O Sofrimento do Jovem Adulto

O crescimento humano ocorre ao longo de várias etapas: bebé, infância, pré-escolar, escolar, adolescente, jovem adulto, meia idade e finalmente sénior num processo complexo com ganhos e perdas e que depende não só de fatores biológicos mas também de fatores ambientais e contextuais. Como fatores ambientais não podemos esquecer que somos um produto cultural e sentimos o peso das expectativas sociais para desempenhar determinados papéis que a sociedade determina para as diferentes etapas do caminho, temos ainda de juntar a esta equação os fatores ligados aos momentos históricos que atravessamos: crises económicas, recessões, epidemias, guerras e fluxos migratórios… que afetam diretamente a sociedade e os movimentos políticos, sociais e económicos que em muito determinam a nossa vida e as nossas possíveis escolhas. Sem esquecer ainda dos “acontecimentos significativos de vida” como um fim de uma relação a morte de uma pessoa próxima, a perda de emprego, uma doença…. com impacto na forma como vamos moldando a nossa personalidade.

Ao longo do nosso ciclo de vida somos assim confrontados com várias crises muitas delas constituem marcos responsáveis pela forma como transitamos de uma fase para a seguinte. Desta forma, conseguimos classificar e compartimentar o que vai acontecendo como se as coisas se passassem com data e hora marcadas e com a ilusão de que em cada fase dispomos das ferramentas internas necessárias para lidar com sucesso perante os esperados desafios. Mas não é simples e muitas vezes nada fácil. Por exemplo, dizemos que a entrada no mundo adulto ocorre entre os 22 e os 28 anos mas mesmo num leque de 6 anos, há quem inicie mais cedo e há quem o faça mais tarde.

Um adolescente, em teoria, torna-se jovem adulto quando evidencia competências para experimentar a intimidade, em termos de afiliação e amor. O objetivo será ter uma relação a longo prazo e constituir família, o que implica uma carreira profissional, um assumir de responsabilidades e autonomia financeira. Este é o grande desafio dos jovens adultos. Se os desafios são uma alavanca para o crescimento com potenciais ganhos como um aumento da responsabilidade, maior reconhecimento, maior autonomia, podem constituir também uma importante fonte de ameaça. Corre-se, no entanto, o risco de não se conseguir lidar com o desafio e tender para o isolamento. A falta de emprego, um diminuto suporte familiar, as amizades que se diluem no tempo fragilizam a auto-estima. Aqui não se ganha, são as perdas que predominam. Os amigos que conseguiram ultrapassar o desafio da afiliação, têm agora outras responsabilidades, outros focos de interesse, parece que deixamos de caber na história deles. Aliás todos mostram as suas fantásticas histórias nas redes sociais como o Instagram. Os danos serão tudo aquilo que já “sabemos” que vai acabar por acontecer não tarda nada, a desesperança ou a desilusão de um futuro que se idealizou pautado por sentido de enraizamento ou uma vida com significado. Instalam-se emoções como o medo, a ansiedade, a impotência, a injustiça ou a revolta.

Não é de estranhar que muitos jovens adultos tragam para a consulta de psicologia problemas que no fundo estão relacionados com o sentido da vida.

Numa altura em que somos dominados pela tecnologia, que tudo acontece a grande velocidade e a felicidade se confunde com consumismo pode não ser nada fácil sentir que não se faz parte deste mundo, que estamos deslocados porque não estamos integrados nestas movimentações: sem emprego, ou sem um ordenado que permita a autonomia, sem uma rede de suporte social verdadeiramente ativa e próxima, podemos questionar o que somos e o quanto valemos caindo na angústia existencial de qual o sentido da vida.

Tendemos a acreditar que a nossa vida tem sentido quando percebemos continuidade nas nossas ações, quando nos orientamos por objetivos significativos de forma focada e motivada e quando sentimos que a nossa existência é importante para os outros. O sentido da vida depende, pois, de dois fatores: relações significativas e uma ocupação que nos realize, que pode ser uma carreira profissional, um hobbie ou algo de criativo que nos ocupe.

