameaça. Corre-se, no entanto, o risco de não se conseguir lidar com o desafio e tender para o isolamento. A falta de emprego, um diminuto suporte familiar, as amizades que se diluem no tempo fragilizam a auto-estima. Aqui não se ganha, são as perdas que predominam. Os amigos que conseguiram ultrapassar o desafio da afiliação, têm agora outras responsabilidades, outros focos de interesse, parece que deixamos de caber na história deles. Aliás todos mostram as suas fantásticas histórias nas redes sociais como o Instagram. Os danos serão tudo aquilo que já “sabemos” que vai acabar por acontecer não tarda nada, a desesperança ou a desilusão de um futuro que se idealizou pautado por sentido de enraizamento ou uma vida com significado. Instalam-se emoções como o medo, a ansiedade, a impotência, a injustiça ou a revolta.

Não é de estranhar que muitos jovens adultos tragam para a consulta de psicologia problemas que no fundo estão relacionados com o sentido da vida.

Numa altura em que somos dominados pela tecnologia, que tudo acontece a grande velocidade e a felicidade se confunde com consumismo pode não ser nada fácil sentir que não se faz parte deste mundo, que estamos deslocados porque não estamos integrados nestas movimentações: sem emprego, ou sem um ordenado que permita a autonomia, sem uma rede de suporte social verdadeiramente ativa e próxima, podemos questionar o que somos e o quanto valemos caindo na angústia existencial de qual o sentido da vida.

Tendemos a acreditar que a nossa vida tem sentido quando percebemos continuidade nas nossas ações, quando nos orientamos por objetivos significativos de forma focada e motivada e quando sentimos que a nossa existência é importante para os outros. O sentido da vida depende, pois, de dois fatores: relações significativas e uma ocupação que nos realize, que pode ser uma carreira profissional, um hobbie ou algo de criativo que nos ocupe.

Durante as crises (perda de emprego, perda de relações, a própria noção de mortalidade…) é que nos vemos confrontados com a necessidade de reavaliar qual é o nosso propósito. Perante este cenário podemos reavaliar um acontecimento de forma a que ele encaixe o melhor possível nas nossas crenças e objetivos originais ou podemos rever as nossas crenças e objetivos para acomodar a nova informação – processo que pode levar muito tempo e nem sempre bem sucedido.

Estes períodos de agitação podem despoletar crises existências que podem dar azo a importantes oportunidades de crescimento. Estas são oportunidades de nos libertarmos do que nos faz mal – padrões de comportamento ou hábitos tóxicos – e explorar quem realmente somos e o que realmente importa para nós.

O consequente sofrimento mental é um sinal de adaptação do cérebro e portanto universal. É suposto ter uma duração curta no tempo, não ser grave e que não compromete significativamente o funcionamento da pessoa que responde bem ao suporte habitual e atividades de vida positivas. Para tal, é fundamental não colocar o sentido da vida nos prémios e progressões de carreira, ter o protótipo de família feliz e uma casa ideal ou um carro específico ou o topo de gama dos telemóveis. O sentido da vida está em todo lado, nas mais simples ações, como sair com amigos ou com a família, levar o cão a passear, ajudar as pessoas que nos rodeiam… Apreciar e estar grato pelas coisas mais banais pode promover o sentimento de pertença e de sentido de vida. Aceitar que é normal ter saudades dos tempos de juventude, dos amigos que seguiram outros rumos e é normal perceber com “amargo de boca” que o mundo não é o que nós pensávamos que era, que as desilusões fazem parte da vida, que não se vai fazer tudo quanto se imaginou e que os planos anteriormente delineados podem sofrer uma reviravolta.

Aceitar que a vida é dinâmica, tudo muda e o próprio desenvolvimento humano gere-se em função de processos de mudança pode trazer a serenidade de que toda a tormenta passa e que o sol nasce de novo.

Artigo por: Cláudia Gandra

Exercício na Gravidez

São bem conhecidos os efeitos benéficos da prática de exercício físico na saúde em geral, embora a mesma informação não esteja tão explícita e disponível no que respeita a um processo de importância tão notável quanto a gravidez.

