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Conhecer e Proteger a nossa Pele: um Passo Essencial para uma Vida Saudável e com Qualidade

Sabia que o Dermatologista não trata apenas doenças da pele?

Se está preocupado(a) com a queda de cabelo, se as suas unhas apresentam alterações, ou se a transpiração excessiva afeta a sua qualidade de vida, uma consulta de Dermatologia pode ajudar a esclarecer dúvidas e a encontrar soluções adequadas.

A Drª. Ana Maria Lé (O.M. 68221), Médica Especialista em Dermatologia, esclareceu algumas questões frequentes relacionadas com esta área médica.

Como podemos identificar sinais e outras lesões suspeitas na nossa pele?

O cancro de pele pode apresentar-se de formas muito diferentes.

A regra mais conhecida para ajudar na identificação de um cancro de pele é a regra ABCDE, que permite reconhecer sinais suspeitos, através da observação da Assimetria, dos Bordos irregulares, da presença de várias Cores, do Diâmetro e da Evolução ao longo do tempo. No entanto, esta regra foi criada sobretudo para ajudar a reconhecer o melanoma.

Existem outros tipos de cancros da pele que podem apresentar um aspeto muito diferente, surgindo como uma borbulha que não desaparece, uma ferida que não cicatriza, uma lesão que sangra facilmente ou até uma crosta persistente ou recorrente. Conhecer a nossa pele e valorizar novas lesões ou alterações é fundamental na deteção precoce destes tumores.

Quais as melhores medidas para prevenir o desenvolvimento de Cancro de Pele?

A fotoproteção é uma prática extremamente importante na prevenção do cancro de pele, e envolve vários cuidados que devem ser considerados diariamente e não apenas na praia. A exposição solar ocorre de forma cumulativa no nosso dia-a-dia, durante deslocações para o trabalho, cafés na esplanada e atividades desportivas e passeios ao ar livre.

A fotoproteção deve incluir a aplicação diária de protetor solar, a procura de sombra, o uso de roupa protetora (incluindo chapéu e óculos de sol) e a evicção da exposição solar nas horas de maior intensidade (entre as 11h e as 17h).

Ao longo dos anos, essa exposição acumulada contribui para o aumento do risco de cancro de pele, e ainda propicia o aparecimento de manchas e outros sinais de envelhecimento cutâneo precoce.

A fotoproteção diária é um dos melhores investimentos que pode fazer pela saúde da sua pele.

As borbulhas na adolescência são mesmo “normais” ou devem ser tratadas?

Apesar de ser muito frequente na adolescência e no adulto jovem, a acne não deve ser encarada como algo “normal”. Quando tem um impacto significativo na autoestima pode levar ao isolamento social e deixar cicatrizes físicas e emocionais permanentes.

A acne tem tratamento eficaz, incluindo tratamentos tópicos e orais, e procurar ajuda atempadamente pode fazer toda a diferença.

Devo preocupar-me com a queda de cabelo?

A Tricologia é uma das áreas da Dermatologia mais frequentemente abordadas em consulta.

Se tem notado uma queda de cabelo aumentada ou uma diminuição da densidade capilar, é importante perceber que existem múltiplas causas possíveis para estas alterações. Uma queda de cabelo mais acentuada em determinadas épocas do ano pode fazer parte do ciclo normal de renovação capilar. No entanto, uma avaliação médica é importante para excluir outras causas e detetar precocemente doenças do couro cabeludo que podem ter evolução crónica ou, em alguns casos, provocar perda irreversível dos folículos capilares.

Um diagnóstico correto é o primeiro passo para um tratamento eficaz.

Disseram-me que o meu filho tem “pele atópica” – que cuidados devo ter?

O eczema atópico é uma dermatose extremamente prevalente na idade pediátrica que, na maioria dos casos, é facilmente controlada com tratamento tópico adequado.

Outras medidas que devem ser instituídas incluem a aplicação diária de emoliente, optar por banhos rápidos, com água tépida, e evitar produtos com fragrâncias e outros componentes potencialmente irritantes.

Para orientação adequada, consulte o seu dermatologista.

 

Perguntas Frequentes

Idealmente uma vez por mês. A observação regular permite identificar alterações recentes, sinais novos ou lesões que não cicatrizam. Quanto mais familiar estiver com a sua pele, mais fácil será detetar algo fora do habitual.

Sempre que notar mudança de cor, tamanho, forma, sangramento espontâneo, crostas persistentes ou qualquer lesão que não cicatrize ao fim de 4 a 6 semanas. Mesmo sinais aparentemente “inofensivos” podem justificar avaliação.

Sim. Até 80% da radiação UV atravessa as nuvens. A fotoproteção diária é essencial mesmo no inverno, porque a radiação UVA, responsável pelo envelhecimento e risco de cancro, está presente todo o ano.

A regra prática é usar duas linhas de produto aplicadas no dedo indicador e médio. Quantidades insuficientes reduzem drasticamente a eficácia do protetor.

Sim. A acne adulta é comum, especialmente em mulheres, e pode estar associada a stress, alterações hormonais, cosméticos inadequados ou predisposição genética. Não deve ser ignorada e tem tratamento eficaz.

Não. Lavar em excesso pode irritar a pele, aumentar a inflamação e piorar as lesões. O ideal é lavar duas vezes por dia com um produto adequado ao tipo de pele.

Sim, é comum haver maior queda no outono e primavera. No entanto, se notar diminuição da densidade, falhas localizadas ou queda persistente por mais de 3 meses, deve procurar avaliação dermatológica.

Em muitos casos, sim, especialmente quando começa na infância. No entanto, algumas pessoas mantêm a pele sensível ao longo da vida. O controle adequado reduz crises e melhora o conforto diário.

Não. A pele atópica necessita de emolientes específicos, sem fragrâncias, sem álcool e com ingredientes que reforçam a barreira cutânea. Produtos inadequados podem agravar o eczema.

 

 

 

 

Artigo por: Drª. Ana Maria Lé (Cédula Profissional nº68221)