Durante as crises (perda de emprego, perda de relações, a própria noção de mortalidade…) é que nos vemos confrontados com a necessidade de reavaliar qual é o nosso propósito. Perante este cenário podemos reavaliar um acontecimento de forma a que ele encaixe o melhor possível nas nossas crenças e objetivos originais ou podemos rever as nossas crenças e objetivos para acomodar a nova informação – processo que pode levar muito tempo e nem sempre bem sucedido.

Estes períodos de agitação podem despoletar crises existências que podem dar azo a importantes oportunidades de crescimento. Estas são oportunidades de nos libertarmos do que nos faz mal – padrões de comportamento ou hábitos tóxicos – e explorar quem realmente somos e o que realmente importa para nós.

O consequente sofrimento mental é um sinal de adaptação do cérebro e portanto universal. É suposto ter uma duração curta no tempo, não ser grave e que não compromete significativamente o funcionamento da pessoa que responde bem ao suporte habitual e atividades de vida positivas. Para tal, é fundamental não colocar o sentido da vida nos prémios e progressões de carreira, ter o protótipo de família feliz e uma casa ideal ou um carro específico ou o topo de gama dos telemóveis. O sentido da vida está em todo lado, nas mais simples ações, como sair com amigos ou com a família, levar o cão a passear, ajudar as pessoas que nos rodeiam… Apreciar e estar grato pelas coisas mais banais pode promover o sentimento de pertença e de sentido de vida. Aceitar que é normal ter saudades dos tempos de juventude, dos amigos que seguiram outros rumos e é normal perceber com “amargo de boca” que o mundo não é o que nós pensávamos que era, que as desilusões fazem parte da vida, que não se vai fazer tudo quanto se imaginou e que os planos anteriormente delineados podem sofrer uma reviravolta.

Aceitar que a vida é dinâmica, tudo muda e o próprio desenvolvimento humano gere-se em função de processos de mudança pode trazer a serenidade de que toda a tormenta passa e que o sol nasce de novo.

Artigo por: Cláudia Gandra

Exercício na Gravidez

São bem conhecidos os efeitos benéficos da prática de exercício físico na saúde em geral, embora a mesma informação não esteja tão explícita e disponível no que respeita a um processo de importância tão notável quanto a gravidez.

A gravidez é acompanhada por modificações anatómicas e funcionais com grandes repercussões na biologia da mulher. A adaptação do corpo à gravidez proporciona as condições necessárias para o desenvolvimento e crescimento fetal e para a preparação dos processos necessários no momento do parto e amamentação.

A prática de exercício físico tem um papel essencial nesta fase da vida da mulher, apresentando benefícios para a mãe durante a gravidez, parto e pós-parto, para o feto e depois para o bebé. Os benefícios para a mãe são a prevenção de dor lombar, melhoria das capacidades metabólicas e cardiopulmonares, diminuição do risco de diabetes gestacional, diminuição da fadiga nas atividades da vida diária, controlo do peso, diminuição da ansiedade e depressão, melhoria da imagem corporal, ajuda no processo de parto e uma melhor recuperação pós-parto.

Relativamente ao feto são um maior desenvolvimento psicomotor e maturação do sistema nervoso, diminuição da frequência cardíaca fetal em repouso, melhoria da viabilidade da placenta, aumento dos níveis de líquido amniótico e aumento da idade gestacional. Os bebés tendem a nascer com um peso normal e apresentam uma melhor resposta a estímulos ambientais e luminosos, índices de Apgar superiores, maior desenvolvimento neurológico, melhor orientação e capacidade para se acalmar.

Face à evidência científica que comprova os benefícios da prática de exercício físico durante a gravidez, há cada vez mais mulheres que pretendem manter-se ativas. Desta forma, é necessário definir algumas questões quanto ao tipo, duração e frequência do exercício mais conveniente durante a gravidez.

São aconselhados exercícios de força e resistência e treino aeróbio de baixo impacto que envolvam grandes grupos musculares, tais como o caminhar, nadar, atividades na água, bicicleta estática, pilates clínico, treino com pesos moderados e treino específico para grávidas. O exercício deve ser praticado com uma frequência de 3-4 vezes por semana, com duração de 45 minutos, com uma intensidade abaixo dos 90% da frequência cardíaca máxima.

