A Anestesiologia é uma especialidade médica que sofreu uma evolução importante nos últimos 20 anos, abrangendo não só a intervenção no bloco operatório, mas também outras áreas, tais como a medicina da dor (dor crónica e aguda), a medicina intensiva, a emergência médica (reanimação) e a medicina peri-operatória (avaliação pré, intra e pós-operatória).
A Anestesiologia engloba a prestação de um conjunto de cuidados específicos com o objetivo de eliminar ou atenuar a dor, reduzir ou suspender totalmente os movimentos voluntários autónomos, atenuar ou suspender o estado de consciência vigíl, mantendo o equilíbrio das funções orgânicas e dos sinais vitais, identificando e tratando complicações potencialmente ameaçadoras à vida e promovendo a segurança e o bem estar dos doentes que vão ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Estes profissionais estão também presentes em alguns exames auxiliares de diagnóstico pelo risco que estes comportam (ex: cateterismo cardíaco), mas também para proporcionar conforto e segurança em exames que provocariam dor caso não fossem realizados com sedação anestésica (ex: endoscopia digestiva alta e colonoscopia) ou em situações como exames de imagiologia (ex: ressonância magnética, tomografia computorizada) em crianças ou doentes incapazes de colaborar.
A intervenção do anestesiologista começa antes do procedimento e termina muito depois do mesmo. Frequentemente, quando a um doente é proposta uma cirurgia ou exame diagnóstico, é marcada uma consulta de anestesia em que é efetuada uma avaliação médica ao doente.Para assegurar todas as condições para uma anestesia segura é necessário obter informações sobre alergias, medicação habitual, anestesias e cirurgias préviase doenças, nomeadamente do foro cardíaco e respiratório. É pedido que os doentes levem à consulta toda a informação médica que tenham em casa, incluindo exames anteriores para que o anestesiologista tenha um conhecimento total da sua situação clínica e assim dar as indicações necessárias para que o procedimento decorra de forma segura e sem intercorrências. Poderá ser necessário pedir mais exames auxiliares de diagnóstico (ex: análises, eletrocardiograma, entre outros) para completar o estudo.
Os médicos anestesiologistas são profissionais treinados para lidarem de forma pronta e eficaz com as situações de grande emergência e gravidade. Estão preparados para saber liderar o grupo de profissionais que atuam nessas situações.
Os locais de intervenção dos anestesiologistas estão sempre equipados de monitores e máquinas que permitem um bom controlo das funções vitais do doente, durante o período em que este geralmente perde a consciência e o controlo sobre o que lhe possa acontecer. O anestesiologista permanece durante todo o procedimento junto do doente, monitorizando continuamente as suas funções vitais, como os batimentos cardíacos, tensão arterial, respiração, temperatura corporal, entre outros, cuidando da manutenção do seu bem-estar e tratando qualquer questão que possa surgir, consequência da cirurgia e/ou procedimento técnico diagnóstico a que está a ser submetido ou de alterações resultantes das doenças que apresenta previamente ao procedimento.
Antibióticos
A descoberta dos antibióticos foi um dos grandes avanços da medicina do século XX. No início do século XXI, o problema das infeções resistentes aos antibióticos é dos mais preocupantes da saúde pública.
As bactérias têm uma capacidade de adaptação muito maior do que os outros seres mais complexos e replicam-se muito mais depressa (de 20 em 20 minutos).
Durante muitos anos usaram-se os antibióticos como remédio infalível para todas as situações. Qualquer pessoa se automedicava com antibiótico para um simples resfriado.
As bactérias inicialmente, na sua forma “selvagem”, são suscetíveis aos antibióticos, posteriormente vão adquirindo resistências. Estas resistências devem-se a dois tipos de mecanismos: mutação (pouco frequente) e integração de material genético de outra bactéria que já tem resistência.
A nossa pele e mucosas são colonizadas por bactérias que são essenciais para o normal funcionamento destes sistemas. O nosso sistema imunitário consegue manter o equilíbrio, destruindo por exemplo as bactérias que entram na circulação. Este mecanismo complica-se nos imunodeprimidos, nas crianças e idosos com um sistema imunitário menos ativo.