A gravidez é acompanhada por modificações anatómicas e funcionais com grandes repercussões na biologia da mulher. A adaptação do corpo à gravidez proporciona as condições necessárias para o desenvolvimento e crescimento fetal e para a preparação dos processos necessários no momento do parto e amamentação.

A prática de exercício físico tem um papel essencial nesta fase da vida da mulher, apresentando benefícios para a mãe durante a gravidez, parto e pós-parto, para o feto e depois para o bebé. Os benefícios para a mãe são a prevenção de dor lombar, melhoria das capacidades metabólicas e cardiopulmonares, diminuição do risco de diabetes gestacional, diminuição da fadiga nas atividades da vida diária, controlo do peso, diminuição da ansiedade e depressão, melhoria da imagem corporal, ajuda no processo de parto e uma melhor recuperação pós-parto.

Relativamente ao feto são um maior desenvolvimento psicomotor e maturação do sistema nervoso, diminuição da frequência cardíaca fetal em repouso, melhoria da viabilidade da placenta, aumento dos níveis de líquido amniótico e aumento da idade gestacional. Os bebés tendem a nascer com um peso normal e apresentam uma melhor resposta a estímulos ambientais e luminosos, índices de Apgar superiores, maior desenvolvimento neurológico, melhor orientação e capacidade para se acalmar.

Face à evidência científica que comprova os benefícios da prática de exercício físico durante a gravidez, há cada vez mais mulheres que pretendem manter-se ativas. Desta forma, é necessário definir algumas questões quanto ao tipo, duração e frequência do exercício mais conveniente durante a gravidez.

São aconselhados exercícios de força e resistência e treino aeróbio de baixo impacto que envolvam grandes grupos musculares, tais como o caminhar, nadar, atividades na água, bicicleta estática, pilates clínico, treino com pesos moderados e treino específico para grávidas. O exercício deve ser praticado com uma frequência de 3-4 vezes por semana, com duração de 45 minutos, com uma intensidade abaixo dos 90% da frequência cardíaca máxima.

Existe outro grupo muscular que merece especial atenção durante esta fase: os músculos do pavimento pélvico. Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez e ao crescimento em volume e peso do abdómen, a função de suporte exigida ao pavimento pélvico vai sendo cada vez maior. Assim, também pode ser necessário exercita-lo de forma adequada para manter estes músculos funcionais face à sobrecarga a que estão expostos ao longo da gravidez e evitar complicações como a incontinência urinária e prolapsos. Além disso, uma maior consciência da função dos músculos do pavimento pélvico poderá permitir que a mulher consiga ter um melhor controlo sobre o momento do parto.

Para todas as mulheres que querem praticar exercício durante a gravidez, nada como consultarem um fisioterapeuta com formação na área que desenvolva um programa de exercício personalizado e adaptado a cada mulher de forma a viverem esta fase em pleno e evitarem problemas futuros.

No entanto, qualquer que seja a condição física de uma mulher grávida, existem contraindicações que invalidam que a grávida pratique exercício devido ao risco para a saúde fetal e/ou materna, sendo necessário a permissão e acompanhamento médico para a inclusão em qualquer programa de exercício.

A Depressão em tempos de Covid-19

Perante a certeza de tanta incerteza, é natural que sejamos assolados por um cocktail de sentimentos: ansiedade, medo, preocupação, angustia, insatisfação, tristeza… e claro também alegria, satisfação, orgulho, realização (mas com estas últimas a preocupação é menor).

Se pensarmos num gelado com um cocktail de sabores, à medida que o saboreamos por vezes sentimos mais tristeza, outras vezes mais alegria, um toque de preocupação, acentua-se o medo, outras mais a tristeza, pleno relaxamento, e há mesmo momentos em que sentimentos um misto de sabores (emoções).

Devemos preocupar-nos quando, independente do número de sabores que o nosso gelado possa, o sabor que sentimos é maioritariamente o mesmo e o nosso comportamento associado vai tendo consequências na qualidade do nosso dia-a-dia.