Existe outro grupo muscular que merece especial atenção durante esta fase: os músculos do pavimento pélvico. Devido às alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez e ao crescimento em volume e peso do abdómen, a função de suporte exigida ao pavimento pélvico vai sendo cada vez maior. Assim, também pode ser necessário exercita-lo de forma adequada para manter estes músculos funcionais face à sobrecarga a que estão expostos ao longo da gravidez e evitar complicações como a incontinência urinária e prolapsos. Além disso, uma maior consciência da função dos músculos do pavimento pélvico poderá permitir que a mulher consiga ter um melhor controlo sobre o momento do parto.

Para todas as mulheres que querem praticar exercício durante a gravidez, nada como consultarem um fisioterapeuta com formação na área que desenvolva um programa de exercício personalizado e adaptado a cada mulher de forma a viverem esta fase em pleno e evitarem problemas futuros.

No entanto, qualquer que seja a condição física de uma mulher grávida, existem contraindicações que invalidam que a grávida pratique exercício devido ao risco para a saúde fetal e/ou materna, sendo necessário a permissão e acompanhamento médico para a inclusão em qualquer programa de exercício.

A Depressão em tempos de Covid-19

Perante a certeza de tanta incerteza, é natural que sejamos assolados por um cocktail de sentimentos: ansiedade, medo, preocupação, angustia, insatisfação, tristeza… e claro também alegria, satisfação, orgulho, realização (mas com estas últimas a preocupação é menor).

Se pensarmos num gelado com um cocktail de sabores, à medida que o saboreamos por vezes sentimos mais tristeza, outras vezes mais alegria, um toque de preocupação, acentua-se o medo, outras mais a tristeza, pleno relaxamento, e há mesmo momentos em que sentimentos um misto de sabores (emoções).

Devemos preocupar-nos quando, independente do número de sabores que o nosso gelado possa, o sabor que sentimos é maioritariamente o mesmo e o nosso comportamento associado vai tendo consequências na qualidade do nosso dia-a-dia.

Como lidar com a depressão em tempos de COVID-19?

É importante perceber que sentir tristeza reativa a acontecimentos de vida negativos consta de um processo desenvolvimental saudável, faz parte da vida de todos nós.

Por um lado, não nos podemos esquecer que estar triste é natural e normal, fomos dotados desta capacidade como forma de processar as experiências de vida que nos são dolorosas. Por outro, não podemos deixar que esta situação se instale indefinidamente, com muito sofrimento, e considerarmos que se trata apenas de tristeza que persiste em ficar.

Muito mais do que um sentimento de tristeza, a depressão é um problema de saúde que afeta simultaneamente o corpo e a mente, desde a forma como dormimos, nos alimentamos e até como encaramos o mundo que nos rodeia. As pessoas que sofrem de depressão podem sentir dificuldade em realizar algumas das tarefas mais simples do dia a dia, como sair da cama de manhã ou até vestir-se. A maioria das pessoas já sentiu algumas destas queixas sobretudo depois de terem passado por situações ou acontecimentos que as marcaram negativamente. No entanto, é fundamental estar atento a estes aspetos uma vez que a grande diferença será quanto à sua intensidade e duração/permanência e, uma vez que começam de forma gradual e crescente podem vir a fazer progressivamente parte de uma nova forma de funcionar tornando-se numa constante na sua vida.

Em qualquer situação de maior tensão ou stress há 3 aspetos que é importante dar particular atenção porque vão permitir restabelecer a rotina a nível biológico e psicológico:

· O Sono: estabelecer uma hora certa para deitar e levantar, não ligar a televisão no quarto;

· A Alimentação: estabelecer horas certas para as refeições principais, comer vegetais/fruta, evitar bebidas alcoólicas;

· O Exercício físico: fazer pelo menos 30 minutos de exercício físico ao ar livre.

Na situação atual de pandemia é também importante ter em consideração a relevância de:

Tentar seguir uma rotina tão normal quanto possível;
Limitar o tempo passado a ver as notícias e redes sociais;
Focarmo-nos no que podemos controlar
Manter as relações sociais com aqueles que nos são mais próximos (se possível presencialmente, à janela/varanda, fora de casa mas à distância, por videoconferência, por telefone, por mensagens).