Em Portugal, o uso indiscriminado de antibióticos, tanto nos humanos como na medicina veterinária, levou a taxas de resistência das mais elevadas da Europa.
A DGS está agora muito empenhada em definir orientações terapêuticas e normas para racionalizar o consumo de antibióticos.
É muito importante a consciencialização da comunidade quanto ao perigo do uso errado de antibióticos.
Nos casos de infeção, seja qual for a localização, é fundamental a análise microbiológica do produto.
Mediante o resultado, com a identificação do microrganismo causador da infeção é fornecido o antibiograma, ou seja, o estudo da suscetibilidade do microrganismo isolado aos antibióticos. Com estes dados o clínico toma a decisão sobre o antibiótico e a dosagem a usar para cada caso.
Dia Mundial da Diabetes
Reumatologia
Drª. Lúcia Costa
A Reumatologia, conforme a definição do Colégio da Especialidade da Ordem dos Médicos, é o ramo da medicina que se dedica ao diagnóstico, avaliação, tratamento e investigação das doenças que afetam o aparelho locomotor (ou sistema músculo-esquelético) nos seus vários componentes (ossos, músculos,articulações e partes moles envolventes) e várias etiologias (degenerativa, inflamatória, auto-imune, metabólica, infeciosas, neoplásica, etc).
Nos últimos anos tem havido uma marcada evolução relativamente a estes quadros, quer do ponto de vista da investigação quer nos tratamentos instituídos.
O que é a Ciática?
Dr. Alfredo Figueiredo
Ciática é uma palavra utilizada pela primeira vez em 1451 para se referir à inflamação do nervo ciático, o nervo mais longo do corpo humano.
Geralmente, a ciática manifesta-se por dor desde a região posterior da anca até ao pé, podendo ser mais dolorosa numa região mais localizada do membro inferior respetivo (coxa, joelho, perna, tornozelo).
A dor pode acompanhar-se de formigueiro nalguma região do membro inferior e, nos casos mais graves, de diminuição de força muscular no membro.
Esse disco herniado provoca conflito de espaço com o nervo que emerge da medula espinhal, desencadeando uma reação inflamatória.
É essa inflamação que é transmitida ao longo das fibras nervosas e que vão resultar nos sintomas típicos da ciática.
Estima-se que 40% das pessoas tenham um episódio de ciática nalgum momento da sua vida.
A ciática é um motivo frequente de consulta, em contexto de serviços de urgência ou não.
No entanto, é importante apurar muito bem as queixas do paciente e fazer a sua avaliação cuidada uma vez que os seus sintomas podem ser motivados por outras doenças.
Uma condição clínica que resulta em sintomas semelhantes à ciática é a inflamação da articulação que estabelece a ligação entre a coluna e a bacia: a articulação sacro-ilíaca. O corpo humano tem duas articulações sacro-ilíacas que transmitem as cargas da coluna para os membros inferiores. Permitem apenas pequenos movimentos mas podem em qualquer momento iniciar um processo inflamatório após serem sujeitas a forças excessivas: sacro-ileíte. O seu tratamento é diferente da ciática e o paciente com sacro-ileíte recupera dos sintomas mais rapidamente.
O tratamento é conservador, resultando na melhoria gradual dos sintomas ao longo de 6 a 8 semanas em 90% dos pacientes.
O objetivo do tratamento é dar ao organismo as condições de ele próprio resolver o problema, sobretudo quando se trata de um primeiro episódio de ciática, respeitando o principal aforismo de Hipócrates (pai da Medicina): “Primum non nocere” (em primeiro lugar, não fazer mal ou não agredir).
As linhas principais do plano terapêutico são:
Desta forma, é possível levar à resolução progressiva da ciática através da reabsorção pelo organismo do disco
O tratamento cirúrgico está indicado apenas em situações excecionais em que a dor e incapacidade se prolongam apesar do tratamento conservador instituído.