Como lidar com a depressão em tempos de COVID-19?

É importante perceber que sentir tristeza reativa a acontecimentos de vida negativos consta de um processo desenvolvimental saudável, faz parte da vida de todos nós.

Por um lado, não nos podemos esquecer que estar triste é natural e normal, fomos dotados desta capacidade como forma de processar as experiências de vida que nos são dolorosas. Por outro, não podemos deixar que esta situação se instale indefinidamente, com muito sofrimento, e considerarmos que se trata apenas de tristeza que persiste em ficar.

Muito mais do que um sentimento de tristeza, a depressão é um problema de saúde que afeta simultaneamente o corpo e a mente, desde a forma como dormimos, nos alimentamos e até como encaramos o mundo que nos rodeia. As pessoas que sofrem de depressão podem sentir dificuldade em realizar algumas das tarefas mais simples do dia a dia, como sair da cama de manhã ou até vestir-se. A maioria das pessoas já sentiu algumas destas queixas sobretudo depois de terem passado por situações ou acontecimentos que as marcaram negativamente. No entanto, é fundamental estar atento a estes aspetos uma vez que a grande diferença será quanto à sua intensidade e duração/permanência e, uma vez que começam de forma gradual e crescente podem vir a fazer progressivamente parte de uma nova forma de funcionar tornando-se numa constante na sua vida.

Em qualquer situação de maior tensão ou stress há 3 aspetos que é importante dar particular atenção porque vão permitir restabelecer a rotina a nível biológico e psicológico:

  • O Sono: estabelecer uma hora certa para deitar e levantar, não ligar a televisão no quarto;
  • A Alimentação: estabelecer horas certas para as refeições principais, comer vegetais/fruta, evitar bebidas alcoólicas;
  • O Exercício Físico: fazer pelo menos 30 minutos de exercício físico ao ar livre.

Na situação atual de pandemia é também importante ter em consideração a relevância de:

  • Tentar seguir uma rotina tão normal quanto possível;
  • Limitar o tempo passado a ver as notícias e redes sociais;
  • Focarmo-nos no que podemos controlar
  • Manter as relações sociais com aqueles que nos são mais próximos (se possível presencialmente, à janela/varanda, fora de casa mas à distância, por videoconferência, por telefone, por mensagens).

A depressão é um problema de saúde mental sério que pode ser exacerbado pela pandemia de COVID-19. Será importante procurar ajuda profissional se experienciar alguns dos seguintes sinais, especialmente por um prolongado período:

  • Perda de interesse em coisas que anteriormente traziam prazer à pessoa;
  • Falta de energia significativa;
  • Irritabilidade e pessimismo;
  • Sentimento constante de tristeza e de vazio;
  • Dormir muito mais ou muito menos que o normal
  • Comer muito mais ou muito menos que o normal;
  • Agitação;
  • Pensamentos sobre a morte;
  • Dificuldades de concentração.

A depressão tem sido uma das perturbações psicológicas mais discutida e avaliava dada a sua grande expressão na comunidade (1 em cada 4 pessoas) e às suas consequências para o indivíduo, família e comunidade. Não descure a sua saúde mental.

Artigo por: Drª Marisa Fonseca (Psicóloga)

 

(fonte: https://www.adeb.pt/files/upload/guias/a-depressao-e-uma-doenca-que-se-trata.pdf)

Análises Clínicas, para quê?

Os exames complementares de diagnóstico, onde as análises clínicas se encaixam, têm como objetivo (como o próprio nome indica) complementar o exame realizado pelo clínico para obter um diagnóstico rigoroso.

Quanto mais rigoroso for o diagnóstico, mais ajustada será a terapêutica a implementar.

Apresentamos aqui alguns exemplos de análises e o interesse da sua determinação:

Hemograma
É uma das técnicas laboratoriais que mais informações proporcionam, permite avaliar as 3 séries hematopoiéticas. A sua correta interpretação permite diagnosticar anemias (série rubra), infeções ou leucemias (série branca) e alterações da coagulação (plaquetas).