A depressão é um problema de saúde mental sério que pode ser exacerbado pela pandemia de COVID-19. Será importante procurar ajuda profissional se experienciar alguns dos seguintes sinais, especialmente por um prolongado período:

Perda de interesse em coisas que anteriormente traziam prazer à pessoa;
Falta de energia significativa;
Irritabilidade e pessimismo;
Sentimento constante de tristeza e de vazio;
Dormir muito mais ou muito menos que o normal
Comer muito mais ou muito menos que o normal;
Agitação;
Pensamentos sobre a morte;
Dificuldades de concentração.

A depressão tem sido uma das perturbações psicológicas mais discutida e avaliava dada a sua grande expressão na comunidade (1 em cada 4 pessoas) e às suas consequências para o indivíduo, família e comunidade. Não descure a sua saúde mental.

Artigo por: Drª Marisa Fonseca (Psicóloga)

Frases que são ditas por quem não consegue perceber o que é a depressão

“EU PENSAVA QUE TU ERAS MAIS FORTE”

“TU NÃO TENS PROBLEMAS NENHUNS, PORQUE ESTÁS ASSIM?”

“ISSO É TUDO DA TUA CABEÇA”

“TENS É QUE TER FORÇA DE VONTADE”

“DEIXA DE TE LAMENTARES”

“HÁ PESSOAS QUE ESTÃO MUITO PIOR DO QUE TU”

“TU TENS TUDO PARA SER FELIZ, PORQUE ANDAS ASSIM?”

“NÃO DEVIAS TOMAR TODOS ESSES MEDICAMENTOS”

“FAZ MAS É UMA VIAGEM”

“BEM, TODA A GENTE ESTÁ EM BAIXO DE VEZ EM QUANDO”

“PORQUE NÃO SORRIS À VIDA?”

“O MUNDO NÃO É ASSIM TÃO MAU”

“NÃO PENSES NISSO”

“É TUDO CULPA TUA”

 

(fonte: https://www.adeb.pt/files/upload/guias/a-depressao-e-uma-doenca-que-se-trata.pdf):

Análises Clínicas, para quê?

Os exames complementares de diagnóstico, onde as análises clínicas se encaixam, têm como objetivo (como o próprio nome indica) complementar o exame realizado pelo clínico para obter um diagnóstico rigoroso.

Quanto mais rigoroso for o diagnóstico, mais ajustada será a terapêutica a implementar.
Apresentamos aqui alguns exemplos de análises e o interesse da sua determinação:

Hemograma
É uma das técnicas laboratoriais que mais informações proporcionam, permite avaliar as 3 séries hematopoiéticas. A sua correta interpretação permite diagnosticar anemias (série rubra), infeções ou leucemias (série branca) e alterações da coagulação (plaquetas).

Plaquetas
São elementos produzidos na medula óssea cujo papel fundamental é a sua participação na hemóstase. Esta tem a finalidade de manter a fluidez do sangue (evitar tromboses) e impedir a saída de sangue dos vasos (evitar hemorragias).

Velocidade de Sedimentação
Varia com a concentração plasmática das proteínas implicadas na inflamação.

Glucose
Diagnóstico de distúrbios do metabolismo dos carbo-hidratos, nomeadamente da diabetes.
As consequências da diabetes não controlada podem ser devastadoras com complicações cardiovasculares, renais, oculares e até do SNC e periférico.

Colesterol e Triglicerídeos
Têm múltiplas funções biológicas (armazenamento de energia; formação de membranas; regulação imune vascular e nervosa; percursores de hormonas esteróides; transporte de vitaminas lipossolúveis- A, D, E e K).
Do ponto de vista clínico, o interesse destes reside na sua associação com alterações vasculares – aterosclerose.

Creatinina
Catabolito da creatina muscular é eliminada exclusivamente pelo rim por filtração.
O seu doseamento é o melhor critério de avaliação da filtração glomerular.

Ureia
É o principal produto final do metabolismo das proteínas. É predominantemente controlada pelos rins através da reabsorção e filtração.
Principal indicador de insuficiência renal.