A cirurgia pode acelerar a recuperação mas já foi demonstrado que 6 a 12 meses depois do início da ciática, os doentes que foram submetidos a tratamento conservador estão aptos a fazer as suas atividades gerais e laborais tão bem como os que foram operados numa abordagem inicial.
É sempre bom lembrar que qualquer intervenção cirúrgica tem riscos e complicações e nem sempre a opção cirúrgica para a ciática acaba com os seus sintomas.
O paciente deve procurar junto do seu médico assistente quais as opções de tratamento mais indicadas para o seu caso específico.
Pedopsiquiatria
A psiquiatria da infância e da adolescência é um ramo da medicina especializado no diagnóstico e no tratamento de perturbações das emoções, pensamento e/ou comportamento que afetam crianças, adolescentes e suas famílias.
Um psiquiatra da infância e da adolescência congrega o conhecimento de fatores biológicos, psicológicos e sociais, fruto de uma educação e responsabilidade médica com a arte e a criatividade das terapias, fornecendo uma abordagem integrada e abrangente.
Os psiquiatras da infância e da adolescência observam e intervêm junto de uma grande variedade de pacientes desde o nascimento aos 18 anos, que podem apresentar:
Problemas do neurodesenvolvimento:
• Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção
• Perturbação do Espetro do Autismo
• Perturbação de tiques
Problemas emocionais e comportamentais:
• Perturbações disruptivas, do controlo dos impulsos e do comportamento
• Perturbações de eliminação (enurese, encoprese)
• Perturbações do humor
• Perturbação de ansiedade
• Perturbação obsessivo-compulsiva
• Perturbações relacionadas com trauma e fatores de stress
• Perturbação da vinculação
• Perturbações sono-vigília
Outros problemas significativos de saúde mental:
• Perturbações da alimentação e da ingestão
• Perturbações psicóticas
• Perturbações dissociativas e de sintomas somáticos
• Comportamentos auto-lesivos e tentativas de suicídio
• Perturbações regulatórias do processamento sensorial
Alimentação na Adolescência
Anestesiologia como Especialidade Médica
A Anestesiologia é uma especialidade médica que sofreu uma evolução importante nos últimos 20 anos, abrangendo não só a intervenção no bloco operatório, mas também outras áreas, tais como a medicina da dor (dor crónica e aguda), a medicina intensiva, a emergência médica (reanimação) e a medicina peri-operatória (avaliação pré, intra e pós-operatória).
A Anestesiologia engloba a prestação de um conjunto de cuidados específicos com o objetivo de eliminar ou atenuar a dor, reduzir ou suspender totalmente os movimentos voluntários autónomos, atenuar ou suspender o estado de consciência vigíl, mantendo o equilíbrio das funções orgânicas e dos sinais vitais, identificando e tratando complicações potencialmente ameaçadoras à vida e promovendo a segurança e o bem estar dos doentes que vão ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.
Estes profissionais estão também presentes em alguns exames auxiliares de diagnóstico pelo risco que estes comportam (ex: cateterismo cardíaco), mas também para proporcionar conforto e segurança em exames que provocariam dor caso não fossem realizados com sedação anestésica (ex: endoscopia digestiva alta e colonoscopia) ou em situações como exames de imagiologia (ex: ressonância magnética, tomografia computorizada) em crianças ou doentes incapazes de colaborar.
A intervenção do anestesiologista começa antes do procedimento e termina muito depois do mesmo. Frequentemente, quando a um doente é proposta uma cirurgia ou exame diagnóstico, é marcada uma consulta de anestesia em que é efetuada uma avaliação médica ao doente.Para assegurar todas as condições para uma anestesia segura é necessário obter informações sobre alergias, medicação habitual, anestesias e cirurgias préviase doenças, nomeadamente do foro cardíaco e respiratório. É pedido que os doentes levem à consulta toda a informação médica que tenham em casa, incluindo exames anteriores para que o anestesiologista tenha um conhecimento total da sua situação clínica e assim dar as indicações necessárias para que o procedimento decorra de forma segura e sem intercorrências. Poderá ser necessário pedir mais exames auxiliares de diagnóstico (ex: análises, eletrocardiograma, entre outros) para completar o estudo.
