Dia Mundial do AVC

A American Heart Association refere que no mundo a cada 2 segundos uma pessoa sofre um Acidente Vascular Cerebral.

Segundo dados estatísticos, cerca de 35 mil Portugueses morrem anualmente por doenças cardiovasculares, revelando uma situação bastante preocupante para a sociedade Portuguesa. É de extrema importância estar atento à nossa fisionomia e aos principais fatores de risco como a idade, o género ou a história familiar.

Os AVC’s são mais comuns nas pessoas com mais de 55 anos, e com o decorrer da idade o risco aumenta, por isso, a realização de exames de rastreio tem uma elevada importância na deteção das doenças silenciosas, tornando-se fundamental para o aumento do bem-estar físico, emocional e social.

A prevenção permite reduzir o risco em cerca de 80%, defende a American Heart Association.

Confira o que pode fazer para reduzir o risco de AVC:

Aumente o número de cores no seu prato
Fazer uma alimentação equilibrada é um fator decisivo para a nossa saúde cardiovascular. Aumente a ingestão de vegetais, fruta, de preferência ao consumo de alimentos com maior número de nutrientes, como legumes, peixe ou carnes magras.

Análises Clínicas (Colesterol)
Um controlo assíduo do colesterol é fundamental para prevenção de doenças cerebrovasculares, como o AVC. O colesterol é um dos principais fatores de risco para o Acidente Vascular Cerebral, e é imperativo a criação de novos hábitos diários que têm de incluir a pressão arterial controlada (a pressão sistólica (máxima) <140 mm Hg e a pressão diastólica (mínima) <90 mm Hg), a redução do consumo de sal e gordura, a ingestão moderada de bebida alcoólica, o controlo do peso, a prática de exercício físico regular.

TAC (Tomografia Axial Computorizada)
A Tomografia Axial Computorizada é um exame rápido, e de alta confiabilidade dado que permite obter imagens de alta resolução das artérias cerebrais e do pescoço que serão processadas em vários planos permitindo identificar eventuais áreas de estenose potencialmente tratáveis. É através deste exame complementar de diagnóstico, que se consegue fazer a diferenciação entre AVC com origem isquémica ou hemorrágica contribuindo para o tratamento do paciente.

Eco Doppler Carotídeo e Vertebral
Exame Complementar de Diagnóstico, não invasivo, que através de ultrassons permite avaliar em tempo real o estado anatómico e hemodinâmico da circulação extracraniana. Este exame também é indicado para avaliar a espessura da parede da artéria carótida.

Fisioterapia pós Acidente Vascular Cerebral

A Medicina Física de Reabilitação é uma das abordagens não farmacológicas envolvidas na renovação após Acidente Vascular Cerebral. A ajuda nestes casos deve iniciar-se o mais recentemente possível. As sessões, normalmente, são intensas e muitas vezes de longa duração, tendo em conta o local e extensão da lesão, bem como as características da pessoa.

O principal objetivo da Fisioterapia pós-AVC prende-se com a reabilitação das alterações motoras, como a marcha, bem como no aumento de mobilidade e treino de atividades funcionais de forma a potenciar a independência e a qualidade de vida.

Este tratamento tem também um papel fulcral no apoio aos familiares, através do ensino de estratégias diversificadas de modo a facilitar as atividades no quotidiano, na prevenção de complicações que ocorrem com a diminuição da mobilidade e na prevenção e redução do risco de quedas.

Fontes:
Fundação Portuguesa de Cardiologia
Associação Acidente Vascular Cerebral
American Heart Association