Transaminases e GGT
Indicadores da lesão e função hepática.
A lesão ou aumento da permeabilidade do hepatócito ou a necrose celular levam à libertação das enzimas, aumentando a sua concentração a nível plasmático. Diagnostica doenças hepatobiliares (hepatites víricas ou medicamentosas, cirrose, obstrução aguda das vias biliares, etc.)

Urina
O exame sumário da urina fornece uma ampla variedade de informações úteis no que concerne a doenças envolvendo os rins e o trato urinário inferior.

Exame Bacteriológico
Permite identificar a bactéria responsável pela infeção e a sua resposta a diferentes antibióticos (se é sensível ou resistente).

Escrito por: Teresa Costa

Testes Serológicos Anticorpos IgM e IgG

Testes Serológicos Anticorpos Covid-19 Clínicas CMP

 

O que são os testes serológicos e para que servem?

Testes serológicos em colheita de Sangue. Permitem detetar a presença de anticorpos específicos para SARS-CoV-2 no organismo. A presença destes anticorpos revela se a pessoa teve contacto com o coronavírus, permitindo identificar se houve infeção em assintomáticos ou com sintomas leves ou com testes negativos anteriores, e acompanhar a seroconversão do paciente infetado.

Quem deve fazer?

Segundo orientações gerais, da Direção-Geral de Saúde (DGS), os testes de anticorpos deverão ser realizados em:
– Pessoas que apresentaram sintomas de SARS-CoV-2, mas que não tenham sido submetidos ao teste de pesquisa de SARS-CoV-2 na nasofaringe;
– Pessoas com alta suspeita clínica para Covid-19, mas com resultado negativo neste teste;
– Pessoas assintomáticas que possam, ou não, ter tido contacto com doentes Covid-19 confirmados.

Quem pode fazer o teste serológico?

– Todas as pessoas que contactaram com doentes COVID-19 confirmados;
– Pessoas que tiveram sintomas respiratórios anteriores à entrada em Portugal do 1º Caso registado de COVID-19.

Determinação Simultânea de Anticorpos das Classes IgG E IgM permite:

Segundo estudos realizados as IGM aparecem no organismo 5 dias após a infeção. A avaliação síncrona das 2 classes de anticorpos permite:
– Detetar se as pessoas assintomáticas estiveram, ou não, em contacto com doentes COVID-19;
– Avaliar a presença de anticorpos de pessoas que tiveram contacto com doentes COVID-19 confirmados, após período de quarentena de 14 dias;
– Avaliar a resposta imunológica do indivíduo após uma infeção aguda por SARS-CoV-2.

Texto pela Dra. Teresa Costa

 

Faça a sua Marcação Aqui!

COVID-19 Drive Thru – Centro de Rastreio

Centros Covid-19 no distrito de Aveiro

Centros Covid-19 no distrito de Aveiro

O Laboratório de Análises Clínicas do Centro Médico da Praça foi licenciado para 5 Centros Covid-19 no distrito de Aveiro.

A partir de 27 de Abril o Laboratório de Análises Clínicas do Centro Médico da Praça ficou formalmente autorizado pela Direção Geral de Saúde a receber utentes do S.N.S. para diagnóstico por RT/PCR do Vírus SArs-Cov-2.

Após um complexo processo de acreditação da nova técnica laboratorial, junto do Instituto Dr. Ricardo Jorge (I.N.S.A.), foi possível a submissão do alargamento da Convenção junto da A.R.S. Norte.

Iniciamos a prestação em S.J.M. nas instalações da Oliva Creative Factory com sistema de Drive Thru com marcação através do Telf. 256 830 700, em parceria com a Câmara Municipal de S. João da Madeira.