Plaquetas
São elementos produzidos na medula óssea cujo papel fundamental é a sua participação na hemóstase. Esta tem a finalidade de manter a fluidez do sangue (evitar tromboses) e impedir a saída de sangue dos vasos (evitar hemorragias).

Velocidade de Sedimentação
Varia com a concentração plasmática das proteínas implicadas na inflamação.

Glucose
Diagnóstico de distúrbios do metabolismo dos carbo-hidratos, nomeadamente da diabetes.
As consequências da diabetes não controlada podem ser devastadoras com complicações cardiovasculares, renais, oculares e até do SNC e periférico.

Colesterol e Triglicerídeos
Têm múltiplas funções biológicas (armazenamento de energia; formação de membranas; regulação imune vascular e nervosa; percursores de hormonas esteróides; transporte de vitaminas lipossolúveis- A, D, E e K).
Do ponto de vista clínico, o interesse destes reside na sua associação com alterações vasculares – aterosclerose.

Creatinina
Catabolito da creatina muscular é eliminada exclusivamente pelo rim por filtração.
O seu doseamento é o melhor critério de avaliação da filtração glomerular.

Ureia
É o principal produto final do metabolismo das proteínas. É predominantemente controlada pelos rins através da reabsorção e filtração.
Principal indicador de insuficiência renal.

Transaminases e GGT
Indicadores da lesão e função hepática.
A lesão ou aumento da permeabilidade do hepatócito ou a necrose celular levam à libertação das enzimas, aumentando a sua concentração a nível plasmático. Diagnostica doenças hepatobiliares (hepatites víricas ou medicamentosas, cirrose, obstrução aguda das vias biliares, etc.)

Urina
O exame sumário da urina fornece uma ampla variedade de informações úteis no que concerne a doenças envolvendo os rins e o trato urinário inferior.

Exame Bacteriológico
Permite identificar a bactéria responsável pela infeção e a sua resposta a diferentes antibióticos (se é sensível ou resistente).

Escrito por: Teresa Costa

Testes Serológicos Anticorpos IgM e IgG

Testes Serológicos Anticorpos Covid-19 Clínicas CMP

O que são os testes serológicos e para que servem?

Testes serológicos em colheita de Sangue. Permitem detetar a presença de anticorpos específicos para SARS-CoV-2 no organismo. A presença destes anticorpos revela se a pessoa teve contacto com o coronavírus, permitindo identificar se houve infeção em assintomáticos ou com sintomas leves ou com testes negativos anteriores, e acompanhar a seroconversão do paciente infetado.

Quem deve fazer?

Segundo orientações gerais, da Direção-Geral de Saúde (DGS), os testes de anticorpos deverão ser realizados em:
– Pessoas que apresentaram sintomas de SARS-CoV-2, mas que não tenham sido submetidos ao teste de pesquisa de SARS-CoV-2 na nasofaringe;
– Pessoas com alta suspeita clínica para Covid-19, mas com resultado negativo neste teste;
– Pessoas assintomáticas que possam, ou não, ter tido contacto com doentes Covid-19 confirmados.

Quem pode fazer o teste serológico?

– Todas as pessoas que contactaram com doentes COVID-19 confirmados;
– Pessoas que tiveram sintomas respiratórios anteriores à entrada em Portugal do 1º Caso registado de COVID-19.

Determinação Simultânea de Anticorpos das Classes IgG E IgM permite:

Segundo estudos realizados as IGM aparecem no organismo 5 dias após a infeção. A avaliação síncrona das 2 classes de anticorpos permite:
– Detetar se as pessoas assintomáticas estiveram, ou não, em contacto com doentes COVID-19;
– Avaliar a presença de anticorpos de pessoas que tiveram contacto com doentes COVID-19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias;
– Avaliar a resposta imunológica do indivíduo após uma infeção aguda por SARS-CoV-2.

Texto pela: Drª Teresa Costa