Os médicos anestesiologistas são profissionais treinados para lidarem de forma pronta e eficaz com as situações de grande emergência e gravidade. Estão preparados para saber liderar o grupo de profissionais que atuam nessas situações.
Os locais de intervenção dos anestesiologistas estão sempre equipados de monitores e máquinas que permitem um bom controlo das funções vitais do doente, durante o período em que este geralmente perde a consciência e o controlo sobre o que lhe possa acontecer. O anestesiologista permanece durante todo o procedimento junto do doente, monitorizando continuamente as suas funções vitais, como os batimentos cardíacos, tensão arterial, respiração, temperatura corporal, entre outros, cuidando da manutenção do seu bem-estar e tratando qualquer questão que possa surgir, consequência da cirurgia e/ou procedimento técnico diagnóstico a que está a ser submetido ou de alterações resultantes das doenças que apresenta previamente ao procedimento.
O Sol e a Pele
Tiago Torres
Dermatologista no Grupo CMP – CMP S. João da Madeira e CMP Vale de Cambra
Professor Auxiliar Convidado no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto
O sol é essencial para a vida humana. Constitui uma importante fonte de energia, calor e luz, sendo essencial para a saúde, salientando-se o seu papel na síntese da Vitamina D, fundamental para o bom funcionamento do corpo humano. Apesar da sua importância, a incidência e prevalência do cancro de pele têm vindo a aumentar, provavelmente associado a comportamentos de risco, como uma maior exposição à radiação ultravioleta onde se inclui a exposição solar e aos solários.
Desde que diagnosticados precocemente, a maioria, os cancros de pele são curáveis. Assim, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais.
A prevenção do cancro de pele tem dois componentes essenciais, a prevenção primária que assenta na educação e informação da comunidade, com o intuito de promover uma mudança nos comportamentos e uma relação mais saudável com o sol e, também, através do diagnóstico e tratamento precoce de todas a formas de cancro de pele, em particular do melanoma.
A dermatologia tem um papel fundamental no diagnóstico e tratamentos das lesões cutâneas. A experiência adquirida na correcta identificação de lesões suspeitas, a utilização de várias técnicas de diagnóstico como a dermatoscopia, e o atempado tratamento com cirurgia e/ou laser, fazem com que esta especialidade seja essencial.
O auto-exame da pele por parte do doente é particularmente importante e deve ser efetuado cada 2 meses, no sentido de identificar precocemente alterações nos sinais, na forma, cor ou tamanho ou o aparecimento de lesões cutâneas ulceradas, que não cicatrizam, recorrendo ao dermatologista para um diagnóstico definitivo e tratamento se necessário. Desta forma é fundamental reconhecer os sinais de alarme para recorrer ao médico atempadamente.
Finalizando, o Sol é importante e essencial mas é necessário ter com ele uma relação saudável, com respeito e precaução.
Perda de Audição
A perda de audição ou surdez é um distúrbio que pode afetar todas as idades, sexos, e tem um grande impacto nas actividades pessoais e profissionais.
A diminuição ou alteração de audição (surdez) produz uma redução na perceção de sons e dificulta a compreensão das palavras e conversas. A dificuldade aumenta com o tipo e grau de perda auditiva. A perda auditiva normalmente divide-se em dois tipos de perdas de audição: hipoacusia de condução e hipoacusia neuro-sensorial. Em relação ao grau, a surdez pode variar em ligeira, moderada, severa e profunda.
Os sinais de alerta mais comuns que indiciam para a perda de audição no adulto são:
O otorrinolaringologista poderá diagnosticar o seu problema através de exames complementares que serão efetuados de acordo com a sua situação clínica (audiometria, impedancimetria, timpanograma, potenciais evocados do tronco cerebral, entre outros exames) e encaminhá-lo em relação ao tratamento mais adequado relativamente a perda de audição.
Check-ups e Rastreios de Verão – Clínicas CMP