Estão já autorizados quatro novos locais, nas cidades de Sta. Maria da Feira (Fiães), em Vale de Cambra, Ovar e Aveiro com abertura nas seguintes datas:

  • EM FUNCIONAMENTO
    São João da Madeira – COVID-19 Drive Thru
    Local: Oliva Creative Factory
    Parceria com Câmara Municipal de S. João da Madeira
  • EM FUNCIONAMENTO
    Sta. Maria da Feira – COVID-19 Drive Thru
    Local: Freguesia de Fiães – Pavilhão Desportivo Fiães
    Parceria com Câmara Municipal de Sta. Maria da Feira
  • EM FUNCIONAMENTO
    Ovar – COVID-19 Drive Thru
    Local: Parque das instalações da Clínica CMP Ovar
  • EM FUNCIONAMENTO
    Vale de Cambra – COVID-19 Drive Thru
    Local: Instalações da Clínica CMP Vale de Cambra
  • EM FUNCIONAMENTO
    Aveiro – COVID-19 Drive Thru
    Local: Instalações do Centro Clínico de Aveiro

Todas as informações e marcações estarão disponíveis pelos contactos gerais das Clínicas CMP, ou pelo site institucional permitindo todos os esclarecimento necessários.

Todos os utentes têm de possuir prescrição médica ou credencial do S.N.S. para a realização do exame.

O Laboratório de Análises Clínicas do Centro Médico da Praça para além do diagnóstico por RT/PCR do Virus SArs-Cov-2, disponibiliza a partir da próxima segunda feira dia 4 de Maio, o diagnóstico dos Anticorpos IgG e IgM por técnica Imunológica, para a deteção da Imunidade, dos utentes contaminados ou assintomáticos.

Procalcitonina

A Procalcitonina é considerada um marcador de ajuda precoce na avaliação do risco de pacientes com Infeções respiratórias.

A sua monitorização determina precocemente o risco de infeção secundária. A Procalcitonina (em conjunto com outros marcadores, como a PCR) é habitualmente usado para avaliar o risco de infeção bacteriana e a progressão para doença severa.

Em pacientes com suspeita confirmada de Infeção respiratória, a PCT é um marcador de decisão para o inicio de antibioterapia (recomendando-se esta em doentes com PCT>0.25 ug/L)

Estudos recentes indicam que também é um marcador valioso na corrente pandemia por COVID-19, identificando os pacientes de baixo , ou alto risco de coinfeção. De acordo com alguns relatórios em pacientes COVID positivo; a PCT>0.5ug/L revela um aumento de 5 vezes o risco de infeção severa, contrariamente aos pacientes com PCT<0.5.

Assim sendo,este marcador é recomendado como informação adicional tanto na admissão dos doentes com suspeita COVID, como na sua monitorização ao longo da doença, permitindo assim agir atempadamente na avaliação do risco de coinfeção bacteriana que pode levar a doença severa e sepsis.

COVID-19 – Alimentação Saudável para as Crianças

A pandemia por COVID-19 já tem importantes implicações humanas e sociais no quotidiano de cada português.

A alimentação na infância tem um papel determinante no crescimento e desenvolvimento das crianças e é neste período que se moldam os nossos gostos e preferências alimentares e que programamos a nossa saúde futura.

Em Portugal, 29.6% das crianças entre os 6 e os 9 anos têm excesso de peso, incluindo obesidade. Nos últimos anos, houve um decréscimo desta tendência, e só iremos conseguir manter esta tendência decrescente se formos todos agentes promotores da alimentação saudável, nomeadamente nestes momentos em que as crianças passam mais tempo em casa.

Regras para uma alimentação saudável nas crianças:

 

1. Coma mais fruta e hortícolas
Comer fruta e hortícolas nas quantidades necessárias é a regra de ouro da alimentação saudável. Coma sopa no início das refeições principais e 2 a 3 peças de frutas por dia.

 

 

 

 

 

2. Beba mais água do que bebidas açucaradas
As bebidas açucaradas (refrigerantes) são um dos produtos alimentares que mais contribuem para a ingestão de açúcar nas crianças adolescentes. Reduza o consumo destas bebidas. Promova em alternativa o consumo de água nas crianças é fundamental para uma alimentação saudável.

 

 

 

 

 

3. Evite os snacks hipercalóricos, ricos em sal, açúcar e gordura
A estratégia mais eficaz para evitar o consumo excessivo destes produtos alimentares é seguramente não comprar e substituir estes alimentos por outros mais saudáveis, mas saborosos à mesma.

 

 

 

 

 

4. Leite e derivados todos os dias mas na dose certa
São fonte de nutrientes essenciais como o cálcio e outros minerais e vitaminas. A quantidade diária não deve ultrapassar a 400-500 ml. Leia os rótulos e compare, e escolha os lácteos com menos açúcar, preferindo iogurtes sem aromas ou sem pedaços de fruta. A fruta pode ser adicionada em casa.

 

 

 

 

 

5. Faça uma alimentação completa, variada e equilibrada, seguindo os princípios da roda dos alimentos
Devemos incentivar as crianças a comer alimentos de cada grupo da Roda dos Alimentos e a beber água diariamente. Devem comer em maior quantidade alimentos dos grupos com maior dimensão e em menor quantidade alimentos dos grupos mais pequenos. Lembre-se que o pescado, é uma das melhores fontes de iodo na nossa alimentação e a ingestão da quantidade correta assegura um adequado desenvolvimento cognitivo.

 

 

 

6. Chame os seus filhos para ajudar a cozinhar, é uma maneira deles aprenderem
Neste período, em que muitas vezes não sabemos o que fazer com os nossos filhos, há determinadas oportunidades que surgem para nos cultivar. Use este tempo, para ensinar os mais novos a cozinhar de forma saudável! É uma aprendizagem para a vida.

Covid-19: Grupo de Clínicas CMP

O Grupo de Clínicas do Centro Médico da Praça, na qualidade de estrutura de Saúde, com o sentido de responsabilidade e de solidariedade, na pandemia do Covid-19, que se instalou a nível Mundial, e em particular no Norte do Distrito de Aveiro, onde possuímos Clínicas, Serviços com Meios Complementares de Diagnóstico (Centros de Radiologia e Laboratórios) e consultas de especialidades médicas, rapidamente implementou um Plano de contingência, encerrando por um período transitório Clínicas de referência nos concelhos e freguesias limítrofes.

Nesse sentido, já no dia 14/03/2020, foram suspensos/encerrados os serviços das Clínicas que consideramos de elevado risco, C.M.P. de Ovar que antevendo o isolamento coletivo, conseguimos mitigar a pandemia que se verificou dias mais tarde. Suspendemos igualmente o Instituto de Endoscopia Digestiva do Norte (Sta. Maria da Feira), Ecofeira (S. Maria da Feira), Gabinete de Radiologia de Azeméis (GRA-O.A.Z.) e Fisrt Clinics ( S.J.M. ) igualmente de elevado risco. Por último suspendemos 14 Delegações do Laboratório de Análises Clínicas C.M.P. pelas mesmas razoes. Garantimos porem os serviços telefónicos, nas clínicas encerradas, para esclarecimentos e remarcação de exames agendados.
Mantemos abertas as Clínicas do C.M.P. de S. João da Madeira (Laboratório de Analises Clínicas e Atendimento Médico Permanente incluindo atendimento a Sinistros e Enfermagem) C.M.P. de Vale de Cambra ( Laboratório de Análises Clínicas e Serviços de Enfermagem), C.M.P. de Arouca (Laboratório de Análises Clínicas e Serviços de Enfermagem), C.M.P. de Lobão ( Laboratório de Análises Clínicas e Serviços de Enfermagem) suspendendo os restantes exames e consultas de especialidade existentes até ao momento em cada unidade.
Foi transversal a vontade do Corpo Clínico das Clínicas C.M.P. colaborarem com o S.N.S. por requisição das Administrações Hospitalares no reforço das escalas de serviços. Por outro lado, sentimos necessidade de garantir a segurança dos Utentes e Profissionais de Saúde das Clínicas C.M.P. forçando o encerramento temporário, para reforço do Plano de Contingência que visa entre outros a aquisição de diversos equipamentos e material de proteção.
Já no seguimento do Plano de Contingência das Clínicas C.M.P. que visa a segurança de todos os Utentes e profissionais, implementamos medida tais como a medição da temperatura corporal no A.M.P., distanciamento de profissionais e utentes, reorganização dos lugares sentados, reforço de soluções de desinfeção alcoólica, reforço da higienização bactericidas e reformulação do fardamento com proteção biológica adicionando luvas e máscaras. Reforçamos o Stock de todos os materiais de proteção individual, garantido assim a continuidade dos serviços em total segurança.
Adicionalmente as Clínicas C.M.P. estão a promover a instalação de câmaras de medição de temperatura corporal, purificadores de ar com U.V., reforço de pontos de desinfeção e remoção de todos os materiais porosos que aumentem o risco de contágio.
Atualmente focamo-nos na avaliação da reabertura progressiva, de alguns serviços que, consideramos essenciais no tratamento e acompanhamento de Utentes com patologias crónicas, grávidas e crianças.

Consideramos essencial na nossa missão, continuar a apoiar estes utentes uma vez que os Cuidados Primários e Hospitalares estão centrados no apoio à pandemia do Coronavírus. Há data de hoje o Laboratório de Análises Clínicas do Centro Médico da Praça, em conjunto com a Associação Portuguesa de Análises Clínica (APAC ) e um Laboratório Espanhol de parâmetros raros, estuda a implementação de novas técnicas laboratoriais, tendo em vista o diagnóstico do Covid 19.

Pretendemos dentro de dias disponibilizar este teste, dependendo apenas da capacidade de produção dos fornecedores e da autorização da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde – Infarmed. Constatamos naturalmente a prioridade no fornecimento ao S.N.S. que reconhecemos prioridade inequívoca.
A disponibilizar também muito em breve, o sistema de teleconsulta/online, com instalação de sistemas que permitirá uma consulta rápida sem o contacto directo com o utente. A Informação relativa a este sistema será anunciada nas redes sociais do C.M.P.

A Gerência do Grupo C.M.P. não deixa de destacar o que sempre considerou o “bem maior” e neste contexto agradece publicamente o empenho de resiliência de todos os colaboradores, que pelo seu empenho individual e colectivo nos faz mais fortes e unidos. Juntos resistiremos a esta pandemia Mundial, pretendendo reforçar a condição Humana e a Saúde de todos os Nossos Utentes.
Por tudo isto não alteramos a nosso compromisso – A Sua Saúde é a Nossa Prioridade.
Dirigimo-nos a todos os cidadãos solicitando que cumpram a quarentena, é um sacrifício que vai valer a pena.
Vamos Ficar Bem.

Dia Nacional do Doente Coronário

“Evitar o acidente vascular cerebral: um desejo e uma responsabilidade partilhada” (tema do ano de 2020)

Doença Coronária

A doença coronária, advém, na grande do processo de aterosclerose, na qual as gorduras se depositam ao longo dos anos nas paredes das artérias, acabando por formar um obstáculo, ao fluxo de sangue, num determinado órgão (coração ou cérebro, entre outros órgãos).
O aparecimento da doença coronária, dá-se por uma série de maus hábitos alimentares, efeitos tabágicos, sedentarismo, stress diário, obesidade, entre outros. Estes hábitos, são considerados fatores de risco para a aterosclerose, e a ela estão associados o nível alto de colesterol, a diabetes e ainda a hipertensão arterial.

Esta doença, pode manifestar-se por uma dor torácica passageira, resultante da falta de irrigação do miocárdio, ou por uma situação mais grave, o enfarte do miocárdio, em que este défice é mais prolongado.
Os fatores acima referidos, são aqueles onde devemos investir de modo a obtermos um maior e equilibrado estilo de vida.

É importante adotar um estilo de vida saudável, em que o nível de gorduras ingerido seja cada vez menor. É preponderante para o não aparecimento desta doença, deixar de fumar, assim como baixar os níveis da pressão arterial. O sedentarismo é outro fator de risco, que aumenta a probabilidade de contrair esta doença. É preciso, adotar um estilo de vida saudável, em que o nível de exercício físico seja de pelo menos 30 minutos diário.

Conhecer os principais sintomas do Enfarte Agudo do Miocárdio como dor no lado esquerdo do peito de forma de aperto, formigueiro no braço esquerdo, enjoos, náuseas, suores frios, controlo da ansiedade, pode salvar vidas.
A realização de exames médicos de rotina, também ajuda a prevenir o aparecimento desta doença.

Fontes:
SNS – Sistema Nacional de Saúde
DGS – Direção Geral de Saúde
INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica